Consideração alheia é quando outra pessoa respeita aquilo que é importante para você, tem o cuidado de não te magoar e não age leviamente com coisas que podem te magoar.
Consideração própria é quando, ao encontrar pela frente alguém que age leviamente com aquilo que é lhe é valioso, não se importanto com seus sentimentos, você não se deixa envolver pela ignorância alheia.
A emoção negativa provoca reação. E a reação não é a resposta real, é apenas uma defesa, ou ainda, um contra-ataque àquilo que pode te ferir.
O meu exercício já foi o de me controlar, no entanto, percebi que isso é repressão e não me fazia bem. Hoje o meu exercício é o de perceber o que me emociona negativamente e trabalhar esta sensação antes que ela chegue.
Se isso pode me deixar irritada, qual a razão real desta irritação?
Buscar os meus nós, este é meu exercício.
Eu não tenho a menor pretenção de saber tudo, nem de conseguir discípulos. A minha responsabilidade é comigo mesma, a minha busca é por me conhecer, é o meu aprendizado.
A grande sabedoria é saber de si mesmo.
Comer Rezar e Amar - Eu amo tudo isso!
"Estava lendo um texto antigo sobre yoga quando encontrei uma descrição de antigos discípulos espirituais. Uma palavra em sânscrito aparecia no parágrafo: ANTEVASIN.
Significa "aquele que mora na fronteira". Antigamente, essa era uma descrição literal. Significava alguém que havia abandonado o centro agitado da vida mundana para ir morar no limite da floresta, onde viviam os mestres espirituais. O antevasin deixava de ser um aldeão - não era uma pessoa com uma vida convencional. Mas ele também não era um transcendente - não era um daqueles sábios que vivem bem lá no fundo das matas intocadas, plenamente realizados. O antevasin era alguém que vivia no meio. Era um habitante da fronteira. Vivia em um lugar onde podia ver os dois mundos, mas olhava rumo ao desconhecido. E era um estudioso.
Quando li essa descrição do antevasin, fiquei tão entusiasmada que soltei um pequeno grunhido de reconhecimento. Essa é a minha palavra, cara! Na época moderna, é claro, essa floresta virgem teria de ser em sentido figurado, e a fronteira também. Mas ainda é possível viver aí. Ainda é possível viver nessa linha tremeluzente entre seus velhos pensamentos e sua nova compreensão, em um eterno estado de aprendizagem. No sentido figurado, trata-se de uma fronteira que está sempre em movimento - conforme você avança em seus estudos e em suas realizações, essa floresta misteriosa do desconhecido está sempre alguns metros à sua frente, de modo que você precisa viajar com pouca bagagem para conseguir acompanhá-la. Precisa manter-se móvel, maleável, flexível. Escorregadio, até."
Trecho do livro Comer Rezar e Amar de Elizabeth Gilbert.
Quando eu li este trecho também encontrei a minha palavra.
A minha fronteira é ali entre o mundano e os ensinamentos rumo à felicidade mais plena, profunda e resistente.
Tenho ouvido algumas coisas sobre isso. Mas, apesar de respeitar a opinião de quem está nesta busca a mais tempo do que eu, ainda prefiro encontrar minhas próprias verdades. Não por falta de humildade, como ouvi a dias atrás, é por falta de experiência. Eu só acredito naquilo que eu mesma experimento, naquilo eu vivo, que eu sinto. Com todo respeito aos livros sagrados e as pessoas mais vividas, eu quero ter as minhas próprias vivências.
Uma amiga muito querida me disse uma coisa que fez muito sentido pra mim: "O problema não é ter e gostar dos prazeres mundanos, o problema é ter apego por eles e acabar sentindo que sem eles não seria feliz."
Isso tem mais a ver com o que penso. Eu acredito que esteja na fronteira entre o mundano e o sagrado, podendo olhar para ambos como uma busca por auto conhecimento. Eu quero aprender sobre mim, quero me conhecer profundamente, e, se com isso eu também aprender sobre o sentido da vida, sobre a natureza do universo e sobre esta felicidade plena, será maravilhoso.
Não pretendo ser monja, nem guru, nem ter uma vida restritiva, para isso eu iria para a Índia de uma vez. Eu quero conhecer, eu tenho sede de saber!
E a felicidade que se enraíza no mais profundo de mim mesma está cada dia mais sorridente. Não que eu não passe por problemas, eu passo sim, como qualquer pessoa, mas a sensação de que algo mais forte está crescendo e me fortalecendo, fica mais evidente.
Então, a minha palavra é ANTEVASIN. Eu estou muito feliz com ela. Aquela que vive na fronteira!
Significa "aquele que mora na fronteira". Antigamente, essa era uma descrição literal. Significava alguém que havia abandonado o centro agitado da vida mundana para ir morar no limite da floresta, onde viviam os mestres espirituais. O antevasin deixava de ser um aldeão - não era uma pessoa com uma vida convencional. Mas ele também não era um transcendente - não era um daqueles sábios que vivem bem lá no fundo das matas intocadas, plenamente realizados. O antevasin era alguém que vivia no meio. Era um habitante da fronteira. Vivia em um lugar onde podia ver os dois mundos, mas olhava rumo ao desconhecido. E era um estudioso.
Quando li essa descrição do antevasin, fiquei tão entusiasmada que soltei um pequeno grunhido de reconhecimento. Essa é a minha palavra, cara! Na época moderna, é claro, essa floresta virgem teria de ser em sentido figurado, e a fronteira também. Mas ainda é possível viver aí. Ainda é possível viver nessa linha tremeluzente entre seus velhos pensamentos e sua nova compreensão, em um eterno estado de aprendizagem. No sentido figurado, trata-se de uma fronteira que está sempre em movimento - conforme você avança em seus estudos e em suas realizações, essa floresta misteriosa do desconhecido está sempre alguns metros à sua frente, de modo que você precisa viajar com pouca bagagem para conseguir acompanhá-la. Precisa manter-se móvel, maleável, flexível. Escorregadio, até."
Trecho do livro Comer Rezar e Amar de Elizabeth Gilbert.
Quando eu li este trecho também encontrei a minha palavra.
A minha fronteira é ali entre o mundano e os ensinamentos rumo à felicidade mais plena, profunda e resistente.
Tenho ouvido algumas coisas sobre isso. Mas, apesar de respeitar a opinião de quem está nesta busca a mais tempo do que eu, ainda prefiro encontrar minhas próprias verdades. Não por falta de humildade, como ouvi a dias atrás, é por falta de experiência. Eu só acredito naquilo que eu mesma experimento, naquilo eu vivo, que eu sinto. Com todo respeito aos livros sagrados e as pessoas mais vividas, eu quero ter as minhas próprias vivências.
Uma amiga muito querida me disse uma coisa que fez muito sentido pra mim: "O problema não é ter e gostar dos prazeres mundanos, o problema é ter apego por eles e acabar sentindo que sem eles não seria feliz."
Isso tem mais a ver com o que penso. Eu acredito que esteja na fronteira entre o mundano e o sagrado, podendo olhar para ambos como uma busca por auto conhecimento. Eu quero aprender sobre mim, quero me conhecer profundamente, e, se com isso eu também aprender sobre o sentido da vida, sobre a natureza do universo e sobre esta felicidade plena, será maravilhoso.
Não pretendo ser monja, nem guru, nem ter uma vida restritiva, para isso eu iria para a Índia de uma vez. Eu quero conhecer, eu tenho sede de saber!
E a felicidade que se enraíza no mais profundo de mim mesma está cada dia mais sorridente. Não que eu não passe por problemas, eu passo sim, como qualquer pessoa, mas a sensação de que algo mais forte está crescendo e me fortalecendo, fica mais evidente.
Então, a minha palavra é ANTEVASIN. Eu estou muito feliz com ela. Aquela que vive na fronteira!
A viagem
Imagine conhecer uma cidade por dia, um país, uma nova cultura, novas formas de se relacionar com o outro, referências que você nunca poderia imaginar, por serem tão diferentes das suas.
Paisagens que você nunca viu, arquitetura que você poderia imaginar, mas não conceber...
Assim é conhecer o outro. Pessoas que possuem universos diferentes do seu, que, propiciados pelas história de suas vidas, produzem atitudes e reações completamente fora do seu normal.
Conhecer o outro é se abrir a esta viagem.
Eu adoro pessoas.
Adoro ouvi-las em seus universos seguros e confortáveis. Adoro saber o que as toca. Adoro sentir seu pulsar tão diferente do meu. É como uma cidade nova, sua arquitetura, sua história, suas ruas e becos sem saídas, sua comida e seus habitantes... Cada pessoa é um universo infinito de novas possibilidades.
Cada um absorve e deixa passar de acordo com suas experiências.
Aquilo que é bom para você é totalmente dispensável para o outro, aquilo que é fútil para você pode ser imprescendível para ele. Isso é que é a grande viagem!
Interessante como as pessoas podem gastar tempo e dinheiro buscando uma nova viagem terrestre, ou se frustrando por não ter recursos para fazê-las, sem perceber que muitas viagens estão ali bem embaixo do seu nariz.
O óbvio parece inimaginável e o impossível, a coisa mais simples do mundo.
Pessoas são reflexo de sua história, experiências, tropeços e vitórias, conhecer suas referências e saborear seu viver pode ser uma viagem das mais interessantes!
Viver ainda é a melhor viagem de todas!
Paisagens que você nunca viu, arquitetura que você poderia imaginar, mas não conceber...
Assim é conhecer o outro. Pessoas que possuem universos diferentes do seu, que, propiciados pelas história de suas vidas, produzem atitudes e reações completamente fora do seu normal.
Conhecer o outro é se abrir a esta viagem.
Eu adoro pessoas.
Adoro ouvi-las em seus universos seguros e confortáveis. Adoro saber o que as toca. Adoro sentir seu pulsar tão diferente do meu. É como uma cidade nova, sua arquitetura, sua história, suas ruas e becos sem saídas, sua comida e seus habitantes... Cada pessoa é um universo infinito de novas possibilidades.
Cada um absorve e deixa passar de acordo com suas experiências.
Aquilo que é bom para você é totalmente dispensável para o outro, aquilo que é fútil para você pode ser imprescendível para ele. Isso é que é a grande viagem!
Interessante como as pessoas podem gastar tempo e dinheiro buscando uma nova viagem terrestre, ou se frustrando por não ter recursos para fazê-las, sem perceber que muitas viagens estão ali bem embaixo do seu nariz.
O óbvio parece inimaginável e o impossível, a coisa mais simples do mundo.
Pessoas são reflexo de sua história, experiências, tropeços e vitórias, conhecer suas referências e saborear seu viver pode ser uma viagem das mais interessantes!
Viver ainda é a melhor viagem de todas!
Eu e o Taoismo - idéias que eu gosto
Uma estrutura similar à da “árvore” formada pelas Três Obras do Mistério da Tradição Taoísta: Yi Jing (I Ching) (raízes), Tao Te Ching (tronco) e Nan Hua Ching (copa).
A manifestação do homem no mundo, vivendo e percorrendo o espaço que lhe cabe “Entre o Céu e a Terra”. Nem tanto ao céu, nem tanto à terra, nosso caminho é limitado por estes dois grandes da natureza. Assim, quanto mais nossa conduta se aproxima dos extremos, mais restrita fica a nossa margem de atuação. E quanto mais próximos do centro nos colocamos, mais fluido e desimpedido torna-se o nosso caminho no mundo. Assim, o equilíbrio torna-se o eixo principal para uma vida plena e íntegra.
A manifestação do homem no mundo, vivendo e percorrendo o espaço que lhe cabe “Entre o Céu e a Terra”. Nem tanto ao céu, nem tanto à terra, nosso caminho é limitado por estes dois grandes da natureza. Assim, quanto mais nossa conduta se aproxima dos extremos, mais restrita fica a nossa margem de atuação. E quanto mais próximos do centro nos colocamos, mais fluido e desimpedido torna-se o nosso caminho no mundo. Assim, o equilíbrio torna-se o eixo principal para uma vida plena e íntegra.
Significado do nome Paula
Este foi um amigo que me enviou, bateu direitinho...
Significado: Você busca a paz a qualquer preço, nem que seja... brigando!
E nem de longe imagina viver ao lado de pessoas que se relacionam à base de tapas e berros, sejam elas sua mãe, seu pai ou o grande amor da sua vida.
Além de paz, seu coração precisa muito de amor. E você está sempre namorando.
Mas que ninguém tente prendê-la ou proibi-la disso ou daquilo, porque, aí, é adeus na certa
Significado: Você busca a paz a qualquer preço, nem que seja... brigando!
E nem de longe imagina viver ao lado de pessoas que se relacionam à base de tapas e berros, sejam elas sua mãe, seu pai ou o grande amor da sua vida.
Além de paz, seu coração precisa muito de amor. E você está sempre namorando.
Mas que ninguém tente prendê-la ou proibi-la disso ou daquilo, porque, aí, é adeus na certa
Eu estou aberta a todas as coisas, não me fecho, embora escolha com critério o que deixo entrar.
É preciso estar aberto para enxergar o que se apresenta e escolher com consciência.
Consciência de todas as coisas que me compõem: meu coração, minha razão, intuição, percepção, sensação e alma. Há que se ter alguma conexão, senão, não faz sentido.
É preciso estar aberto para enxergar o que se apresenta e escolher com consciência.
Consciência de todas as coisas que me compõem: meu coração, minha razão, intuição, percepção, sensação e alma. Há que se ter alguma conexão, senão, não faz sentido.
Jacques Brel - Ne Me Quitte Pas
Ne me quitte pas
Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
À savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
À coups de pourquoi
Le coeur du bonheure
Ne me quitte pas
Moi je t'offrirai
Des perles de pluie
Venues de pays
Où il ne pleut pas
Je creuserai la terre
Jusqu'après ma mort
Pour couvrir ton corps
D'or et de lumière
Je ferai un domaine
Où l'amour sera roi
Où l'amour sera loi
Où tu seras reine
Ne me quitte pas
Ne me quitte pas
Je t'inventerai
Des mots insensés
Que tu comprendras
Je te parlerai
De ces amants là
Qui ont vu deux fois
Leurs coeurs s'embrasser
Je te raconterai
L'histoire de ce roi
Mort de n'avoir pas
Pu te rencontrer
Ne me quitte pas (x4)
On a vu souvent
Rejaillir le feu
De l'ancien volcan
Qu'on croyait trop vieux
Il est paraît-il
Des terres brûlées
Donnant plus de blé
Qu'un meilleur avril
Et quand vient le soir
Pour qu'un ciel flamboie
Le rouge et le noir
Ne s'épousent-ils pas
Ne me quite pas
Ne me quite pas
Je ne veux plus pleurer
Je ne veux plus parler
Je me cacherai là
À te regarder
Danser et sourire
Et à t'écouter
Chanter et puis rire
Laisse-moi devenir
L'ombre de ton ombre
L'ombre de ta main
L'ombre de ton chien
Ne me quitte pas
Não me deixes,
Não me deixes,
É preciso esquecer,
Tudo se pode esquecer
Que já para trás ficou.
Esquecer o tempo dos mal-entendidos
E o tempo perdido a querer saber como
Esquecer essas horas,
Que de tantos porquês,
Por vezes matavam a última felicidade.
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes.
Te oferecerei
Pérolas de chuva
Vindas de países
Onde nunca chove;
Escavarei a terra
Até depois da morte,
Para cobrir teu corpo
Com ouro, com luzes.
Criarei um país
Onde o amor será rei,
Onde o amor será lei
E você a rainha.
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes.
Te Inventarei
Palavras absurdas
Que você compreenderá;
Te falarei
Daqueles amantes
Que viram de novo
Seus corações ateados;
Te contarei
A história daquele rei,
Que morreu por não ter
Podido te conhecer.
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes.
Quantas vezes não se reacendeu o fogo
Do antigo vulcão
Que julgávamos velho?
Até há quem fale
De terras queimadas
A produzir mais trigo;
Que a melhor primavera
É quando a tarde cai,
Vê como o vermelho e o negro
Se casam
Para que o céu se inflame.
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes.
Não vou chorar mais,
Não vou falar mais,
Escondo-me aqui
Para te ver
Dançar e sorrir,
Para te ouvir
Cantar e rir.
Deixa-me ser a sombra da tua sombra,
A sombra da tua mão,
A sombra do teu cão.
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes,
Não me deixes.
E fui surpreendida novamente
O que importa não é o que se faz, mas sim, como se faz.
A nobreza de caráter me toca mais do que a mais perfeita cantada, assim acontece com a gentileza, a delicadeza, o cuidado. E o mais interessante ainda pode ocorrer quando o agente nem está preocupado em acariciar seu ego, ou ainda, seu corpo.
Há pessoas que entram em sua vida sem muita pretensão e euforia, mas a sua presença refresca a alma, e só neste passar de brisa é que você consegue entender qual a verdadeira razão daquela chegada. A sensação de brisa fresca é encantadora!
É, parece que a vida resolveu me presentear com mais uma jóia rara.
O que eu posso fazer diante de tanta confiança? Colocar esta jóia muito bem guardada e protegida, assim como a vida confiou que seria...
Vida, vida, que danada de confiança é esta? Quando eu acho que é uma coisa e é outra ainda melhor?
Vida, vida, que faceira é você!
Eu aceito e me lisonjeio com tanta confiança!
Na história de todas as coisas, a vida sempre sabe o que faz, e, como faz.
A nobreza de caráter me toca mais do que a mais perfeita cantada, assim acontece com a gentileza, a delicadeza, o cuidado. E o mais interessante ainda pode ocorrer quando o agente nem está preocupado em acariciar seu ego, ou ainda, seu corpo.
Há pessoas que entram em sua vida sem muita pretensão e euforia, mas a sua presença refresca a alma, e só neste passar de brisa é que você consegue entender qual a verdadeira razão daquela chegada. A sensação de brisa fresca é encantadora!
É, parece que a vida resolveu me presentear com mais uma jóia rara.
O que eu posso fazer diante de tanta confiança? Colocar esta jóia muito bem guardada e protegida, assim como a vida confiou que seria...
Vida, vida, que danada de confiança é esta? Quando eu acho que é uma coisa e é outra ainda melhor?
Vida, vida, que faceira é você!
Eu aceito e me lisonjeio com tanta confiança!
Na história de todas as coisas, a vida sempre sabe o que faz, e, como faz.
Pensamentos desconexos de um domingo friorento
Eu estou meio desorganizada ultimamente. (Ultimamente?)
O fato é que muitas coisas fervilham dentro de mim ao mesmo tempo e com tanta intensidade que não tenho tido espaço para organizar palavras e produzir alguma coisa lúcida e compreensível.
Então, me perdoem os seguidores e leitores casuais que passam por aqui. É o momento da colheita desordenada.
Estive lendo hoje sobre Teosofia e fiquei tão extasiada que o ar deixou de circular no meu corpo, eu fiquei em estado de apnéia.
Depois, ouvi Simonal, dancei um pouco pela sala, fumei um cigarro e pensei em beber um vinho, mas desisti porque desejo meditar. Veja a confusão!
Pensamentos revoltos e soltos formam verdadeiro vendável na minha mente. Por isso a meditação é essencial. Preciso organizar e absorver o fluxo e não me deixar tomar por isso.
Acontece que eu sou humana, tão humana e mundana como qualquer ser que transita por este solo.
Quero conhecer os mistérios, desvendar meu interior mais profundo. Quero saber o que transita, o que move, o que me emociona, quero a paixão pelo sagrado, pelo profundo de todas as coisas.
Então, as coisas do homem também me encantam e descobri uma palestra fantástica do Marco Aurélio Bilibio que me apaixonou por dias, me tocou, conversou comigo, me fez flutuar em estado de graça. Tudo bem, você pode pensar que eu me apaixono assim, tão fácil, e você tem razão. Eu não ligo, contanto que o objeto dessa paixão flutuante e fugaz, seja ao mesmo tempo repleta de informação nova, de renovação, de apnéias. Eu aceito, satisfeita, a intervenção que me leve às estrelas, mesmo que seja por algum momento!
E as nossas relações mundanas e ordinárias, aquelas que servem apenas para a descarga de dopamina e serotonina, além de hormonios provocativos da libido? Ahhh, estas eu também aceito, porém com mais critério seletivo. Há que se ter alguma coisa que me intrigue, me instigue e que me provoque. É só um homem, querendo um pouco de atenção e sexo prazeroso... Ok, mas eu quero a minha parte!
E hoje é domingo, está um friozinho daqueles bem gostosos de se fazer vadiagem até o fim do dia, da noite, do gáz...
Um pouco de música, luz de velas para deixar o ambiente propício, não tem nada a ver com romance, tem a ver com um pouco de cuidado e pertinência para não deixar um domingo de vadiagem cair na oportunidade perdida.
Veja até onde vai a minha mente sã e lúcida, hahahahahaha.
De Helena de Blavatsky e os mistérios do oculto até meus desejos carnais e emocionais mais mundanos!
Eu sou humana, por que não? E é uma delícia!
O fato é que muitas coisas fervilham dentro de mim ao mesmo tempo e com tanta intensidade que não tenho tido espaço para organizar palavras e produzir alguma coisa lúcida e compreensível.
Então, me perdoem os seguidores e leitores casuais que passam por aqui. É o momento da colheita desordenada.
Estive lendo hoje sobre Teosofia e fiquei tão extasiada que o ar deixou de circular no meu corpo, eu fiquei em estado de apnéia.
Depois, ouvi Simonal, dancei um pouco pela sala, fumei um cigarro e pensei em beber um vinho, mas desisti porque desejo meditar. Veja a confusão!
Pensamentos revoltos e soltos formam verdadeiro vendável na minha mente. Por isso a meditação é essencial. Preciso organizar e absorver o fluxo e não me deixar tomar por isso.
Acontece que eu sou humana, tão humana e mundana como qualquer ser que transita por este solo.
Quero conhecer os mistérios, desvendar meu interior mais profundo. Quero saber o que transita, o que move, o que me emociona, quero a paixão pelo sagrado, pelo profundo de todas as coisas.
Então, as coisas do homem também me encantam e descobri uma palestra fantástica do Marco Aurélio Bilibio que me apaixonou por dias, me tocou, conversou comigo, me fez flutuar em estado de graça. Tudo bem, você pode pensar que eu me apaixono assim, tão fácil, e você tem razão. Eu não ligo, contanto que o objeto dessa paixão flutuante e fugaz, seja ao mesmo tempo repleta de informação nova, de renovação, de apnéias. Eu aceito, satisfeita, a intervenção que me leve às estrelas, mesmo que seja por algum momento!
E as nossas relações mundanas e ordinárias, aquelas que servem apenas para a descarga de dopamina e serotonina, além de hormonios provocativos da libido? Ahhh, estas eu também aceito, porém com mais critério seletivo. Há que se ter alguma coisa que me intrigue, me instigue e que me provoque. É só um homem, querendo um pouco de atenção e sexo prazeroso... Ok, mas eu quero a minha parte!
E hoje é domingo, está um friozinho daqueles bem gostosos de se fazer vadiagem até o fim do dia, da noite, do gáz...
Um pouco de música, luz de velas para deixar o ambiente propício, não tem nada a ver com romance, tem a ver com um pouco de cuidado e pertinência para não deixar um domingo de vadiagem cair na oportunidade perdida.
Veja até onde vai a minha mente sã e lúcida, hahahahahaha.
De Helena de Blavatsky e os mistérios do oculto até meus desejos carnais e emocionais mais mundanos!
Eu sou humana, por que não? E é uma delícia!
Quando a comunicação de um, não conversa com o outro
A dificuldade de se comunicar com o outro tem o tamanho da distância que você criou para não ser tocado por ele, pode ser um passo ou um abismo, no fundo, é a sua escolha.
Essas coisas de homem e mulher
Algumas coisas que ouvi:
Take one
Eles se conheceram e o interesse foi mútuo, trocaram telefones, se viram várias vezes durante dois meses. Cinema, jantares, passeios diversos, sorrisos, charme e chamego.
Uma noite, algumas taças de vinho e foram para a cama.
Alguns dias depois ele disse a ela que não queria se envolver, que namorar não fazia parte de seus planos.
A versão dela: Ele poderia ter me dito isso antes, me fez perder meu tempo, me conquistou para somente me seduzir e me levar para a cama.
A versão dele: Eu queria leva-la para a cama e percebi que ela não era o tipo que vai para cama com um desconhecido na primeira noite, então, eu me fiz conhecido para poder chegar até a cama dela. Foi uma delícia, ela é muito legal, gostosa. Ela é muito gente boa, eu vou logo avisar que eu não quero nada sério para não ser sacana.
Take Two
Ele se encantou por ela assim que se conheceram. Convidou-a para almoçar e a conversa se desenvolveu como se conhecessem a muito tempo. Ele ficou mais encantado ainda e percebia que ela correspondia. Logo mais já estavam num motel, se amaram loucamente por três horas interruptas. No descanso do êxtase, ela disse que precisava lhe contar algo e disse que era casada.
O que ele pensou: Vou curtir com ela até onde der sem me envolver.
O que ela pensou: O mesmo.
Take three
A mesma história acima, mas o homem é que é casado.
O que ela pensa: Se ele está comigo é porque o casamento dele não é bom, eu posso tira-lo desta mulher facilmente.
Ou ainda: Que canalha! Ele me enganou só para me levar a cama!
O que ele pensa: Ela é uma gostosa, divertida, inteligente, ótima companhia, vou curtir com ela.
O que eu percebo com grande frequencia é que há um desencontro de desejos.
As mulheres, pelo menos a maioria delas, quer um homem para chamar de seu. Os homens não querem, a princípio, alguém que o chame de meu.
Não há quem esteja errado no seu desejo, há um erro na forma como as coisas se apresentam.
Eles, ( a maioria) para conseguirem levar uma mulher para a cama fazem a novelinha padrão de pretendente a namorado, quando na verdade, querem uma curtição sem compromisso, muitas vezes numa unica noite.
O grande problema é que existe falta de franqueza e pouca tolerância para ouvir a verdade quando o outro se utiliza de franqueza.
A mulher quer ser conquistada, seduzida e cortejada, isso a deixa excitada e o homem para chegar ao seu objetivo, faz o que manda o script. Elas se iludem e se decepcionam depois.
Eu queria entender porque complicam tanto uma coisa tão simples?
Qual o problema de se divertirem juntos sem uma promessa velada de que amanhã ele será seu príncipe encantado?
Sinceramente não sei.
Eu admiro a franqueza. Admiro a coragem de ser franco e admiro ainda mais uma mulher que seja bem resolvida o suficiente para aceitar essa franqueza. Coisa que não vejo com frequência.
Franqueza para ambos os lados, parece coisa rara de se encontrar. Quanto medo!
Uma mulher que sabe o que quer, e deixa isso bem claro, sem se sentir mal em ser o que é.
Um homem que esteja pronto para ouvir, um não, obrigada, hoje eu não quero sexo casual.
Eu já escrevi muito por aqui o que eu acho sobre sexo, sexo casual, sexo bom, relacionamento e afins.
Sexo bom, fica excepcional com intimidade. E intimidade precisa de alguns encontros para fluir. Isso não quer dizer que não possa ser bom se não ocorrer.
E também não quer dizer que seja o fim do mundo se você não quiser.
O que eu pretendo com este post é dizer:
Seja feliz! Se conheça, saiba seu limites, o que você gosta e o quais são seus desejos.
Saiba quem é de verdade, é o unico jeito de ser feliz.
Se liberte de tantas amarras impostas pelo mundo exterior. Se liberte do que você ouviu de sua mãe, de suas amigas, das revistas, das novelas, enfim, ouça o que está no seu mundo interior.
Os homens somente dançam conforme a música que as mulheres tocam. E se o mundo hoje está meio maluco é porque elas também estão um tanto perdidas com tanta liberdade, igualdade e direitos.
O post ficou grande e poderia ficar ainda mais porque é um tema que fervilha em mim.Eu não entendo porque as pessoas sofrem tanto, juro, não entendo!
Eu tenho certeza que pouquissimas pessoas lerão até o final, mas se chegarem até aqui, eu gostaria muito de saber o que pensam.
Sejamos felizes, sem pesar no outro, sem encanação, sem complicar mais do que já é! Viva fluindo com a vida!
Take one
Eles se conheceram e o interesse foi mútuo, trocaram telefones, se viram várias vezes durante dois meses. Cinema, jantares, passeios diversos, sorrisos, charme e chamego.
Uma noite, algumas taças de vinho e foram para a cama.
Alguns dias depois ele disse a ela que não queria se envolver, que namorar não fazia parte de seus planos.
A versão dela: Ele poderia ter me dito isso antes, me fez perder meu tempo, me conquistou para somente me seduzir e me levar para a cama.
A versão dele: Eu queria leva-la para a cama e percebi que ela não era o tipo que vai para cama com um desconhecido na primeira noite, então, eu me fiz conhecido para poder chegar até a cama dela. Foi uma delícia, ela é muito legal, gostosa. Ela é muito gente boa, eu vou logo avisar que eu não quero nada sério para não ser sacana.
Take Two
Ele se encantou por ela assim que se conheceram. Convidou-a para almoçar e a conversa se desenvolveu como se conhecessem a muito tempo. Ele ficou mais encantado ainda e percebia que ela correspondia. Logo mais já estavam num motel, se amaram loucamente por três horas interruptas. No descanso do êxtase, ela disse que precisava lhe contar algo e disse que era casada.
O que ele pensou: Vou curtir com ela até onde der sem me envolver.
O que ela pensou: O mesmo.
Take three
A mesma história acima, mas o homem é que é casado.
O que ela pensa: Se ele está comigo é porque o casamento dele não é bom, eu posso tira-lo desta mulher facilmente.
Ou ainda: Que canalha! Ele me enganou só para me levar a cama!
O que ele pensa: Ela é uma gostosa, divertida, inteligente, ótima companhia, vou curtir com ela.
O que eu percebo com grande frequencia é que há um desencontro de desejos.
As mulheres, pelo menos a maioria delas, quer um homem para chamar de seu. Os homens não querem, a princípio, alguém que o chame de meu.
Não há quem esteja errado no seu desejo, há um erro na forma como as coisas se apresentam.
Eles, ( a maioria) para conseguirem levar uma mulher para a cama fazem a novelinha padrão de pretendente a namorado, quando na verdade, querem uma curtição sem compromisso, muitas vezes numa unica noite.
O grande problema é que existe falta de franqueza e pouca tolerância para ouvir a verdade quando o outro se utiliza de franqueza.
A mulher quer ser conquistada, seduzida e cortejada, isso a deixa excitada e o homem para chegar ao seu objetivo, faz o que manda o script. Elas se iludem e se decepcionam depois.
Eu queria entender porque complicam tanto uma coisa tão simples?
Qual o problema de se divertirem juntos sem uma promessa velada de que amanhã ele será seu príncipe encantado?
Sinceramente não sei.
Eu admiro a franqueza. Admiro a coragem de ser franco e admiro ainda mais uma mulher que seja bem resolvida o suficiente para aceitar essa franqueza. Coisa que não vejo com frequência.
Franqueza para ambos os lados, parece coisa rara de se encontrar. Quanto medo!
Uma mulher que sabe o que quer, e deixa isso bem claro, sem se sentir mal em ser o que é.
Um homem que esteja pronto para ouvir, um não, obrigada, hoje eu não quero sexo casual.
Eu já escrevi muito por aqui o que eu acho sobre sexo, sexo casual, sexo bom, relacionamento e afins.
Sexo bom, fica excepcional com intimidade. E intimidade precisa de alguns encontros para fluir. Isso não quer dizer que não possa ser bom se não ocorrer.
E também não quer dizer que seja o fim do mundo se você não quiser.
O que eu pretendo com este post é dizer:
Seja feliz! Se conheça, saiba seu limites, o que você gosta e o quais são seus desejos.
Saiba quem é de verdade, é o unico jeito de ser feliz.
Se liberte de tantas amarras impostas pelo mundo exterior. Se liberte do que você ouviu de sua mãe, de suas amigas, das revistas, das novelas, enfim, ouça o que está no seu mundo interior.
Os homens somente dançam conforme a música que as mulheres tocam. E se o mundo hoje está meio maluco é porque elas também estão um tanto perdidas com tanta liberdade, igualdade e direitos.
O post ficou grande e poderia ficar ainda mais porque é um tema que fervilha em mim.Eu não entendo porque as pessoas sofrem tanto, juro, não entendo!
Eu tenho certeza que pouquissimas pessoas lerão até o final, mas se chegarem até aqui, eu gostaria muito de saber o que pensam.
Sejamos felizes, sem pesar no outro, sem encanação, sem complicar mais do que já é! Viva fluindo com a vida!
Uma rapidinha
"As vezes eu só queria não ser tão espertinha...
Fica quase impossível depois de viver um pouco mais e ser observadora compulsiva do ser humano.
Por favor, alguém me surpreenda!"
Achei isso escrito no meu caderninho de bolsa, já escrito a algum tempinho atrás.
A gente deve tomar cuidado com aquilo que pede aos quatro ventos...
Um olhar de leitura fácil, um suspiro, um gesto de corpo, quantas coisas falam comigo sem palavras, realmente muitas.
No final das contas, está tudo certo, tuuudo certo.
Não há nada que se possa fazer para mudar o encontro ou desencontro, eles se armam e se desarmam o tempo todo, independente de nossa vontade.
Uma coisa é certa: Ninguém surge sem precisar, ninguém que vai, deveria ter permanecido. É o movimento da vida!
É a vida, eu fluo com ela.
Mas as coisas, eu sinto, eu sei. Elas acontecem e eu estou acontecendo com elas, observando, deixando chegar. Vendo o que chega e o que está indo. Eu simplesmente sei.
Fica quase impossível depois de viver um pouco mais e ser observadora compulsiva do ser humano.
Por favor, alguém me surpreenda!"
Achei isso escrito no meu caderninho de bolsa, já escrito a algum tempinho atrás.
A gente deve tomar cuidado com aquilo que pede aos quatro ventos...
Um olhar de leitura fácil, um suspiro, um gesto de corpo, quantas coisas falam comigo sem palavras, realmente muitas.
No final das contas, está tudo certo, tuuudo certo.
Não há nada que se possa fazer para mudar o encontro ou desencontro, eles se armam e se desarmam o tempo todo, independente de nossa vontade.
Uma coisa é certa: Ninguém surge sem precisar, ninguém que vai, deveria ter permanecido. É o movimento da vida!
É a vida, eu fluo com ela.
Mas as coisas, eu sinto, eu sei. Elas acontecem e eu estou acontecendo com elas, observando, deixando chegar. Vendo o que chega e o que está indo. Eu simplesmente sei.
Dormindo com Nietzche
Assim como às vezes nos relacionamos de maneira neurótica com parceiros que nada nos acrescentam, nossa relação com nós mesmos também pode ser completamente falsa. Talvez até sejamos capazes de vislumbrar esse, mas não conseguimos sair do lugar.
"É preciso aprender a amar", nos aconselha Nietzche. Aprender a amar a si mesmo. E também aprender a amar o outro, o estranho em nós. Da mesma forma que gradualmente nos familiarizamos com um novo tipo de música, ainda desconhecido.
Eis que sucede conosco quando escutamos música: primeiro temos que aprender a ouvir uma melodia, a detectá-la, distinguila, isolando-a e demarcando-a como uma vida em si; então é necessário empenho e boa vontade para suportá-la, apesar de sua estranheza. Enfim chega o momento em que nos habituamos a ela, em que a esperamos; e ela continua a exercer sua coação e sua magia, incessantemente, até que nos tornamos seus humildes e extasiados amantes e nada mais queremos no mundo a não ser ouvi-la novamente. Mas isso não acontece apenas na música: foi exatamente assim que aprendemos a amar todas as coisas que agora amamos. Afinal sempre somos recompensados pela nossa boa vontade, nossa paciência, equidade, ternura para com o que é estranho, na medida em que a estranheza tira lentamente o véu e se apresenta como uma nova e indizível beleza: é a sua gratidão por nossa hospitalidade. Também quem ama a si mesmo aprendeu-o por esse caminho: não há outro.
Também o amor há que ser aprendido.
Nós não admitimos com facilidade o fato de que cada um de nós "é único no mundo, que nenhum raro acaso misturará pela segunda vez uma diversidade tão estranhamente eclética num ser singular".
Nós temos medo de ser essa coisa única. Por que? Por medo do nosso vizinho, que exige que sigamos as regras e se encobre com elas. O que nos obriga a pensar em bando? "Os homens ainda são preguiçosos e medrozos e temem principalmente as exigências que lhes possam ser impostas pela sinceridade e clareza incondicionais."
O medo e a preguiça, para Nietzche, escondem a arte de amar. O receio de se expor faz com que as pessoas usem dissimulação para esconder sua própria singularidade. Esse medo de nós mesmos é um obstáculo. O homem deve ser sempre único e original.
Hoje eu estou indo dormir com Nietzche para respirar nesta brecha que se abriu de realidade.
Um pouco de filosofia numa segunda-feira ressaquenta, que demorou a passar.
Esse tema, o medo, bateu duas vezes na minha porta hoje, e, se bateu a segunda vez era porque precisava entrar.
Estamos agora a tomar um chá e encontramos Nietzche, ninguém poderia ter sido melhor que ele, para nos encantar com sua sabedoria singular.
Nietzche queria aprender a amar, e quem não quer? Ele sabia que o homem precisava aprender a amar para ser feliz.
Eis que eu me pego em devaneios... Eu gosto da palavra amante e penso que amante é aquele que ama e é amado, amante já é a solução.
E ainda divagando sem rumo me veio algo mais devaneio ainda. Um certo amigo me diria, pensamentos desconexos com nexos.
Um casal conversava sobre ir ao não para cama juntos naquela primeira noite.
Ele insiste, ela resiste.
Por fim:
Ela: Você daria a chave do seu carro para um estranho dar uma voltinha no quarteirão?
Ele: Lógico que não.
Ela: Eu também não.
Boa noite! Nietzche me espera.
**Trecho de Vitaminas filosóficas ( a arte de bem viver de Theo Roos)
"É preciso aprender a amar", nos aconselha Nietzche. Aprender a amar a si mesmo. E também aprender a amar o outro, o estranho em nós. Da mesma forma que gradualmente nos familiarizamos com um novo tipo de música, ainda desconhecido.
Eis que sucede conosco quando escutamos música: primeiro temos que aprender a ouvir uma melodia, a detectá-la, distinguila, isolando-a e demarcando-a como uma vida em si; então é necessário empenho e boa vontade para suportá-la, apesar de sua estranheza. Enfim chega o momento em que nos habituamos a ela, em que a esperamos; e ela continua a exercer sua coação e sua magia, incessantemente, até que nos tornamos seus humildes e extasiados amantes e nada mais queremos no mundo a não ser ouvi-la novamente. Mas isso não acontece apenas na música: foi exatamente assim que aprendemos a amar todas as coisas que agora amamos. Afinal sempre somos recompensados pela nossa boa vontade, nossa paciência, equidade, ternura para com o que é estranho, na medida em que a estranheza tira lentamente o véu e se apresenta como uma nova e indizível beleza: é a sua gratidão por nossa hospitalidade. Também quem ama a si mesmo aprendeu-o por esse caminho: não há outro.
Também o amor há que ser aprendido.
Nós não admitimos com facilidade o fato de que cada um de nós "é único no mundo, que nenhum raro acaso misturará pela segunda vez uma diversidade tão estranhamente eclética num ser singular".
Nós temos medo de ser essa coisa única. Por que? Por medo do nosso vizinho, que exige que sigamos as regras e se encobre com elas. O que nos obriga a pensar em bando? "Os homens ainda são preguiçosos e medrozos e temem principalmente as exigências que lhes possam ser impostas pela sinceridade e clareza incondicionais."
O medo e a preguiça, para Nietzche, escondem a arte de amar. O receio de se expor faz com que as pessoas usem dissimulação para esconder sua própria singularidade. Esse medo de nós mesmos é um obstáculo. O homem deve ser sempre único e original.
Hoje eu estou indo dormir com Nietzche para respirar nesta brecha que se abriu de realidade.
Um pouco de filosofia numa segunda-feira ressaquenta, que demorou a passar.
Esse tema, o medo, bateu duas vezes na minha porta hoje, e, se bateu a segunda vez era porque precisava entrar.
Estamos agora a tomar um chá e encontramos Nietzche, ninguém poderia ter sido melhor que ele, para nos encantar com sua sabedoria singular.
Nietzche queria aprender a amar, e quem não quer? Ele sabia que o homem precisava aprender a amar para ser feliz.
Eis que eu me pego em devaneios... Eu gosto da palavra amante e penso que amante é aquele que ama e é amado, amante já é a solução.
E ainda divagando sem rumo me veio algo mais devaneio ainda. Um certo amigo me diria, pensamentos desconexos com nexos.
Um casal conversava sobre ir ao não para cama juntos naquela primeira noite.
Ele insiste, ela resiste.
Por fim:
Ela: Você daria a chave do seu carro para um estranho dar uma voltinha no quarteirão?
Ele: Lógico que não.
Ela: Eu também não.
Boa noite! Nietzche me espera.
**Trecho de Vitaminas filosóficas ( a arte de bem viver de Theo Roos)
Noite fria com lua de sorriso triste
O vento estava cortando seu caminhar lento e bagunçando seus cabelos e pensamentos.
Um ruido rasteiro começou a lhe acompanhar os passos. Não ficou curiosa, nem ansiosa, nem aumentou os passos. Era só um ruido naquela rua vazia e fria.
A noite estava silenciosa e a lua sorria um sorriso triste.
O vento era forte e o ruido aumentava, se aproximava.
De repente, o toque, e tudo se abriu como uma cortina ao começo de um espetáculo.
Era tudo mentira! Tudo uma grande mentira!
A luz se fez no palco e os truques se revelaram tão cabisbaixos quanto um réu confesso.
A verdade é do tamanho do infinito, não é possível abraçá-la de uma só vez, em um único enlace. Mais esperto mesmo, é descobrir as mentiras, aquelas que contamos para nós mesmos. As mentiras pequeninas que se escondem ou se vestem para parecerem gigantes, como um boneco de Olinda. A mentira se esconde embaixo de conforto, distração, diversão e medo.
É mais fácil viver e crer nela do que despí-la.
Ver a mentira é o primeiro passo para encontrar a realidade. É preciso coragem.
Revestimos o feio de beleza para encaixá-lo em nossa projeção ilusionista e nos convencemos que é daquilo exatamente que precisamos para sermos felizes.
Aceitar o conforto é bem mais fácil do que buscar a mentira escondida embaixo de tantas coisas.
A cortina se abriu e não era o começo do espetáculo. O palhaço estava nú.
Era o fim daquele show, neste dia.
A cortina estava aberta, a luz acesa, no palco um palhaço nú, perdido sem sua máscara.
Na platéia, ela sorri, diante da mentira que se dissolve.
Era só uma sacolinha plástica, embalada pelo vento, que a perseguia.
Ela não parou, não olhou para trás, não se arrependeu, não chorou, não culpou.
A noite estava fria e a lua, sorria triste, diante de mais uma ilusão despida.
O palhaço estava nú.
**Nota da autora, eu mesma.
Este post nasceu de parto prematuro. Insight da madrugada, a primeira insone do mês de setembro.
Paulinha Costa
Um ruido rasteiro começou a lhe acompanhar os passos. Não ficou curiosa, nem ansiosa, nem aumentou os passos. Era só um ruido naquela rua vazia e fria.
A noite estava silenciosa e a lua sorria um sorriso triste.
O vento era forte e o ruido aumentava, se aproximava.
De repente, o toque, e tudo se abriu como uma cortina ao começo de um espetáculo.
Era tudo mentira! Tudo uma grande mentira!
A luz se fez no palco e os truques se revelaram tão cabisbaixos quanto um réu confesso.
A verdade é do tamanho do infinito, não é possível abraçá-la de uma só vez, em um único enlace. Mais esperto mesmo, é descobrir as mentiras, aquelas que contamos para nós mesmos. As mentiras pequeninas que se escondem ou se vestem para parecerem gigantes, como um boneco de Olinda. A mentira se esconde embaixo de conforto, distração, diversão e medo.
É mais fácil viver e crer nela do que despí-la.
Ver a mentira é o primeiro passo para encontrar a realidade. É preciso coragem.
Revestimos o feio de beleza para encaixá-lo em nossa projeção ilusionista e nos convencemos que é daquilo exatamente que precisamos para sermos felizes.
Aceitar o conforto é bem mais fácil do que buscar a mentira escondida embaixo de tantas coisas.
A cortina se abriu e não era o começo do espetáculo. O palhaço estava nú.
Era o fim daquele show, neste dia.
A cortina estava aberta, a luz acesa, no palco um palhaço nú, perdido sem sua máscara.
Na platéia, ela sorri, diante da mentira que se dissolve.
Era só uma sacolinha plástica, embalada pelo vento, que a perseguia.
Ela não parou, não olhou para trás, não se arrependeu, não chorou, não culpou.
A noite estava fria e a lua, sorria triste, diante de mais uma ilusão despida.
O palhaço estava nú.
**Nota da autora, eu mesma.
Este post nasceu de parto prematuro. Insight da madrugada, a primeira insone do mês de setembro.
Paulinha Costa
Significados que eu gosto - Ganesh ou Ganesha
Ganesh ou Ganesha é o Deus do sucesso e da superação de obstáculos. É também associado à visão, aprendizado, prudência e força.
Como Deus do sucesso, seu nome está presente no início de um evento importante.
Ganesh traz sorte e prosperidade para a casa e o trabalho.
Como removedor de obstáculos, ele é invocado ao começo de qualquer jornada, casamento, ritos religiosos, construção de casas, a escrita de um livro ou mesmo de uma carta.
Ganesha é o primeiro Deus a ser reverenciado em todos os rituais Hindus. Está nas portas dos templos e casas protegendo as suas entradas. Ganesha é o Deus que remove todos os obstáculos, ele é o protetor de todos os seres. Ele também é o Deus do conhecimento. Ganesha representa o sábio, o homem em plenitude, e os meios de realização. Sua figura revela um significado profundo e necessita ser desdobrada.
Ganesha é filho de Shiva e Parvati. Shiva é o Deus criador do Yoga, vivia nas montanhas dos Himalayas e raramente visitava sua esposa Parvati. Shiva e Parvati abraçados são a representação do Tantra. Os Puranas dizem que a relação sexual durava milênios mas Shiva não ejaculava, tinha completo domínio (Vama Tantra), assim Shiva não tinha filhos. Parvati gostava de se preparar para receber Shiva, mas todos os guardiões falhavam quando se tratava de Shiva, assim Parvati resolveu ter o seu próprio filho e guardião; retirou de si o material e deu vida a criança, Ganesha aprendeu a lutar bravamente e se tornou o guardião de seus aposentos. Um dia Shiva chegou e quis entrar, Ganesha bloqueou sua entrada. Shiva não aceitou de ser impedido de entrar e ordenou que seus guardas lutassem, Ganesha venceu todo o seu exército então Shiva lutou até decaptar Ganesha. Parvati chorou muito e reinvidicou que Shiva devolvesse a vida a seu filho, Shiva disse que ele não podia ser seu filho, realmente ele era somente filho de Parvati - a matéria mortal, assim Shiva ordenou aos homens de seu exército que fossem para o norte e que trouxessem a primeira cabeça de um ser vivo que encontrassem; encontraram um elefante. Shiva colocou a cabeça de elefante sobre o corpo do menino e deu vida a ele. Parvati exigiu que Ganesha fosse o primeiro a ser reverenciado em todos os rituais. Ganesha passou a ser filho também de Shiva e se tornou um Deus.
Como todas as lendas encerram dentro de si um significado maior, vamos desdobrar a simbologia da história de Ganesha. Primeiro conta os Puranas que Ganesha tem um corpo físico “criado” por Parvati, símbolo da matéria perecível, ou seja que é humano. Mostra que ele não conhece o pai - Shiva, a realidade Suprema. Quando Parvati solicita sua proteção ele a obedece incondicionalmente (cuida da matéria, é apegado a ela). Quando seu pai chega, luta com ele (não quer perder a individualidade) não o reconhece, mas luta com bravura, quer cumprir o seu dever. O pai admira sua coragem, mas não podendo deixá-lo vencer, corta a sua cabeça (ego, mente, arrogância) e ele morre. Parvati zangada com a morte do filho mostra a matéria não querendo perder seu “nome e forma”. Shiva coloca uma nova cabeça no filho que renasce pelas mãos de Shiva, nasce do supremo. Parvati ficando contente com as promessas de Shiva de que seu filho será reverenciado no início de todos os rituais e cerimônias e, antes de qualquer empreendimento mostra que a perda da individualidade é o ganho do absoluto, da plenitude. O sábio vence todos os desafios, luta com bravura, remove todos os obstáculos e depois morre, perde a cabeça para ganhar uma nova dada por Shiva, o absoluto.
Ganesha tem uma enorme cabeça de elefante, imensa para um corpo de menino indicando sua capacidade intelectual e a firme dedicação ao estudo das escrituras. Ganesha é o Sábio. Ganesha tem na fronte o Vibhuti e um pequeno tridente indicando que é filho de Shiva - o Senhor da disciplina e da aniquilação da ignorância, indica também, que o sábio tem sempre em mente o Ser Supremo.
As enormes orelhas e a cabeça de elefante representam os dois primeiros passos para a auto realização - “Sravanam”, escutar o ensinamento e “Mananam”, refletir sobre ele. A tromba representa “Viveka”, a capacidade de discriminação entre Nitya, o eterno e ilimitado, e Anitya, o não eterno. O intelecto do homem comum está sempre preso entre os pares de opostos (as presas), o Sábio não é mais afetado por esses pares de opostos (frio-calor, prazer-dor, alegria-tristeza,etc) tendo atingido um estado de equanimidade, representado por uma das presas quebrada. O Sábio nunca esquece sua verdadeira natureza (memória de elefante).
A barriga enorme representa sua capacidade de engolir, digerir e assimilar todos os obstáculos, assim como o ensinamento escutado. O ratinho que fica aos seus pés simboliza o Ego e seus desejos com sua voracidade e cobiça, freqüentemente roubando mais do que pode comer e estocando mais do que pode lembrar. O Sábio tem o desejo sob total controle, por isso o ratinho olha para cima e aguarda sua permissão para comer os objetos dos sentidos. No dia de Ganesha é aconselhavel não olhar para a lua, pois conta os puranas que a lua riu de Ganesha voando pelo céu em seu veículo o ratinho(corpo). A lua representa o ignorante rindo do sábio. Esta imagem representa o Sábio tentando passar sua sabedoria infinita através de seus equipamentos finitos(corpo e mente).
Ganesha possui quatro braços que são utilizados na ação de destruir os obstáculos:
A mão superior direita carrega uma machadinha - Ishvara na forma de Ganesha (senhor dos obstáculos) decepa os apegos aos objetos como fonte de felicidade e a falsa identificação com o corpo, elimina os obstáculos para que possamos ter uma mente tranqüila e possibilitar o conhecimento.
A mão superior esquerda leva um laço e ou um lotus - Com o laço ele prende a atenção na verdade, na realidade suprema, ou seja no Eu absoluto. O Lotus é a natureza pura, absoluta e imaculada.
A mão inferior direita abençoa com Abhãya Mudrã - Estra mudrã abençoa com prosperidade e destemor. Freqüentemente encontramos um Japa-mala, mostrando que esta prosperidade está na forma de Japa (repetição de um mantra) a mais eficaz técnica de preparação da mente.
A mão inferior esquerda oferece Modaka - Modaka é um doce de leite e arroz tostado que representa a satisfação, a plenitude que se alcança com um caminho de disciplina e auto conhecimento.
Como Deus do sucesso, seu nome está presente no início de um evento importante.
Ganesh traz sorte e prosperidade para a casa e o trabalho.
Como removedor de obstáculos, ele é invocado ao começo de qualquer jornada, casamento, ritos religiosos, construção de casas, a escrita de um livro ou mesmo de uma carta.
Ganesha é o primeiro Deus a ser reverenciado em todos os rituais Hindus. Está nas portas dos templos e casas protegendo as suas entradas. Ganesha é o Deus que remove todos os obstáculos, ele é o protetor de todos os seres. Ele também é o Deus do conhecimento. Ganesha representa o sábio, o homem em plenitude, e os meios de realização. Sua figura revela um significado profundo e necessita ser desdobrada.
Ganesha é filho de Shiva e Parvati. Shiva é o Deus criador do Yoga, vivia nas montanhas dos Himalayas e raramente visitava sua esposa Parvati. Shiva e Parvati abraçados são a representação do Tantra. Os Puranas dizem que a relação sexual durava milênios mas Shiva não ejaculava, tinha completo domínio (Vama Tantra), assim Shiva não tinha filhos. Parvati gostava de se preparar para receber Shiva, mas todos os guardiões falhavam quando se tratava de Shiva, assim Parvati resolveu ter o seu próprio filho e guardião; retirou de si o material e deu vida a criança, Ganesha aprendeu a lutar bravamente e se tornou o guardião de seus aposentos. Um dia Shiva chegou e quis entrar, Ganesha bloqueou sua entrada. Shiva não aceitou de ser impedido de entrar e ordenou que seus guardas lutassem, Ganesha venceu todo o seu exército então Shiva lutou até decaptar Ganesha. Parvati chorou muito e reinvidicou que Shiva devolvesse a vida a seu filho, Shiva disse que ele não podia ser seu filho, realmente ele era somente filho de Parvati - a matéria mortal, assim Shiva ordenou aos homens de seu exército que fossem para o norte e que trouxessem a primeira cabeça de um ser vivo que encontrassem; encontraram um elefante. Shiva colocou a cabeça de elefante sobre o corpo do menino e deu vida a ele. Parvati exigiu que Ganesha fosse o primeiro a ser reverenciado em todos os rituais. Ganesha passou a ser filho também de Shiva e se tornou um Deus.
Como todas as lendas encerram dentro de si um significado maior, vamos desdobrar a simbologia da história de Ganesha. Primeiro conta os Puranas que Ganesha tem um corpo físico “criado” por Parvati, símbolo da matéria perecível, ou seja que é humano. Mostra que ele não conhece o pai - Shiva, a realidade Suprema. Quando Parvati solicita sua proteção ele a obedece incondicionalmente (cuida da matéria, é apegado a ela). Quando seu pai chega, luta com ele (não quer perder a individualidade) não o reconhece, mas luta com bravura, quer cumprir o seu dever. O pai admira sua coragem, mas não podendo deixá-lo vencer, corta a sua cabeça (ego, mente, arrogância) e ele morre. Parvati zangada com a morte do filho mostra a matéria não querendo perder seu “nome e forma”. Shiva coloca uma nova cabeça no filho que renasce pelas mãos de Shiva, nasce do supremo. Parvati ficando contente com as promessas de Shiva de que seu filho será reverenciado no início de todos os rituais e cerimônias e, antes de qualquer empreendimento mostra que a perda da individualidade é o ganho do absoluto, da plenitude. O sábio vence todos os desafios, luta com bravura, remove todos os obstáculos e depois morre, perde a cabeça para ganhar uma nova dada por Shiva, o absoluto.
Ganesha tem uma enorme cabeça de elefante, imensa para um corpo de menino indicando sua capacidade intelectual e a firme dedicação ao estudo das escrituras. Ganesha é o Sábio. Ganesha tem na fronte o Vibhuti e um pequeno tridente indicando que é filho de Shiva - o Senhor da disciplina e da aniquilação da ignorância, indica também, que o sábio tem sempre em mente o Ser Supremo.
As enormes orelhas e a cabeça de elefante representam os dois primeiros passos para a auto realização - “Sravanam”, escutar o ensinamento e “Mananam”, refletir sobre ele. A tromba representa “Viveka”, a capacidade de discriminação entre Nitya, o eterno e ilimitado, e Anitya, o não eterno. O intelecto do homem comum está sempre preso entre os pares de opostos (as presas), o Sábio não é mais afetado por esses pares de opostos (frio-calor, prazer-dor, alegria-tristeza,etc) tendo atingido um estado de equanimidade, representado por uma das presas quebrada. O Sábio nunca esquece sua verdadeira natureza (memória de elefante).
A barriga enorme representa sua capacidade de engolir, digerir e assimilar todos os obstáculos, assim como o ensinamento escutado. O ratinho que fica aos seus pés simboliza o Ego e seus desejos com sua voracidade e cobiça, freqüentemente roubando mais do que pode comer e estocando mais do que pode lembrar. O Sábio tem o desejo sob total controle, por isso o ratinho olha para cima e aguarda sua permissão para comer os objetos dos sentidos. No dia de Ganesha é aconselhavel não olhar para a lua, pois conta os puranas que a lua riu de Ganesha voando pelo céu em seu veículo o ratinho(corpo). A lua representa o ignorante rindo do sábio. Esta imagem representa o Sábio tentando passar sua sabedoria infinita através de seus equipamentos finitos(corpo e mente).
Ganesha possui quatro braços que são utilizados na ação de destruir os obstáculos:
A mão superior direita carrega uma machadinha - Ishvara na forma de Ganesha (senhor dos obstáculos) decepa os apegos aos objetos como fonte de felicidade e a falsa identificação com o corpo, elimina os obstáculos para que possamos ter uma mente tranqüila e possibilitar o conhecimento.
A mão superior esquerda leva um laço e ou um lotus - Com o laço ele prende a atenção na verdade, na realidade suprema, ou seja no Eu absoluto. O Lotus é a natureza pura, absoluta e imaculada.
A mão inferior direita abençoa com Abhãya Mudrã - Estra mudrã abençoa com prosperidade e destemor. Freqüentemente encontramos um Japa-mala, mostrando que esta prosperidade está na forma de Japa (repetição de um mantra) a mais eficaz técnica de preparação da mente.
A mão inferior esquerda oferece Modaka - Modaka é um doce de leite e arroz tostado que representa a satisfação, a plenitude que se alcança com um caminho de disciplina e auto conhecimento.
A Ação (Goethe 1749-1832)
Está escrito:
"No começo era o verbo!"
Já começo a hesitar!
Quem me ajudará a prosseguir?
Não posso colocar tão alto o verbo
É preciso traduzir de outra maneira.
Se eu estiver bem iluminado pelo espírito, direi:
"No começo havia o pensamento."
Medita bem sobre esta última afirmação,
para que tua pena não vá depressa demais.
Foi o pensamento que criou e produziu tudo?
Não.
Seria melhor dizer:
"No começo havia a força."
Mas, no momento mesmo em que escrevo isso,
algo me adverte que devo ir além.
O espírito vem em meu auxílio,
vejo, enfim, a solução.
Escreverei com segurança:
"No começo era a ação!"
Pela sua grandeza, pelo seu sentido incrivelmente encaixado em meu contexto atual e pela profundidade que alcança, me tocou, me fez refletir sobre uma serie de coisas.
A autoria é incontestávelmente merecedora de uma homenagem.
Não combinamos a sincronicidade, mas já que ela se apresentou...
Eu só completaria: "Sem ação não há direção."
"No começo era o verbo!"
Já começo a hesitar!
Quem me ajudará a prosseguir?
Não posso colocar tão alto o verbo
É preciso traduzir de outra maneira.
Se eu estiver bem iluminado pelo espírito, direi:
"No começo havia o pensamento."
Medita bem sobre esta última afirmação,
para que tua pena não vá depressa demais.
Foi o pensamento que criou e produziu tudo?
Não.
Seria melhor dizer:
"No começo havia a força."
Mas, no momento mesmo em que escrevo isso,
algo me adverte que devo ir além.
O espírito vem em meu auxílio,
vejo, enfim, a solução.
Escreverei com segurança:
"No começo era a ação!"
Pela sua grandeza, pelo seu sentido incrivelmente encaixado em meu contexto atual e pela profundidade que alcança, me tocou, me fez refletir sobre uma serie de coisas.
A autoria é incontestávelmente merecedora de uma homenagem.
Estava procurando uma imagem para ilustrar o post quando...
Encontrei a foto perfeita, de André Custódio lá do MegantenaNão combinamos a sincronicidade, mas já que ela se apresentou...
Eu só completaria: "Sem ação não há direção."
A ressaca de Quarta é na Quinta.
Belo dueto: Suzanne Vega e Stacey Kent.
Musica de pé de ouvido. Uma intromissão da Quarta Sonora lá do megantena aqui, no Jogando Conversa Fora Mesmo.
@drecustodio
Dentro do meu peito um desejo martelo; Uma vontade bigorna
Esta música não é nova, mas eu nunca havia parado para ouvi-la de verdade.
Martelo Bigorna
(Lenine)
"Essa faixa tem uma característica presente em meus discos, o compasso composto. Um trabalho de pesquisa rítmica com compasso composto para soar orgânico. É uma música meio autobiográfica, porque fala um pouco do desejo de você seguir o seu desenho e o seu sonho, a qualquer custo, a qualquer preço. O Quinteto da Paraíba me ajudou justamente a digerir essa polirritmia."
"Bigorna – instrumento para moldura de metal )(significado da frase – um desejo que martela, com vontade de moldar, mudar...vontade insistente )"
Ontem eu a recebi de presente com uma mensagem velada que eu tinha que descobrir, uma brincadeira de fim de tarde.
Realmente é uma bela música.
Lenine me dá uma sensação de que existem mensagens por trás das músicas dele com vários níveis de compreensão. Talvez seja uma viagem minha, entre tantas que eu tenho.
Ganhar música de presente me encanta!
Muito do que eu faço
Não penso, me lanço sem compromisso.
Vou no meu compasso
Danço, não canso a ninguém cobiço.
Tudo o que eu te peço
É por tudo que fiz e sei que mereço
Posso, e te confesso.
Você não sabe da missa um terço
Não penso, me lanço sem compromisso.
Vou no meu compasso
Danço, não canso a ninguém cobiço.
Tudo o que eu te peço
É por tudo que fiz e sei que mereço
Posso, e te confesso.
Você não sabe da missa um terço
Tanto choro e pranto
A vida dando na cara
Não ofereço a face nem sorriso amarelo
Dentro do meu peito uma vontade bigorna
Um desejo martelo
A vida dando na cara
Não ofereço a face nem sorriso amarelo
Dentro do meu peito uma vontade bigorna
Um desejo martelo
Tanto desencanto
A vida não te perdoa
Tendo tudo contra e nada me transtorna
Dentro do meu peito um desejo martelo
Uma vontade bigorna
A vida não te perdoa
Tendo tudo contra e nada me transtorna
Dentro do meu peito um desejo martelo
Uma vontade bigorna
Vou certo
De estar no caminho
Desperto.
De estar no caminho
Desperto.
Martelo Bigorna
(Lenine)
"Essa faixa tem uma característica presente em meus discos, o compasso composto. Um trabalho de pesquisa rítmica com compasso composto para soar orgânico. É uma música meio autobiográfica, porque fala um pouco do desejo de você seguir o seu desenho e o seu sonho, a qualquer custo, a qualquer preço. O Quinteto da Paraíba me ajudou justamente a digerir essa polirritmia."
"Bigorna – instrumento para moldura de metal )(significado da frase – um desejo que martela, com vontade de moldar, mudar...vontade insistente )"
Devaneios de uma mente (quase) sã e (quase) sóbria
Conhecer o outro, se interessar, se apaixonar, se deixar levar pela delícia que é comprar um vestido, um batom novo, tudo isso é muito bom!
O que não é bom é o apego, a posse, a expectativa.
Expectativa, ela que ao mesmo tempo motiva, corrói, mina.
Porque o homem, dotado de inteligência, razão e coração, não pode simplesmente aproveitar aquilo que tem para hoje? (Homem no sentido de ser humano, vale lembrar.)
E, depois disso, não achar que tem uma bandeira para erguer após cada ligação não atendida ou mensagem não respondida.
Somos tão tolos, mas me alegra aqueles que, pelo menos sabem disso...
A caminhada é longa, mas disposição para o exercício é fundamental, sem ela não chegaremos a lugar algum.
Eu também quero aprender a amar o outro sem depender das manifestações dele e ser amada assim também.
Se não nesta vida, que em outra, se não neste mundo, que em outro. Eu sigo tentando, encontrar, ser achada.
Enquanto isso... exercício, muito exercício.
"Pois a sensação é boa, mas o apego não é... e estou começando a sentir e a tortura meio que começa. Também penso que vou dizer pra ele 'vamos cortar essa conexao' não fala mais comigo, nao aguento mais esperar por você e você não aparece... me consome. Mas ai o cara vem, me fala umas coisas e tudo se dissolve. Que raio, né??? Mas estou focando esses sentimentos como inimigos que eu criei, e não que o outro trouxe - são os meus venenos mentais, minhas carencias, meu apego etc... quero aprender a liberar e amar o outro sem depender das manifestações dele, e curtir o maximo quando tem. "
A vida é assim mesmo e as pessoas.. ah as pessoas...
Temos que aprender a viver e a valorizar o que se tem, assim, mesmo que seja, o que se tem para hoje!
Mais uma vez e outra para que não se esqueça:
O que é certo? O que te faz feliz e não te agride, este é o limite.
Eu sou a favor do prazer e do bem estar. Mas sou totalmente contra a minutos de prazer em troca de horas de sofrimento. No entanto, a escolha é de cada um.
"Felicidade é quando o seu pensar, dizer e fazer estão em harmonia” (Gandhi)
O que não é bom é o apego, a posse, a expectativa.
Expectativa, ela que ao mesmo tempo motiva, corrói, mina.
Porque o homem, dotado de inteligência, razão e coração, não pode simplesmente aproveitar aquilo que tem para hoje? (Homem no sentido de ser humano, vale lembrar.)
E, depois disso, não achar que tem uma bandeira para erguer após cada ligação não atendida ou mensagem não respondida.
Somos tão tolos, mas me alegra aqueles que, pelo menos sabem disso...
A caminhada é longa, mas disposição para o exercício é fundamental, sem ela não chegaremos a lugar algum.
Eu também quero aprender a amar o outro sem depender das manifestações dele e ser amada assim também.
Se não nesta vida, que em outra, se não neste mundo, que em outro. Eu sigo tentando, encontrar, ser achada.
Enquanto isso... exercício, muito exercício.
"Pois a sensação é boa, mas o apego não é... e estou começando a sentir e a tortura meio que começa. Também penso que vou dizer pra ele 'vamos cortar essa conexao' não fala mais comigo, nao aguento mais esperar por você e você não aparece... me consome. Mas ai o cara vem, me fala umas coisas e tudo se dissolve. Que raio, né??? Mas estou focando esses sentimentos como inimigos que eu criei, e não que o outro trouxe - são os meus venenos mentais, minhas carencias, meu apego etc... quero aprender a liberar e amar o outro sem depender das manifestações dele, e curtir o maximo quando tem. "
A vida é assim mesmo e as pessoas.. ah as pessoas...
Temos que aprender a viver e a valorizar o que se tem, assim, mesmo que seja, o que se tem para hoje!
Mais uma vez e outra para que não se esqueça:
O que é certo? O que te faz feliz e não te agride, este é o limite.
Eu sou a favor do prazer e do bem estar. Mas sou totalmente contra a minutos de prazer em troca de horas de sofrimento. No entanto, a escolha é de cada um.
"Felicidade é quando o seu pensar, dizer e fazer estão em harmonia” (Gandhi)
Papo de Homem - Eu adoro!
http://papodehomem.com.br/dr-love-responde-15-perguntas-na-sequencia-selecao-natural-beijo-grego-nelson-rodrigues/
Pergunta 1: Darwin
“O que tem a dizer sobre o medo dos homens em uma aproximação?”
–Enzo
Seleção natural.
Pergunta 2: Medo
“Dr. Love, depois de 3 anos de um namoro maravilhoso, minha namorada enfim me liberou para transar com outras garotas.Além de querer um ménage, ela até já pediu para eu comer outra e filmar, desde que eu só goze no dia seguinte, assistindo ao vídeo enquanto meto nela. Mas tenho medo de começar a fazer isso e enfrentar o fato de que nada impede de ela fazer também.O que faço?”–Iago
Caro Iago,
o texto subentendido nos pedidos de sua namorada é:
“Reconheço em você um homem que me tem como mulher e cuja pulsão sexual não necessariamente se encerra em mim. Confio a você anseios que nem sequer conheço. Compreendo, e, mais, me excito, me aproprio e faço dos seus os nossos desejos. Vamos realizá-los em conjunto.”
Bravo. É pra poucos.
Não me parece a fala de uma namorada prestes a trair. No entanto, ela pode ter a tara de se fazer submissa enquanto fode tantos outros pelas suas costas, não há como saber. Não espere garantias na vida. Pra porra nenhuma.
Compre uma boa câmera e vá em frente.
Assinar:
Postagens (Atom)
