Escritores consagrados repudiam falsos textos que circulam na rede
Sinceramente, eu achei um absurdo.
Mas lendo a matéria abaixo percebi que existe um absurdo ainda maior, textos que são enviados sem verificação da autenticidade do autor causam muito mais embaraços.
Em minha opinião, autores consagrados não ficam mandando mensagens pela net, eles não precisam disso. Agora, se você leu um livro da pessoa e gostaria de dividir o conteúdo porque achou muito legal, simples, coloque o nome do autor e o nome do livro, assim quem receber vai saber que realmente existe o texto e se quiser se aprofundar na idéia basta comprar o livro.
E-mail com texto do Jabor, do Fernando Veríssimo, Mario Prata, se sai da minha caixa vai sem autoria, em 99,9% é perceptível que não é deles.
Veja abaixo a matéria.
Escritores consagrados repudiam falsos textos que circulam na rede
RAFAEL CAPANEMA
DA REPORTAGEM LOCAL Folha de S Paulo
O título do e-mail começa com "Enc: Fw: Fwd: En:", sugerindo que o material já frequentou um bocado de caixas de entrada.
O conteúdo pode ser um texto motivacional, uma história engraçadinha ou uma crítica virulenta ao governo. Mas o autor, quase sempre, é um escritor consagrado.
Bem, não exatamente.
Vítimas habituais da atribuição indevida de autoria de textos na internet, Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector e Mario Quintana não podem mais se defender.
Mas Luis Fernando Verissimo, de tanto ver seu nome associado a textos que não escreveu -e de ser espinafrado e parabenizado por eles- já se manifestou mais de uma vez sobre o assunto.
"O incômodo, além dos eventuais xingamentos, é só a obrigação de saber o que responder em casos como o da senhora que declarou que odiava tudo que eu escrevia até ler, na internet, um texto meu que adorara, e que, claro, não era meu", escreveu em 2005 no jornal "Zero Hora". "Agradeci, modestamente. Admiradora nova a gente não rejeita, mesmo quando não merece."
O texto em questão é "Quase", escrito por Sarah Westphal, à época estudante de medicina em Florianópolis. Creditado a Verissimo, "Quase" chegou a ser traduzido e publicado na França em uma coletânea de escritores brasileiros.
Elson Barbosa, moderador de uma comunidade sobre o escritor no Orkut (www.orkut.com/Community.aspx?cmm=39826), compila textos falsos de Verissimo e, quando possível, identifica os verdadeiros autores.
Mas por que será que Verissimo é o campeão dos apócrifos da internet? "Talvez porque ele seja hoje o mais popular cronista brasileiro", sugere a jornalista Cora Rónai, que organizou "Caiu na rede" (ed. Agir), compilação de textos falsos lançada em 2006 (leia trechos em tinyurl.com/caiunarede). "Minha proposta de título para o livro, por sinal, era "Falsos Verissimos"."
Cora conta que Millôr Fernandes, com quem é casada, conforma-se com o fato de não ser possível controlar o que circula em seu nome na internet, "mas não consegue deixar de ficar indignado com a qualidade das coisas que atribuem a ele. "Mas é isso que pensam de mim?!", "Quer dizer que acham que eu escreveria uma babaquice dessas?!" e por aí vai."
Quem tem boca...
Pasquale Cipro Neto, colunista da Folha, afirma que sempre recebe elogios sobre textos que não escreveu -um deles creditado a um certo professor "Pascoale". "As pessoas ficam decepcionadas quando revelo que não sou eu o autor", diz.
Entre outros "ensinamentos", um Pasquale farsante explica na internet que "Quem tem boca vaia Roma", com o verbo vaiar, seria a formulação correta do ditado popular. "Eu nunca escrevi isso, não tenho nada a ver com isso. É uma bobagem monumental", afirma Pasquale, o verdadeiro.
"O pior é que as pessoas acreditam, não desconfiam de jeito nenhum", afirma o professor. "Acham que a internet é cartório e que, se está lá, está santificado."
Prisão perpétua
"Sou contra a prisão perpétua, mas sou a favor dela para quem escreve textos apócrifos na internet", escreveu Drauzio Varella em sua coluna na Folha, em 2005. A irritação se justifica: sob seu nome, circulam textos que difundem conceitos equivocados de medicina.
Um deles exalta o pensamento positivo como forma de evitar doenças. "É exatamente o oposto do que eu penso", afirma. "É uma sacanagem. Como é que colocam uma coisa dessas na minha boca?"
Outro "falso Drauzio" é "Porta do lado", que deriva de uma frase dita por ele em uma entrevista. "Pegaram essa frase e fizeram um texto babaca, uma coisa absurda", conta. "Corre [na internet] com a minha fotografia e com musiquinha, que é tudo o que eu odeio."
A despeito da alegada babaquice, da musiquinha e da autoria falsa, "Porta do lado" é bastante popular. "Acho que, de todos os textos que eu escrevi na vida, é o que mais faz sucesso", diverte-se.
Há cerca de três meses, Varella concedeu uma entrevista a uma rádio da Espanha. O locutor o apresentou recitando a seguinte frase, atribuída ao médico: "No mundo atual está se investindo cinco vezes mais em remédios para virilidade masculina e silicone para mulheres do que na cura do mal de Alzheimer. Daqui a alguns anos teremos velhas de seios grandes e velhos de pinto duro, mas que não se lembrarão para que servem."
Varella teve que esclarecer no ar que não é o autor. "Não tenho a menor ideia de quanto se investe na cura do Alzheimer. E jamais falaria uma grosseria dessas. Nem no botequim."
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/informat/fr2502200909.htm
Pensamentos desconexos
Minha bisavó era índia, morava numa oca.
Em dias cansativos eu gosto de tomar vinho para relaxar, acabei de derrubar o mouse no chão. É, eu tomei vinho hoje.
Ontem eu sonhei com baratas.
Meu trabalho é meu vício ultimamente, mas o twitter também.
Eu quero parar de fumar mas gosto de um cigarrinho em casa acompanhado de uma taça de vinho.
Eu gosto de escrever, mas quero aprender a tocar violão.
Adoro poesia, a música do Teatro Mágico parece poesia.
Meu amigo me chamou de doida, mas só porque eu liguei para ele pra saber se estava tudo bem, quem é doido afinal? Eu?
Eu tenho uma amiga no espelho e ela adora dançar comigo quando ninguém está vendo.
Minha casa tem fotos por todos os lados, menos no banheiro, porque a umidade faria mal para elas.
Minha dispensa está vazia, eu odeio fazer compras no supermercado, mas adoro passear na livraria, mesmo que não seja pra comprar nada.
Meu amigo me convidou pra ir na casa dele hoje para conhecer, mas eu nem sei onde é, esqueci de perguntar, ele mudou recentemente. Fica para a próxima.
Hoje eu vi um olhar interessante e pensei opa, aiiii não!
Meu telefone toca demais e eu as vezes me desligo do mundo totalmente, como hoje.
Eu adoro calcinhas, adoro.
Ontem eu passei na pizzaria só para dar um oi para a dona de lá, ela é uma fofa.
A pessoa que mais cuida de mim é a Cleusa, minha ajudante do lar, no dia que ela vai em casa, é o dia mais feliz de se chegar em casa, ela é tudo na minha vida.
Chocolate eu não gosto tanto, não sinto falta, mas salmão cru siiiimmm.
Eu gosto de cozinhar, mas não sei fazer comida só para mim, sempre faço a mais.
Outro dia escrevi uma poesia feliz, que fez brotar um sorriso nos lábios de alguém.
Eu gosto de sorrisos e eu tenho um que é coringa, serve para várias situações.
Quando eu era criança eu tinha um cão que chamava Boomer, mas tive muitos gatos que trazia da rua, escondido da minha mãe. Eu gosto de gatos, eles são independentes.
Eu gosto de sauna, banheira e massagem, tudo para relaxar meu corpo tenso.
Meu diretor me chama de Tainá, o Ed e a Li me chamam de índia Potira, acho que é por causa da minha bisavó.
Eu não sinto frio, é raro, sinto calor, sempre. E adoro pimenta.
O doce que eu mais gosto é sorvete.
Água de côco evita câimbra, então eu sempre bebo, mas também peço chá branco de lichia, que é bom pra tudo.
Pipoca! Era assim que a Clarice Lispector se expressava quando alguma coisa era legal. Adorei isso.
Pipoca!
Eu quero
Desejo utópico de um dia de sonho, talvez seja a lua cheia, quem sabe?
Que vontade de plantar flores para depois de vê-las florir, colhê-las para enfeitar algum lugar, quem sabe um coração precisando de um sorriso.
Vou começar devagarinho, um vazo, uma flor, carinho, cuidado e deixar por conta da natureza, também faz parte.
Um vazo, uma flor e depois um quintal, assim, uma coisinha de cada vez, que é para não ter confusão.
E a natureza vai fazendo sua parte, que bela parte! Ela sempre faz...
Stress, o que e isso que devora?
No pico daquela emoção eu ouvi um som, era o meu coração acelerado, desretimado acelerando a minha respiração ofegante, cansada, no limite.
Pedi forças para não atacar nenhum inocente, se é que existe algum, e acalmei minha alma sorvendo uma bela canção.
Eis que veio a calma e abrasou aquele vendaval.
Um cálice de vinho acompanhado de Fernando e Clarice e tudo ficou melhor.
Como a vida é sábia e coloca a nosso dispor a colheita de um fruto bom!
Obrigada, obrigada, obrigada
Tempo, tempo
Tempo, tempo passa mais devagar!
Quero só mais um pouquinho
Tempo para escrever uma poesia, um e-mail para um amigo, um telefonena para quem me espera;
Tempo me ajuda só um pouquinho?
Caminha comigo, no meu passo, só para eu te ver como um companheiro.
Tempo por que judia tanto de mim?
Eu estou correndo e nunca sobra um tantinho!
Tempo seja meu amigo e desacelera pra eu poder dormir.
Tempo que eu nunca mais vi passar assim de mansinho.
Tempo, tempo quero só mais um pouquinho de ti!
Ninguém sabe o quanto eu caminhei
Estou trabalhando alucinadamente, ainda bem, eu até que gosto desse ritmo. Valeu a pena!
Eu reclamo que tenho pouco tempo, estou sempre correndo, tenho que fazer um esforço tremendo, enorme para conseguir encontrar as pessoas e nisso acabo deixando algumas coisas minhas para trás, mas não me arrependo porque é sempre bom encontrar essas pessoas.
O violão que eu tenho que buscar desde o ano passado, a aula de inglês eu comecei, mas estudar que é bom, naaaadaaa.
As lâmpadas do lustre estão queimadas a meses, ainda resta uma última, então eu acho que vou deixar até esta se acabar para comprar e deixar todas novinhas...ihh ainda tem a maçaneta do armário que quebrou, o varal que estourou um lado.
Ah tem o vidro da janela do banheiro que precisa ser trocado, os papéis do ano passado para organizar e guardar, as fotos que eu comecei a organizar e parei na metade, o livro de receitas que eu só fiz 3 paginas, aiiiii meu Deus, eu quero um clone!
Pelo menos as coisas para doar eu separei e já doei.
E os livros? Preciso organizar, separar o que quero ler, reler e terminar os 3 que estão me acompanhando desde o ano passado, é, eu ainda leio 3 livros ao mesmo tempo, coisa de gente maluca.
Fora as gavetas, as de casa, do escritório, enfim gavetas e mais gavetas para organizar, limpar, jogar o lixo fora.
Depois da minha viagem do Carnaval ainda tenho que fazer as coisas básicas em um salão de cabeleireiro, afinal eu fui para o meio do mato, minhas unhas unhas, cabelos, etc precisam de cuidados.
Ah e ainda tem a academia, que ficou, ficou e agora precisa entrar na agenda, Jesus me ajude!
Socorro, dá para a Terra girar menos rápido, eu preciso de tempo!
Tudo bem, eu aguento, eu mereço e a-do-ro, eu estou feliz na minha correria insana, meio esquecida, dispersa, mas tenho percebido mais sorrisos em meu rosto, mais brilho nos meus olhos, mais graça neste caminhar.
Talvez eu morra jovem, afinal meu corpo está andando sem muitos cuidados de minha parte, mas se for assim que seja, nem disso eu reclamo, porque este caminho está alegre e mesmo com toda essa correria, as flores que enfeitam são as pessoas maravilhosas que eu vou encontrando, algumas eu recolho, outras eu só agradeço por encontrar e vou seguindo em frente.
Carlos Drummond de Andrade
Amor é privilégio de maduros
estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.
É isto, amor: o ganho não previsto,
o prêmio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe
valendo a pena e o preço do terrestre,
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.
Amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde.
Memória
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.
Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Amar
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
As vezes, só as vezes
O desejo muitas vezes é traiçoeiro e manipulador, alucina, encanta, mobiliza para o devaneio ou paralisa.
A voz que vem de dentro, onda fria que apazigua, que serena este anseio, a razão, o óbvio, o concreto.
Conhecer a si também é isso, chamar para fora a outra e guardar aquela.
Só guardar e, as vezes.
Enquanto isso a garota levada, à espreita, sorri.
Quando eu me decepciono o meu lado negro desperta
Ele é cruel, frio, implacável, extermina sem culpa, sem constrangimentos.
Existem pessoas que conseguem tirar de você o seu pior, aquilo que você não gosta em você, aquilo que é melhor ficar dormindo. Mas como isso aconteceu comigo? Justo eu! Simplesmente porque eu permiti, porque eu mesma dei este poder, porque fui ingenua, porque confiei, porque acreditei, porque me iludi com aquilo que gostaria que fosse e não com o que realmente é.
Me faz mal dizer palavras tão duras, ferir, me faz mal me sentir traída nas minhas convicções mais profundas, me faz mal me decepcionar com alguém e ter que retirá-la da minha vida como se nunca tivesse sido nada, principalmente quando o foi.
Essa sensação de quebra é algo tão amargo e inevitável na decepção.
Eu acreditei demais e é esta a minha parcela de culpa.
Acreditei que você tivesse aprendido, acreditei que quisesse ser diferente, acreditei em palavras mesmo vendo que a sua vida, a sua história, as suas atitudes o contradizem o tempo todo.
Eu achei que você tinha ao menos isso, alguma noção da importância da confiança, o sentido do encontro entre duas pessoas.
Eu me enganei, você não sabe e nem nunca soube, eu me enganei, me iludi, e recebo com isso a tristeza de saber que o peso da minha mão nestes momentos é cruel.
Fique longe de mim, eu não quero te ferir mais, porque sei que eu posso, sei como fazer e se o fizer, não sentirei qualquer remorso, meu lado negro não sente algum e foi você que o despertou.
Agora, é só o vazio, o abismo que existe entre nós, e esta indiferença pela sua vida. Não, eu não estarei mais lá, não estarei lá para sorrir quando você se alegrar e nem estender a mão quando você cair, não te direi as minhas impressões, não ouvirei seus lamentos, agora é somente o vazio.
E como num dia de luto, o corpo dói, a boca amarga, não há mais lágrimas, apenas o vazio, o nada, uma tristeza resignada, inexorável e o adeus.
A arte de "O Curioso Caso de Benjamin Button", de David Fincher



Eu confesso que fui ao cinema sem muitas informações sobre o filme, vi um trailler e achei interessante, depois uma amiga foi ver e disse que foi um dos melhores filmes que ela assitiu. Eu lancei a idéia para alguns amigos e combinamos a sessão.
Meu encantamento começou logo, na narrativa de Benjamin sobre sua própria vida, de uma forma sensível e até terna, ele conta seu nascimento, que poderia ser um drama, um horror, mas, de um jeito tão especial, doce, que eu não consegui pensar na feiúra que ele nasceu, somente no amor que a mãe de criação dele, Queenie (Taraji P. Henson) tinha no coração por qualquer ser humano.

Aliás, a mãe dele é um personagem que trás boa parte do filme como uma lição de vida, mulher forte, alegre, otimista, positiva e sábia, de uma sabedoria daquelas que vem da essência inegável do espírito.
O filme me tocou, não me trouxe nada de novo em reflexão, porque encontrei nele muitos pensamentos que já me são íntimos, porém me trouxe aquela sensação de bem estar que só uma bela obra de arte permite.
A idéia de aproveitar os momentos da vida porque são únicos e não voltam, a certeza de que a vida nos proporciona encontrar pessoas maravilhososas e que, apesar de querermos muito, o enlace de vidas não se torna possível, e ao mesmo tempo o desejo de que tudo pode acontecer, pois ninguém sabe o que nos espera.


Eu sai do cinema com aquela sensação de êxtase contemplativo, que me arrebata quando sou tocada por alguma forma de arte que fala com minha alma.
O filme realmente é bom, o roteiro, os atores, a fotografia, a trilha sonora, todos os detalhes que cuminam numa harmonia perfeita para a melhor melodia da linguagem da alma.
E arte para mim é exatamente isso, sentir este bem estar, este êxtase produzido pelo belo, pela sintonia de outros sentidos estimulados pela criatividade sensível de outro ser humano.
Este filme me deixou feliz!
Gente que culpa
Trecho de Vagalumes do TM, veio a calhar
talvez na outra ponta, alguém pudesse pensar
menino vagalume, flor, menino estrela, a brisa mais forte veio te buscar
Pra temperar os sonhos e curar as febres
inserir nas preces do nosso sorriso
brincando entre os campos das nossas idéias
somos vagalumes a voar perdidos...a voar perdidos...
E quando a gente apaga, tudo fica escuro
Mas o medo não vence, pois lutamos só
Por de cima do muro, a gente enxerga o mundo, a fábrica de Deus fazendo gente do pó
Deixa pra lá o que não interessa,a gente não tem pressa de viver assim
Feito platéia da nossa própria peça, histórias, prosas, rimas, sem começo e fim"
Um furacão
Aquele muro erguido, com tantas explicações, razões, lágrimas, conceitos, decepções, desejos, surpresas, expectativas, paixões. Atrás do muro um lindo jardim sem expectador algum, mas que nunca deixou de florir por isso, um mundo seguro, com uma felicidade racional, tranquila.
Eu não tive tempo de escalar, fui puxada para o outro lado do muro, como se um furacão me traga-se.
Foi isso mesmo, um furacão, viajei dentro dele, vi coisas que eu havia esquecido, senti a volúpia desenfreada, eu me vi sedenta, ardente e sem a menor razão, no fim da viagem apenas o êxtase do fim de uma aventura deliciosa e eu acordei do lado de fora da minha segurança racional.
Nova adaptação, novos horizontes, novas possibilidades, e uma criança sapeca precisando de limites.
MInha TPM chama-se Flora
Esta coisa ruim, que irrita, que ira, que enjoa e que dói. Saaaaacoooo
A Flora está aflorando em mim, pena que não venha com os olhos verdes da Patricia Pilar, seria um alento.
Mas a minha língua está felina que dói, preciso me controlar. Hoje eu quase me deixei levar pela Flora, mas a mantive sob controle, se não estaria agora no olho da rua.
Dos males o menor, ontem eu levei um tombo na rua, digno de video cassetada, e a culpa nem foi minha.
O idiota que tem uma padaria na minha rua, retirou aquele forno de frango e não lavou a calçada, ficou um sebo só a calçada, a sorte dele é que eu ainda estava normal ontem, se não tinha quebrado aquela padaria horrorosa, que mais parece um boteco nojento.
Bem, eu cai de quatro, lindo de se ver, cheio de homem naquele balcão nojento e eu de quatro no meio do sebo do frango. Mas, como a vida é sábia, eu não me machuquei e na hora pensei antes eu do que uma pessoa de idade avançada porque poderia se machucar de verdade.
Depois que eu cai o trouxa mega dono da padaria nojenta mandou alguém lavar a merda da calçada, pô eu tive que cair pra ele se ligar que tinha fazer isso?
Se fosse hoje, pelo menos eu tinha em quem descontar a minha raiva, pô isso também não foi justo!
Eu sou muitas...
As vezes elas fazem uma bagunça danada aqui dentro...
Uma de mim é intensa, louca e impulsiva, uma outra é reservada, centrada, racional, com os dois pés no chão, ainda tem a fofa, menina. Normalmente elas se dão bem, no momento elas estão disputando o papel de líder.
E eu, estou buscando saber quem eu sou dentre estas malucas que moram aqui dentro, ou se todas elas, ou ainda se, a mistura de todas, acaba dando uma outra. Ok, é um papo de doido, ou de Freud, quem sabe.
TM, sempre ele me traduz.
"Além do mais quem busca nunca é indeciso"
"Eu não sei na verdade quem eu sou,
Já tentei calcular o meu valor,
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou...
Por que a gente é desse jeito
criando conceito pra tudo que restou?"
"Teu sagrado e tua besteira
Teu cuidado e tua maneira
De descordar da dor
De descobrir abrigo
Entre tanto amor
Entretanto a dúvida
A música que casou
Um certo surto que não veio
Há uma alma em mim,
Há uma calma que não condiz...
Com a nossa pressa!
Com resto que nos resta
Lamentavelmente eu sou assim...
Um tanto disperso
Às vezes desapareço
Pois depois recomeço
Mas antes me esqueço
Nossa sina é se ensinar...
A sina nossa é...
Nossa sina é se ensinar...
A sina nossa...
Minha senhora diz:
Bons ventos para nós
Para assim sempre
Soprar sobre nós..."
Descobrindo Osho
Então, irei ler mais sobre ele, que escreveu muito sobre conhecer a si mesmo, meditar, amar com liberdade, ser livre sem culpa, respeitar o outro ser que se ama e por ai vai. Resolvi colocar aqui uma palhinha ...
"Relacionamento significa algo completo, acabado, fechado. O amor nunca é um relacionamento: amor é relacionar-se - é sempre um rio fluindo, interminável."
"Como é que o amor pode tirar a liberdade de alguém, particularmente da pessoa que você ama? É um direito nato dela. Você não pode nem mesmo dizer, "Eu dei liberdade a ela". Quem é você em primeiro lugar? - apenas um estranho. Você a encontrou pelo caminho, e por acaso, acidentalmente, e ela foi graciosa em aceitar o seu amor. Apenas seja grato e deixe-a viver do jeito que ela quiser viver e viva do jeito que você mesmo quer viver. Seu estilo de vida não deve sofrer a interferência disso.
Isso é o que a liberdade é. Assim o amor lhe ajudará a ser menos tenso, menos cheio de ansiedades, menos em angústia e mais em alegria. Mas o que continua acontecendo no mundo é exatamente o oposto. O amor cria tanta miséria, tanto sofrimento, que existem pessoas que finalmente decidem que é melhor não amar ninguém. Eles fecham as portas de seus corações porque é simplesmente infernal e nada mais.
Mude todo o padrão do amor! Você forçou o amor para uma situação feia - mude a situação.
Deixe que o amor seja uma ajuda para seu crescimento espiritual.
Deixe que o amor se torne um alimento para seu coração e para uma coragem que você possa abrir seu coração, não somente para uma pessoa, mas para todo o universo."
"A pessoa comum insiste em tentar se esquecer de sua solidão, e o meditador começa a ficar mais e mais familiarizado com sua solitude. Ele deixou o mundo, foi para as cavernas, para as montanhas, para a floresta, apenas para ficar só. Ele deseja saber quem ele é. Na multidão é difícil; existem tantas perturbações... E aqueles que conheceram suas solitudes conheceram a maior das bem-aventuranças possíveis aos seres humanos, porque seu verdadeiro ser é bem-aventurado.
Após entrar em sintonia com sua solitude, você pode se relacionar. Então, seu relacionamento trará grandes alegrias a você, porque ele não acontecerá a partir do medo. Ao encontrar sua solitude, você pode criar, pode se envolver em tantas coisas quanto quiser, porque esse envolvimento não será mais fugir de si mesmo. Agora, ele será a sua expressão, será a manifestação de tudo o que é seu potencial.
Porém, o básico é conhecer inteiramente sua solitude.
Assim, lembro a você, não confunda solitude com solidão. A solidão certamente é doentia; a solitude é perfeita saúde. Seu primeiro e mais fundamental passo em direção a encontrar o significado e o sentido da vida é entrar em sua solitude. Ela é seu templo, é onde vive seu Deus, e você não pode encontrar esse templo em nenhum outro lugar."
Felicidade é um estado de espírito
Mesmo sendo tarde e ser mais rápido ir pelo túnel, eu resolvi ir embora pelo parque do Ibirapuera, a fonte estava funcionando ainda, que linda estava! A fonte colorida de noite é um espetáculo de beleza da minha cidade, São Paulo do trânsito.
Eu diminui a velocidade para apreciar, não tinha mais trânsito esta hora, fui sorrindo para casa, feliz!
Feliz por poder ver aquela beleza!
Coisa simples isso de ser feliz, por que as pessoas complicam tanto? Coisas simples me arrancam um sorriso, piadas bobas me atiçam uma gargalhada gostosa.
Eu sou tola?
Eu acho que não, sou feliz porque a felicidade é um estado do meu espírito, simples assim!
Ano novo tem cheiro de coisa nova
O fim do ano passado foi uma correria insana, muito trabalho, muita gente para ver, muitos encontros, reencontros com velhos amigos, não deu tempo de fazer a tal lista. Consegui fazer às pressas as minhas malas para uma viagem que foi deliciosa. Valeu a pena!
Então, estou sem a lista, mas cheia de energia boa e novas idéias para 2009.
Ano novo cheira a coisas novas, pensamentos novos, olhares novos, renovação do velho para se tornar novo de novo, mas só se valer a pena.
Limpar a casa, as estantes, as gavetas, doar o que não se usa para quem fará bom uso, jogar fora o que não serve para mais ninguém, porque tem coisa que não serve para mais nada mesmo!
Meu coração está em paz, sereno, cheio de amigos queridos, cheio de amor e estes sentimentos preenchem tudo em minha volta, atrai cada vez mais pessoas especiais para perto.
Algumas pessoas somente passam e deixam um perfume do bem pela nossa vida, outras passam tão rapidamente que deixam apenas lembranças em fotos, mas todas sempre deixam muitas risadas e muita alegria para lembrar.
E, é claro, existem aquelas que ficam, e ficam, e ficam e é bom demais! Ainda existem aquelas que vão e vem em movimentos suaves, perfeitos e constantes e quando voltam são sempre bem vindas. Aquelas que voltam sem trazer nada de bom ... dê o seu adeus, deixe-as ir, não permita que fiquem assim sem querer, porque o tempo passa rápido demais para ser desperdiçado com elas.
A vida é um presente e uma oportunidade, cabe a nós sabermos aproveitar o melhor dela, aprender mesmo que seja com lágrimas, mas aprender sempre.
Eu não tenho a pretensão de deixar um conselho, mas tenho um pensamento muito forte para este ano.
"Coisas muito boas estão por vir, e para que elas possam entrar, a porta precisa estar aberta e a casa limpa e livre. O que é velho, inútil ou insignificante precisa ser jogado fora, deixar o espaço livre para o novo entrar e o que vale a pena sempre permanece."
Este ano foi especial demais
Eu experimentei sensações novas, mudei completamente de cargo, conheci pessoas maravilhosas, reencontrei pessoas que eu amo, deixei que outras se fossem sem arrependimentos, sem mágoa.
Não posso reclamar tive um ano excepcional!
Cresci como ser humano, amadureci como mulher, entendi que o amor é uma forma de deixar a vida mais leve, e percebi que quando o amor deixa de ser leve, é porque deixou de ser amor em algum ponto da caminhada.
Algumas amizades se aprofundaram, outras se tornaram superficiais porque já eram assim antes, somente eu não tive tempo para perceber antes.
A verdade sempre vem a tona, mais cedo ou mais tarde, e eu torço para que seja sempre mais cedo.
Algumas mentiras parecem eternas, mas a vida é tão sábia, sempre dá um jeito das coisas aparecerem, mesmo que seja de uma forma não tão convencional.
Eu percebi meus sentidos neste ano, algo sensível aflorou em em mim. A verdade ficou tão clara diante de mim que algumas vezes foi como levar um soco na cara.
Existem coisas que eu sei, simplesmente sei, sem que ninguém precise me contar. Coisas que não tiveram testemunhas, segredos guardados por dois ou mais envolvidos e que não contaram para mais ninguém. Mas a verdade é algo que não se aprisiona, ela é livre e tem vontade própria.
Este ano essa foi a minha maior descoberta, eu me descobri.
Hoje eu sei exatamente onde começa e onde termina a minha paz, o meu bem estar, a minha alegria.
O amor presente em tudo é sutil para se notar, mas forte e arrebatador quando você se deixa invadir por ele.
Este ano foi o ano do amor, da amizade, da dissolução das coisas que não eram para ser.
Este ano foi excepcional e eu só tenho a agradecer, por todas as oportunidades que se abriram diante de mim, por todas as pessoas lindas que estiveram na minha vida, pelo novo desafio profissional, por todo o aprendizado que recebi.
Obrigada meu Deus, obrigada Vida!
E que venha 2009, eu já estou pronta!
A gente muda, ainda bem!
Ela era uma adolescente não tão atraente e era apaixonada, assim como todas as garotas da sala por um cara, que óbvio, não dava a mínima pra ela e as amiguinhas. O carinha era um deus grego, porque olharia para as mortais? Ele só andava com as tops do colégio.
Os anos se passaram, ela estudou bastante, viajou muito, emagreceu, fez plástica no nariz, colocou silicone, virou um mulherão.
E, como a vida é ironica, um belo dia encontrou o deus grego na livraria, ela estava comprando um guia de viagem porque vai passar as férias de final de ano na Grécia, ele estava procurando um cd, se encontraram no caixa. Ele praticamente não a reconheceu, mas ela quase morreu ao vê-lo depois de tanto tempo.
Claro que foi ela quem disse, oi tudo bem, você lembra de mim? O deus grego já nem era tão deus assim e quando viu aquele mulherão jamais imaginou de pronto que era aquela gordinha do colegial.
Os dois conversaram um pouco, falaram das pessoas daquela época, trocaram telefones e se despediram.
Ela foi embora pensando que tinha acertado na mega sena (lógico, ela só conseguia lembrar do deus grego com barriga de tanquinho e toráx malhado do tempo do colégio) e ele pensando que ela estava no papo.
Dois dias depois ele ligou para ela e eles combinaram de se encontrarem, ele foi buscá-la na casa dela.
Quando ele chegou, ela começou a cair em si, já não viu mais o tal tanquinho, no lugar tinha sim era uma barriguinha de chopp em evidência.
O cabelo meio desfeito, com ar rebelde, na verdade servia para esconder uma calvície proeminente. Até ai tudo bem, ela pensou, ele deve ser uma pessoa mega interessante, afinal todas as garotas eram apaixonadas por ele.
Quando chegaram ao restaurante é que o pesadelo começou.
Ele não tinha a menor educação, morava com os pais aos 39 anos, tinha um carro caindo aos pedaços, suas viagens se resumiam ao fim de semana na praia, não gostava de ler, ouvir música, teatro então, nem pensar com o preço do ingresso ele vai ao estádio ver um jogão.
Profissionalmente frustrado e para piorar a situação bebeu demais e começou a falar de todas as transas do colégio.
A garotinha apaixonada do colegial deu lugar a mulher bem resolvida que se deu conta da loucura que estava fazendo querendo resgatar uma história que não foi e não seria possível.
Ela pediu a conta, disse que poderia dirigir o carro porque ele havia bebido, claro que o troglodita não deixou, então ela pediu um táxi e foi pra sua casa.
A gente muda, ainda bem!
O que hoje parece um desejo incontrolável, amanhã não faz nem cócega, como se nunca tivesse existido.
O que dói hoje, amanhã é uma marquinha tipo estas de catapora, que você só lembra que teve porque existe esta marquinha.
Aquele amor que parecia ser eterno vira um amontoado de cartas e fotos numa caixa esquecida no fundo do armário.
Aquele homem que te fazia queimar com um simples olhar, não te faz sentir sequer um arrepio.
A vida é uma transformação constante, e a gente muda com ela o tempo todo.
O melhor a fazer é deixar a natureza agir e aceitar que, como canta o Lulu Santos:
"Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
Não adianta fugir
Nem mentir
Pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Nada do que foi será
De novo do jeito
Que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente
Viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo
Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar"
30 e poucos anos
Será idade?
Tenho ouvido e visto isso em muitas amigas no auge dos seus 30 e poucos anos.
Uma coisa inexplicável faz de nós, mulheres de 30 e poucos anos, mulheres plenas, resolvidas, encaminhadas e seguras.
Hoje eu valorizo mais meu tempo, adoro estar com meus amigos, ler mais, sentir, pensar, amar de forma irrestrita, ser feliz.
Os paradigmas, os padrões e as exigências ficam de lado por uma sensação de bem estar, e esta sensação nasce nas coisas mais simples.
Viver um dia de cada vez, com todas as suas experiências, das boas tiramos alegria infinita, daquelas não tão boas aprendemos com plenitude.
Que bom ser mulher, que bom chegar nesta idade com orgulho, que bom olhar para trás e perceber que hoje se é melhor, se é mulher de 30 e poucos anos!
O Tempo
Meus pensamentos conseguiram correr da Bíblia até a Vanessa da Mata. (É, eu sou caótica mesmo!)
O tempo passa tão depressa quando estamos com pessoas que amamos e que nos fazem bem, e se arrasta quando queremos que ele passe rápido para que alguma coisa acabe logo. O tempo tem sua velocidade própria e não varia de acordo com a sua vontade.
O tempo é sábio.
E para tudo existe o tempo certo, na vida é como na natureza, basta ter consciência disso.
Para todo caminho existe um tempo de caminhar e ao chegar lá, o tempo para desfrutar. E também há o tempo de deixar ir.
Muitas vezes nós não conseguimos saber o tempo certo de fazer o certo, não deixamos a natureza seguir seu curso e ela nos atropela sem dó.
Querer segurar, querer controlar o tempo, querer o tempo da felicidade congelado para sempre para desfrutar mais do que está sendo tão bom (quem nunca sentiu isso?), achar que isso é possível é que é sofrimento por apego.
Aprender com a natureza nos traz sabedoria incomum. Nela, tudo que pode germinar, nasce, cresce, desenvolve e morre.
Há o tempo para tudo acontecer, desde que tenha que acontecer. Sem esforço, sem pressa, sem controle, o que está predestinado para ser, simplesmente será, mas no tempo certo de acontecer .
O tempo da vida não é o tempo da sua ansiedade, da sua expectativa. O tempo da vida é natural, fluído. Não enrugue sua testa, nem tensione seus músculos ou exercite seus neurônios com a estratégia perfeita para encontrar aquele cara novamente. Se a vida assim quiser, vocês vão ficar juntos, ou não.
Respire fundo, relaxe e vá passear! Enquanto o amor não vem, gaste seu tempo sendo naturalmente feliz.
Diz a Bíblia em Eclesíastes:
"1 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
2 Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
3 Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
4 Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
5 Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
6 Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
7 Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
8 Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz."
Canta a Vanessa:
"Passa o tempo sem demora
Quando não penso nas horas
Os ponteiros do relógio
Fazem voltas se não olho
Mas quando acendo o fogo
Para fazer um café
Vejo o tempo parar
Pra água ferver
Parece nunca acabar, espera sem fim
06:04; 06:05; 06:05; 06:05
Esperando o apito da chaleira
Vejo o tempo parar
Parar
O tempo pirraça
Quando à tarde no trabalho
Quero que o tempo passe
Os ponteiros do relógio
Só me dão o tique-taque
Quando eu encontro os amigos
Para tomar um café
A rapidez que não tinha
Sem disfarçar
Parece brincadeirinha
Pega-pega
Quando paro que olho as horas
Para o tempo que me olha
E espero ansiosa
Vou comendo a casa
Paçoca, suspiro, cocada, jujuba
Quindim, bombom, churros, bomba
Paçoca, suspiro, cocada, jujuba
Quindim, bombom, churros
E vejo o tempo parar
Parar
O tempo pirraça
Paçoca, suspiro, cocada, jujuba
Quindim, bombom, churros, bomba"
Filho gerado pelo coração
Ele chegou na minha vida com 3, quase 4 anos. No começo não sabia direito o que fazer comigo, não sabia nem como me chamar, tentou tia, eu não gostei, sugeri amiga, ele gostou, mas na verdade eu era a madrasta.
Com aquele sorriso lindo, aquele carinho de ursinho, o jeito doce, ele invadiu meu coração.
Fez nascer em mim a mãe, a protetora, a educadora, o porto seguro.
Agora ele tem 8 anos, e eu e o pai dele não estamos mais juntos, mas meu filhinho ele nunca irá deixar de ser.
Esse menino está cravado no meu coração e eu quero vê-lo crescer, quero estar com ele quando ele precisar de um colo, um ouvido, uma mão, uma amiga, se, assim ele deixar, quiser, puder.
Quando ele diz que me ama, eu sinto que todo amor do mundo está no meu coração e é dele.
Quando eu vejo nele coisas que eu ensinei sou só orgulho. E quando ele precisa de mim eu faço qualquer coisa para estar ao seu lado.
Ele se chama Guilherme, meu filhinho do coração.
Boas lembranças
Eu não fiquei triste, não chorei, no meu coração senti que ela estava feliz agora. Quando nos vimos pela última vez ela me disse que já tinha vivido o bastante e que estava cansada, não que ela estivesse em depressão, nada disso, apenas uma constatação, afinal estava lúcida.
No enterro vi pessoas que não conheço, da minha própria familia, mas nunca tive contato algum, coisa estranha, mas talvez natural para muitos, que como eu não tiveram aquela família super unida.
Depois andei pela cidade onde cresci, onde vivi até os meus 16 anos. Vi o prédio onde fiz o pré-primário. Andei um pouco por aquelas ruas onde estive na minha infância brincando de esconder, de pega-pega, fiquei nostálgica.
Eu tive uma infância boa, uma adolescência não tão complicada, e portanto, feliz.
A morte é inexorável, mas a vida é do jeito que a gente faz!
Eu me lembro da minha avó bem, batalhadora, guerreira, brincalhona, sempre tinha uma piadinha para fazer.
Lembranças boas da infância, da adolescência e da minha avó, foi isso que eu fui encontrar, o resto foi detalhe, e isso foi o que realmente importou.
Um homem interessante
Conversamos sobre o mundo de hoje e o de antigamente, debatemos sobre o homem e sua evolução, sobre a mulher e suas mudanças comportamentais, sobre a vida e seus ciclos deste a antiguidade.
Ele me falou sobre os ciclos da humanidade, a busca por uma adaptação às novas formas de se relacionar e entender o outro, os conflitos existenciais do ser humano, que todo ciclo se fecha depois que encontra o equilíbrio.
Me contou que sempre raciocina e lê sobre os assuntos de forma crítica e observadora, busca na história os argumentos para sua mente entender a humanidade.
Me fez lembrar uma música que diz que todo renascimento provém de uma morte, a morte de um de nossos Eus.
Ele já viajou bastante pelo mundo, me mostrou que a cultura do lugar interage com a forma com que o indivíduo vê o outro, logo, a forma de se relacionar.
Pessoa de mente lúcida, inteligente, sagaz, divertido, espirituoso, me fez rir muitas vezes com um comentário bem humorado, depois de um tema um tanto tenso.
Maturidade, ele é o pai de uma amiga querida, tem 73 anos, explicado por fim de onde vem tanta bagagem.
As facetas de cada um
Sempre é mais fácil para quem vê a situação de fora, claro.
Seria tão mais fácil se nós pudéssemos sair de nós mesmos e ver como se fôssemos um espectador de nossa própria vida, tipo aqueles filmes de Natal mesmo. Tudo seria tão diferente!
Enquanto isso não é possível nós podemos tentar observar com olhar crítico nossas próprias atitudes.
Não é fácil, sem dúvida, mas isso tem que acontecer como uma vontade enorme de se auto conhecer.
O cara que fala ao amigo sobre estar de saco cheio da garota que está saindo a alguns meses porque ela é imatura, ciumenta e não sabe lhe dar espaço, é o mesmo cara que diz para a mesma garota que adora estar com ela e a convida para todos os programas, e também é o mesmo cara que posa de namorado para a família dela, mas não a assume para a própria família. Tipo comum, mas qual deles é o verdadeiro? Impossível saber, né?
Se o próprio cara não sabe quem ele é quem mais pode saber? Ninguém. Ele funciona como um camaleão se transformando e se adaptando de acordo com o que é conveniente naquele momento. E talvez, ou muito provavelmente, nem se dê conta disso.
Mais uma vez chegamos ao mesmo ponto de sempre. Se cada um parar para observar o que é e quem são aqueles a quem destinamos algum tipo de sentimento, a confusão pode ser evitada e com ela o sofrimento de uma grande desilusão.
Mas como é melhor uma ilusão do que a realidade, não é? A realidade é tão dura!
Cada um escolhe o seu destino, mesmo quando acha que é melhor não escolher.
Honoré Balzac - Homenagem
Uma mulher nua seria menos perigosa do que é uma saia habilmente exibida, que cobre tudo e, ao mesmo tempo, deixa tudo à vista."
"Para um homem apaixonado, toda a mulher vale quanto ela lhe custa."
"As mulheres vêem tudo ou não vêem nada, segundo as disposições da sua alma: a única luz delas é o amor."
"Sentir, amar, sofrer, devotar-se, será sempre o texto da vida das mulheres."
"Terrível condição do homem! Não há uma das suas felicidades que não provenha de uma ignorância qualquer."
"A ilusão é uma fé desmedida."
"A liberdade leva à desordem, a desordem à repressão, e a repressão novamente à liberdade."
"A duração de uma paixão é proporcional à resistência original da mulher."
"Quando todo o mundo é corcunda, o belo porte torna-se a monstruosidade."
"A igualdade pode ser um direito, mas não há poder sobre a Terra capaz de a tornar um fato."
"A maioria dos dramas está nas idéias que formamos das coisas. Os acontecimentos que nos parecem dramáticos são apenas assuntos que a nossa alma converte em tragédia ou em comédia, à mercê do nosso caráter."
"A constância é o fundo da virtude."
"Um Eu demasiado poderoso é uma prisão da qual um homem deve evadir-se se deseja gozar plenamente os bens deste mundo."
Vida de solteira
A Alegria e a Felicidade vem de dentro
A dúvida é um sofrimento, a certeza a libertação
Seja ela qual for, se para o que você quer ou não quer, desempaca!
Tenha logo a certeza! Vá atrás de suas respostas, sem medo, sem hesitação, ouvir um não é muito melhor do que um talvez, pois o talvez é a inércia, o vácuo, a covardia.
A certeza é a alavanca para um novo começo, ou um fim que já chegou atrasado.

