A verdadeira sabedoria é saber de si mesmo

As emoções, principalmente as mais pertubadoras, quando chegam parecem verdadeiras avalanches, e os estragos que podem causar é o mesmo que as avalanches causam.
A sabedoria de si mesmo vem da percepção e reconhecimento.
Perceber os primeiros sinais que anunciam a chegada de uma avalanche é a primeira chance de se salvar dela. O reconhecimento de sua magnitude é a segunda, por ela você pode procurar um lugar seguro para se abrigar até ela passar.
Analogias a parte, eu esclareço.
Algumas pessoas nos propiciam encontros com as emoções realmente pertubadoras, reconhecer o que são estas emoções e não se deixar levar por elas, é uma escolha que só é possivel com o saber de si mesmo. O reconhecer instantâneo da emoção é muito difícil, mas a percepção de que ela está chegando e a permissão de que ela tome conte de você só é possivel com disposição.
O exercício é interessante, a disposição para lidar com isso, mesmo que muitas vezes, seja doloroso, é fundamental.
Eu percebo a emoção chegando, ela me toca e eu escolho o que fazer dela naquele momento. Se me deixo levar ou não, me contenho, observo, sinto a intensidade dela, olho para aquilo que me provocou. Sempre? Não. É um exercício e como tal precisa de prática.
Eu admiro e respeito pessoas e situações que me propõem esta prática, aprender de verdade só acontece assim, praticando.
O que acontece depois?
Podem acontecer muitas coisas.
Eu posso chorar, sofrer, sorrir ou ficar alegre, mas sempre, sempre eu estou disposta a aprender com aquilo.
Você não pode controlar o que chega até você pelo outro, mas pode aprender a lidar com isso, sem se ferir demais. O sentir é inevitável, mas o sofrimento é contraproducente a longo prazo.
As maiores causas do nosso tropeço, invariavelmente, são proveninetes de nossas ilusões, projeções e carências.
Saber de si mesmo é uma escolha, uma disposição, uma disponibilidade ao aprendizado.
Questionar, observar, sentir e procurar saber o que te tocou, como chegou até você, porque te tocou daquela forma e como lidar com isso ai dentro. A partir daí podem nascer tantas coisas... percepções novas, atitudes, posturas, saberes antigos esquecidos no fundo do armário, compaixão, amor, ou simplesmente, o óbvio, o que estava bem embaixo do seu nariz o tempo todo.
Quando se aprende a passar por isso sem se mutilar e percebe que aconteceu uma oportunidade fantástica de se saber, se conhecer e crescer,  a satisfação é inevitável.
A verdadeira sabedoria é saber de si mesmo.
Eu fico feliz e grata pela oportunidade!

Namastê.

O Que É, O Que É?

Gonzaguinha

Composição: Gonzaguinha

Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...
Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...
Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...
E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...
E a vida
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...
Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...
Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...
Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...
Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...
E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...

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