Gato Preto Lazarento

Esta semana foi bizarra!
Tudo começou na segunda-feira.
Eu estava virando carro pra entrar no estacionamento quando ele se jogou na frente do meu carro. Me olhou com aqueles olhos de quem diz, você me paga vaca! Eu me benzi na hora, credo! Aquela coisa preta uriçada olhando pra mim daquele jeito. Xô gato preto, sai de mim!
Parei o carro e fui abrir o portão do estacionamento, abriu, eu empurrei, ele escorregou e parou. Eu pensei que estava fraquinha, não ando comendo muito, estou sem apetite, empurrei de novo, de frente, de costas, de bunda, fazendo apoio com as duas pernas e... nada, nem se mexia.
Era uma hora da manhã, a rua deserta, o portão travado na metade, eu não conseguia nem fechar a porcaria do portão e nem guardar meu carro. Resolvi ligar pro dono, caixa postal, fui procurar o segurança da rua, encontrei duas cadeiras vazias fazendo pirraça para o meu drama. Gato preto lazarento, só ele estava lá rindo escondido da uruca que tinha me jogado!
Por fim apareceu uma alma abençoada e resolveu tudo.
Terça-feira, eu estava trabalhando como uma louca, nem vi o tempo passar, caiu a maior tempestade em São Paulo. Eu sai do trabalho as 22h, felizmente a chuva tinha cessado, eu pensei. Ao chegar no estacionamento para pegar meu carro, descobri que a tempestade foi lá dentro, do carro, o manobrista esqueceu os dois vidros do meu carro aberto, totalmente aberto.
Pensa num carro-piscina, tipo desenho animado, abri a porta e a água esparramou pra todos os lados.
Gato preto lazarento que não se satisfez com o portão emperrado. Tinha tanta água dentro do carro que você não faz idéia, cada freada era uma esguichada na minha cara.
Apesar de ter ido pra casa com uma saco de lixo no banco, cheguei em casa ensopada. Pensa numa pessoa irada, inconformada e impotente, multiplica por mil, essa era eu.
Só podia ser aquele gato preto lazarento, que vudu!
Na quarta-feira eu fui jantar na casa de amigos e apesar de insistirem em dormir por lá eu resolvi ir pra minha casa.
Quando eu desci a rua da minha casa a chuva despencou, a tempestade caiu daquele jeito, dilúvio total, eu abri o guarda chuva pra abrir o estacionamento e ele voou, eu fechei o carro e sai correndo atrás dele, por que? Sei lá, estava louca da vida com o gato lazarento que devia estar lá na espreita rindo da minha cara ridícula, molhada feito um pinto, achei que não podia ficar sem guarda-chuva, sabe Deus porque!
No fim a chuva foi boa, estava calor, eu ri de mim mesma, e fui pra casa ensopada de verdade, mas achando que a chuva levou o vudu do gato preto lazarento de uma vez!

Mas quem acredita, faz acontecer!
Brincadeirinhas a parte, eu não acredito em gato preto, passar embaixo de escadas, essas coisas, mas achei tudo isso muito bizarro para uma semana e achei que valia um post afinal já estou rindo de tudo isso.

Agora só falta você



Simplicidade é isso: Quando o coração busca uma coisa só.
Concerto para Corpo e Alma. (Rubem Alves)



Direto do dicionário, só para não esquecer!

vulgar1
vul.gar1
adj (lat vulgare1 Pertencente ou relativo ao vulgo. 2 Comum, freqüente, ordinário, trivial. 3 Baixo, íntimo, reles. 4 Que não se distingue dos seus congêneres; medíocre, ordinário. 5 Que não é expressivo; que não é significativo; que não revela condições de talento. 6 Que não se recomenda por caráter algum de nobreza ou de distinção. 7 Diz-se da era de Cristo. 8Diz-se da língua falada pelo povo. Antôn (acepções 2 e 4):extraordinário. sm 1 Aquilo que é vulgar. 2 A língua vernácula.3 O comum dos homens; o vulgo. V. da gente ou v. dos homens: o vulgo, o comum do homem.

Sobre a alma, o ego e o crescer

Toda vez que o ego sorri diante de uma atitude reativa a alma se esconde na escuridão, toda vez que a alma cresce diante de uma atitude pró-ativa o ego se encolhe. Quanto mais próximos estivermos dos desejos de nossa alma mais afastados estaremos do ego, nosso inimigo oculto e sorrateiro.

Muitas vezes é somente através do sofrimento que a pessoa consegue ouvir sua alma e chegar mais perto do divino que há em cada um de nós.

Para crescer perante a vida, e conhecer seu verdadeiro eu o indivíduo muitas vezes precisa ter coragem de mergulhar até seu lugar mais obscuro.
Quanto mais deixar falar o ego mais escuro ficará. A luz estará onde sua alma chora.

A vaidade é o alimento do ego, é preciso alguma coragem para sair do ciclo de prazeres ilusórios que ele arma em sua volta. Uma ilusão de felicidade que dura um instante e não sustenta sua forma, instantes de prazer e conflitos incessantes.

Pensamento de ontem

Porque enquanto meninos, pensam e agem como meninos, brincam como meninos e seus desejos são os de meninos.


Isso fez todo o sentido pra mim e quem falou nem sabia...

Para pensar sobre o amor, paixão e sensação

Efetivamente a paixão é emoção. Emoção é aquilo que leva ao movimento, que move o corpo
A paixão acaba.
Etimologicamente a paixão é da mesma raiz que patologia "pathos", e esta ligada a "sofrimento". Sentimento de enorme intensidade e, por definição, é de curta duração. Não dá para manter o nível de exacerbação.
O convívio mata a paixão, mas não necessariamente o amor ...
Existe uma incompatibilidade entre o cotidiano e a paixão.
Paixão é uma coisa que tem expressão corporal e as vezes é visível. Sentimento não.
O sentimento é muito mais sutil, é silencioso.
A paixão tem de ser aquilo que vai desencadear o impulso, mas o que vai manter a ligação é o sentimento.
A paixão é o motor de arranque - ela coloca o carro em movimento; mas o que faz o carro andar é outro motor, maior, que é mais silencioso e manterá o veículo em movimento ao longo do tempo. Eis a principal distinção entre emoção e sentimento.
O amor como sentimento, o amor como construção, o amor do convívio, amor companheiro.
Existe ainda algo agudo e sutil. Estamos saindo de uma fase em que o sentimento era muito valorizado para entrar numa etapa em que se valoriza a sensação. Sensação não sustenta amor. É mais passageira do que a paixão e sem nenhuma intensidade ou profundidade. Ela é superfície, é só uma forma de apreensão do mundo. Mas confundir isso seja com paixão, seja com amor, quer dizer, confundi-la com emoção ou com sentimento é um equívoco, e cria um tipo de expectativa à qual é impossível corresponder.

Os Cinco Estágios do Luto, da perda, da dor

Kübler-Ross originalmente aplicou estes estágios para qualquer forma de perda pessoal catastrófica, desde a morte de um ente querido e até o divórcio. Também alega que estes estágios nem sempre ocorrem nesta ordem, nem são todos experimentados por todos os pacientes, mas afirmou que uma pessoa sempre apresentará pelo menos dois.
Outros notaram que qualquer mudança pessoal significativa pode levar a estes estágios. Por exemplo, advogados criminalistas de defesa experientes estão cientes de que réus que estão enfrentando a possibilidade de punições severas com pouca possibilidade de evitá-las freqüentemente experimentam estes estágios, sendo desejável que atinjam o estágio de aceitação antes de se declararem culpados.


Modelo de Kübler-Ross propõe uma descrição de cinco estágios discretos pelo qual as pessoas passam ao lidar com a perda, o luto e a tragédia. Segundo esse modelo, pacientes com doenças terminais passam por esses estágios.
O modelo foi proposto por Elisabeth Kübler-Ross em seu livro On Death and Dying, publicado em 1969. Os estágios se popularizaram e são conhecidos como Os Cinco Estágios do Luto (ou da Dor da Morte, ou da Perspectiva da Morte).

Os estágios são:
  1. Negação e Isolamento: "Isso não pode estar acontecendo."
  2. Cólera (Raiva): "Por que eu? Não é justo."
  3. Negociação: "Barganha."
  4. Depressão: "Estou tão triste. Por que se preocupar com qualquer coisa?"
  5. Aceitação: "Tudo vai acabar bem."

Nota do blog: Eu acredito que estes estágios sejam interessantes em qualquer caso de dor ou perda.
Eu já tive que matar alguém ou algum sentimento dentro de mim, existe a dor, existe o luto. 
A gente se apega em sentimentos mesmo quando não são saudáveis, é impressionante a nossa sede em sentir.
É bom saber que não somos tão diferentes assim, e todos sofremos, negamos, negociamos, depremimos para no fim, aceitar que a vida é feita de ciclos...
No fim o melhor termômetro é o seu bem estar, por mais que seja uma delícia sentir se não é bom pra você é melhor deixar ir, desapegar, desintegrar. E desintegra, porque nada sobrevive sem cultivo, a não ser a erva daninha.

Eu, como na música

Sei lá,
Se o que me deu foi dado
Sei lá,
Se o que me deu já é meu
Sei lá,
Se o que me deu foi dado ou se é seu

Vai saber,
Se o que me deu , quem sabe?
Vai saber,
Quem souber me salve
Vai saber,
O que me deu, quem sabe?


Durma medo meu

Me desculpe, não sei se posso te deixar entrar.
Aqui dentro há um universo que precisa de cuidado porque foi reconstruído com muito amor e carinho.
É como se um jardim precisasse dos cuidados do jardineiro mas ao mesmo tempo temesse que ao entrar ele pisasse em algo que não visse, mas que compunha o jardim com delicadeza.
Por que sempre tem que haver uma renúncia?
E é o medo de deixar entrar com o medo de deixar passar, um contradizendo o outro como se um duelo de espadas estivesse constantemente acontecendo no meu peito.
Medo de recomeçar, de parar, de se arrepender depois, medo, medo.

Carnaval, debate entre homens e mulheres, reflexões e pensamentos absurdos

É tanta coisa na minha cabeça depois destes cinco dias que não sei por onde começar nem onde vai dar este post.
Estávamos numa casa 3 mulheres e 7 caras, alguns já conhecidos outros se conhecendo ali, a vida é muito dinâmica, ufa!
Deu pra ver de tudo. Uma casa com dez pessoas é quase como zoológico, espécies diferentes, aparentemente parecidas, mas diferentes, porém se olhar bem profundamente tem aspectos bem iguais.
Muitas vezes o que tem no outro e te incomoda é um reflexo daquilo que você tem, mas que fica por baixo do pano, coisas que seu inconsciente guarda para não ser tratado.
Deve haver um tanto mais de coragem para revirar o que se tem por dentro.
As vezes o que se vê em seus amigos  em 5 dias juntos é mais do que se viu em anos de amizade e nem sempre são coisas admiráveis, aliás normalmente não são.
Ser humano é isso ai tudo junto, não há como separar a luz das trevas que habitam em todos nós, uma existe porque a outra está lá.
E vamos caminhando sem olhar muito pra aquilo que vimos, melhor mesmo é mirar no sorriso e lembrar do abraço ou daquela mão estendida no dia que você tropeçou. Deixemos cada um cuidando de seus próprios demônios.
Debatemos amizade entre homem e mulher, e confesso que fiquei acalorada com a discussão, não pelas idéias do interlocutor, mas pela forma como se comunicou, deixa pra lá, este tema é extenso demais pra um resuminho rápido.
Eu respeitei meus limites, estava doente e mesmo vendo todo mundo beber eu me contive até onde decidi ir. Me orgulhei de mim mesma.
Aliás falando em limites e decidir ir, me veio a mente outra coisa.
Eu fico estarrecida com a forma com que as pessoas não te enxergam. Será excesso de ego uma pessoa ver as suas reações como a si própria e não como você está vivenciando?
Ninguém olha pra você de verdade, olha pro seu próprio reflexo no espelho e acha que é você. Ego, orgulho, não sei, só sei que isso é triste.
Eu pedi uma roda de viola porque eu queria cantar mesmo rouca e cantando mal, porque eu adoro cantar e adoro violão e porque a vida é curta demais pra você deixar de fazer as coisas por receio de ser um mico. Eu paguei o mico com todo prazer, foi uma delícia!
Eu ouvi uma música feita para outra Paulinha, que me ofereceram e eu aceitei com todo carinho. Depois tiveram outras musiquinhas pra mim que eu adorei igualmente.
Meus amigos são o máximo!
No debate sobre o que é o amor ... ai Jesus, que difícil! Sobre sexo, ai ai ai...
Só para resumir o que eu pensei sobre ficar com uma pessoa atrás da outra.
Eu não sou um pedaço de carne, eu sou um ser humano, uma pessoa, um universo antes de qualquer coisa, pois na minha concepção antes de ser mulher eu sou uma alma e o sexo é a última coisa que é determinada quando estamos para vir para esta Terra.
Eu lamento muitíssimo pelas mocinhas que se deixam entregar assim tão superficialmente numa noite de folia, porque perde a especialidade, perde a dignidade em troca de que? Eu não sei.
 Sinceramente, eu acho que sou especial demais para dividir minha intimidade com qualquer um, de qualquer jeito.
E na medida que vejo o mundo feminino caminhando cada vez mais para isso, para sermos modelos masculinos de mulher, caçadoras, devoradoras, fáceis, mais eu penso que não quero isso pra mim, nem pra uma filha, então eu ando na marcha ré só pra contrariar.
Porque sexo é uma delícia, mas amor é fundamental!

Certeza do momento

Há momentos repletos de certeza momentânea, certezas que não duram mais do que algumas horas e nem por isso deixam de ser certezas. São as certezas do momento.
Como aquela vontade incrível de beijar uma boca, como se isso fosse a sua última chance.
No fim das contas certeza eterna não existe mesmo!
Hoje eu tenho certezas que amanhã podem não existir. E no lugar dessas, ter outras, parecidas, mas diferentes.
O segredo é saber qual a certeza do dia e tentar, de algum modo, conquistá-la.
Feliz daquele que consegue saciar um desejo certeiro no dia! Ah que feliz ele é...

Foi preciso muita coragem para desafiar os astros






Sina Nossa 
De Fernando Anitelli
Mia Senhora,
És de lua e beleza,
És um pranto do avesso,
És um anjo in verso,
Em presença e peso,
Atrevo-me e atravesso
Pra perto do peito teu
Teu sagrado e tua besteira,
Teu cuidado e tua maneira de discordar da
dor,
De descobrir abrigo entre tanto amor,
Entretanto a dúvida,
A musica que casou,
Um certo surto que não veio
Há uma alma em mim,
Há uma calma que não condiz
Com a nossa pressa
Com o resto que nos resta
Lamentavelmente eu sou assim
Um tanto disperso
As vezes desapareço
Pois depois recomeço
Mas antes me esqueço
Nossa sina é se ensinar
A sina nossa é.
Mia senhora diz
Bons ventos para nós
Para assim sempre
Soprar sobre nós

Os astros me revelam - Meu momento

Eu estava me perguntando qual a razão desta sensação de uma hora para outra. Sensação de que eu eu fiz tudo errado, sensação de tédio, de insatisfação. Quando eu li meus trânsito astrológico, não achei as minhas respostas, mas fez sentido. Se o universo quer que eu pare e reflita sobre as coisas que andei fazendo ou deixando de fazer, não há como fugir.
Estou pesando minhas atitudes para, quem sabe, dar um rumo diferente a este barco, agora ancorado ...
Deixe me ir preciso andar para pensar! Colocar a cabeça no lugar, meditar, organizar.
03/02 às 11h25 a 19/04 às 4h13
Momento de reavaliar as próprias ações
Marte na casa 12
Este é um momento de recolhimento de forças, Paula. De algum modo, nos últimos meses você passou por um período de muita atividade e de exaltação de sua força vital. Os dias que se seguirão, entre 03/02 às 11h25 e 19/04 às 4h13, pedem que você agora dê uma pausa ao seu ritmo de atividades e faça uma avaliação das coisas que você conquistou ou deixou de conquistar. Onde você acertou? O que pode ser repetido? O que você poderá evitar numa próxima vez? Todas estas questões tornam-se pertinentes neste momento de introjeção da qualidade marciana.

Neste momento, Paula, é possível também que você venha a sentir uma certa insatisfação em relação à vida: pode haver tédio, ou uma sensação de que as coisas simplesmente deram uma parada. Mas as coisas são assim mesmo, são cíclicas, e todos nós precisamos compreender que a vida - e nossa própria alma - nos exige reconhecer e aceitar as fases de reflexão. Isso não significa que as coisas não estarão acontecendo! É um sentimento interno, na verdade, uma sensação de tédio que independe do fato das coisas estarem ou não fluindo.

Tome cuidado com atos auto-sabotadores, que costumam ser comuns nesta fase, Paula. Cabe aqui se observar direito e verificar até que ponto você não está cometendo atos - ou deixando de fazer algo - que lhe levem a problemas. Todos nós possuímos um lado sombrio que "cava problemas", por assim dizer, que fica "procurando cabelo em ovo", como se diz no jargão popular. Inclusive não é incomum, neste período, que você termine se envolvendo com gente que parece, mas não é lá muito amiga. Cuidado com inimigos ocultos, com gente que tenta lhe sabotar por trás. A questão aqui não é desenvolver paranóia, mas simplesmente ter um pouco mais de atenção, e compreender que se você atrai para a sua vida alguém assim, é porque algo dentro de você precisa aprender uma lição.
Em todo caso, de uma forma ou de outra, evites becos e ruas escuras. Você pode estar mais vulnerável a situações de assalto. Se você tiver prudência, não terá o que temer. A idéia aqui é exatamente a de ficar alerta a fim de evitar coisas quenão precisam acontecer.
06/02 (hoje) às 8h15 a 08/02 às 9h59
Sol na casa 7, lua na casa 4
O período que vai de 06/02 (hoje) às 8h15 a 08/02 às 9h59 é marcado pela Lua, que entra em fase minguante, formando um ângulo tenso com o Sol. O conflito aqui é traduzido como um choque entre suas necessidades reais de introspecção neste momento, explicitadas pela Lua na Casa 4, versus um desejo emocional de agradar o outro, de atender às necessidades do ser amado. O conflito aqui poderia ser traduzido da seguinte forma: o que você quer neste momento, no fundo de sua alma, tem a ver com o que sua(s) pessoa(s) querida(s) também querem? Este é o tipo de trânsito planetário em que você pode receber cobranças dos outros, que talvez não entendam bem esta sua temporária necessidade de recolhimento. De todo modo, seria interessante você esperar o final deste trânsito lunar para poder resolver suas questões afetivas, pois a fase astral atual tem uma carga de forte contradição!

O que você quer afinal?

Todos os dias eu reforço meu pensamento sobre o quero. Eu confesso que vacilo, muitas vezes me pego perguntando: Mas afinal o que é que você quer?
Coisa difícil esta de saber o que se quer, ter que escolher, renunciar ...
E acabo sentindo rapidamente que eu queria tudo, é bem rapidinho, para ninguém ouvir. Eu queria tudo e não ter que renunciar a nada.
A razão me cala, e peço somente uma coisa, eu quero ser feliz, quero amor, um amor imenso, sem tamanho de tão grande.
Eu quero um amor que não seja renúncia, mas que seja aconchegante, confortável e leve porque a caminhada é dura, e eu não preciso de mais peso para carregar nesta trilha.
Coisa difícil esta de saber o que se quer...

Pensamentos alheios que fazem sentido para mim hoje

"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo. " (Clarice Lispector)


As nossas condutas tão putas não valem a pena
Que pena, eh, que pena
As nossas condutas confusas nos tiram de cena, ah…
Que pena, eh, que pena (O Teatro Mágico)

Desejo

Moram desejos em mim que correm calados;
Que espreitam a minha solitude;
Que gritam para serem descobertos;
Moram desejos em mim que são quentes e velozes;
Que eu posso alcançar; apaziguar; abafar
Mas quero?

Abraço grátis - Porque um abraço sempre vale a pena!

É difícil definir onde e quando começou essa campanha de compartilhar abraços entre pessoas comuns, sem o interesse de companhia diária, dinheiro, promoção, política ou sexo.
O objetivo do Movimento Free Hugs, Abrazos Gratis ou Abraços Grátis é fazer com que as pessoas abraçadas se sintam melhores, pois o ato do abraço diminui a pressão sanguínea, o batimento cardíaco e o nível de hormônios ligados ao estresse.
Segundo o site Free Hugs Movement, o registro mais antigo desse tipo de manifestação coletiva aconteceu em 1986, quando o Reverendo Kevin Zaborney criou em sua igreja o National Hugging Day (Dia Nacional do Abraço), celebrado todo ano, no dia 21 de janeiro. Posteriormente, esse movimento passou a ser praticado em outras instituições como ONGs, hospitais, escolas dos EUA, Canadá, Inglaterra, Austrália, Alemanha e Rússia.
Em 2001, Jason Hunter deu início ao Movimento Free Hugs (Abraços Grátis), após perder sua mãe. Um dia que começou em completa tristeza terminou em grande alegria porque eu percebi que minha mãe tinha feito exatamente o que Deus solicitou dela – disse ele sobre o acontecido, no site da sua campanha. Ela adorava abraçar as pessoas, independente da raça ou sexo, e fazer com que soubessem o quanto eram importantes. Que mundo maravilhoso poderíamos ter se nós fossemos conhecidos como pessoas que têm um sorriso e uma palavra amável para todos – diz Jason Hunter no site da campanha Free Hugs liderada por ele. Jason quis dar continuidade à missão de sua mãe e saiu pelas ruas da praia ao sul de Miami com o cartaz escrito Free Hugs (Abraços Grátis).
No entanto, as manifestações citadas acima incentivavam o ato do abraço somente entre pessoas conhecidas e nenhum dos dois conseguiu transformar a sua campanha em um movimento de massa não institucionalizado. Até que...
Em 2004, o principal protagonista da história, que estava vivendo em Londres, voltou a sua cidade natal, Sydney, na Austrália. Não havia ninguém para recebê-lo no aeroporto porque sua família estava passando por problemas internos: seus pais estavam se divorciando, sua avó estava muito doente e sua namorada tinha acabado de romper o relacionamento deles. Parado lá no terminal de embarque / desembarque, vendo outros passageiros encontrarem seus amigos e família esperando por eles, com os braços abertos e sorriso no rosto, abraços e risos juntos... eu queria que alguém estivesse lá esperando por mim... feliz em me ver, sorrir para mim, esperar por mim – disse Juan Mann em entrevista no programa de TV Oprah Winfrey Show.
Para se animar, Juan Mann (apelido criado para manter a privacidade dele) foi a uma festa onde uma desconhecida o presenteou com um abraço. Senti-me como um rei, foi o melhor que já me aconteceu – disse Juan Mann ao descrever o momento em entrevista à revista Who. Seis meses após a festa, ele fez um cartaz com as palavras Free Hugs e levou a um shopping do centro de Sydney, oferecendo seu abraço a todos que passavam.
Eu peguei um papelão e uma canetinha e fiz um cartaz. Eu encontrei um local de passagem para pedestres ocupados na cidade e levantei o cartaz com as palavras Abraços Grátis dos dois lados [frente e verso]. E por 15 minutos as pessoas realmente passavam direto por mim. A primeira pessoa que parou me deu um tapinha no ombro e me contou como seu cachorro tinha morrido naquela manhã, como aquela manhã fazia um ano que sua única filha havia morrido em um acidente de carro... como o que ela precisava agora, quando ela se sentiu a pessoa mais solitária do mundo, era um abraço. Eu abaixei em um joelho, levamos nossos braços um em volta do outro e quando nós nos despedimos, ela estava sorrindo – disse ele.
Juan Mann transformou isso em um ritual e toda semana carregava o cartaz até o shopping Pitt Mall Street, em Sydney. Assim, ele conheceu Shimon Moore, um músico, líder da banda Sick Puppies, que filmou o jovem oferecendo seu abraço com cartazes e sendo interrompido freqüentemente pela Polícia Australiana.
Em setembro de 2006, a avó de Juan Mann não conseguiu mais resistir à doença e veio a falecer. Shimon Moore, pensando em animá-lo, editou as imagens do vídeo, mesclou-as com sua música e deu de presente para Juan Mann, assim como fez o upload de seu registro para o Youtube.
Graças à força viral desse meio de comunicação, o movimento Free Hugs se tornou conhecido em todo o mundo. O vídeo já teve mais de 10 milhões de visualizações e milhares de comentários.
Inicialmente, algumas pessoas desconfiaram da motivação de Juan Mann, porém, em um mês, muitos jovens estavam imitando o seu gesto em outros países e a ação se tornou um movimento social com sites de apoio em várias línguas. Os sites contam, em seus fóruns, histórias de famílias que foram restauradas e pessoas que se sentiram melhor psicologicamente depois de ganharem alguns abraços inocentes ou que alegraram, com esse gesto, outras pessoas que estavam tristes.
Após algum tempo, a Polícia Australiana começou a proibir o movimento. A condição para que a campanha continuasse era a de que Juan Mann pagasse uma espécie de seguro de $25 milhões em que ele assumiria a responsabilidade pelo que acontecesse com as outras pessoas enquanto participavam do movimento. Juan Mann e seus companheiros fizeram um abaixo assinado para tentar convencer as autoridades a permitir que a campanha continuasse sem o pagamento do seguro. A petição alcançou 10 mil assinaturas e, assim, ele conseguiu a permissão para continuar oferecendo abraços grátis.
Sobre suas motivações, os abraçadores explicam:
Todo mundo tem problemas e certamente o meu não pode ser comparado com o dos outros. Mas ver alguém que antes estava carrancudo, sorrir pelo menos por um momento, sempre vale a pena. (Juan Mann)

Não importa qual é o seu trabalho, talvez o trabalho mais importante que podemos fazer é ajudar a encorajar os outros, especialmente pelas nossas ações. (Jason Hunter)

Informações: http://www.abracosgratis.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2&Itemid=8



Minha observação: Um abraço fala mais por si do que muitas palavras. Um abraço no silêncio carinhoso da amizade aquece o coração e alivia as dores de qualquer pessoa. Isso é amor e funciona. Experimente!

Ainda sobre o medo ...

Recebi esta reflexão em um e-mail de uma amiga... achei incrível a sincronicidade!


O medo leva a gente a um nível emocional que na maioria das vezes não faz sentido e é surreal. FEAR (medo em inglês) no dicionário significa False EvidenceAppearing Real (Falsa Evidência que Aparenta ser Real)


Boa coisa para refletir.