Pensamento de ontem

Porque enquanto meninos, pensam e agem como meninos, brincam como meninos e seus desejos são os de meninos.


Isso fez todo o sentido pra mim e quem falou nem sabia...

Para pensar sobre o amor, paixão e sensação

Efetivamente a paixão é emoção. Emoção é aquilo que leva ao movimento, que move o corpo
A paixão acaba.
Etimologicamente a paixão é da mesma raiz que patologia "pathos", e esta ligada a "sofrimento". Sentimento de enorme intensidade e, por definição, é de curta duração. Não dá para manter o nível de exacerbação.
O convívio mata a paixão, mas não necessariamente o amor ...
Existe uma incompatibilidade entre o cotidiano e a paixão.
Paixão é uma coisa que tem expressão corporal e as vezes é visível. Sentimento não.
O sentimento é muito mais sutil, é silencioso.
A paixão tem de ser aquilo que vai desencadear o impulso, mas o que vai manter a ligação é o sentimento.
A paixão é o motor de arranque - ela coloca o carro em movimento; mas o que faz o carro andar é outro motor, maior, que é mais silencioso e manterá o veículo em movimento ao longo do tempo. Eis a principal distinção entre emoção e sentimento.
O amor como sentimento, o amor como construção, o amor do convívio, amor companheiro.
Existe ainda algo agudo e sutil. Estamos saindo de uma fase em que o sentimento era muito valorizado para entrar numa etapa em que se valoriza a sensação. Sensação não sustenta amor. É mais passageira do que a paixão e sem nenhuma intensidade ou profundidade. Ela é superfície, é só uma forma de apreensão do mundo. Mas confundir isso seja com paixão, seja com amor, quer dizer, confundi-la com emoção ou com sentimento é um equívoco, e cria um tipo de expectativa à qual é impossível corresponder.

Os Cinco Estágios do Luto, da perda, da dor

Kübler-Ross originalmente aplicou estes estágios para qualquer forma de perda pessoal catastrófica, desde a morte de um ente querido e até o divórcio. Também alega que estes estágios nem sempre ocorrem nesta ordem, nem são todos experimentados por todos os pacientes, mas afirmou que uma pessoa sempre apresentará pelo menos dois.
Outros notaram que qualquer mudança pessoal significativa pode levar a estes estágios. Por exemplo, advogados criminalistas de defesa experientes estão cientes de que réus que estão enfrentando a possibilidade de punições severas com pouca possibilidade de evitá-las freqüentemente experimentam estes estágios, sendo desejável que atinjam o estágio de aceitação antes de se declararem culpados.


O Modelo de Kübler-Ross propõe uma descrição de cinco estágios discretos pelo qual as pessoas passam ao lidar com a perda, o luto e a tragédia. Segundo esse modelo, pacientes com doenças terminais passam por esses estágios.
O modelo foi proposto por Elisabeth Kübler-Ross em seu livro On Death and Dying, publicado em 1969. Os estágios se popularizaram e são conhecidos como Os Cinco Estágios do Luto (ou da Dor da Morte, ou da Perspectiva da Morte).

Os estágios são:
  1. Negação e Isolamento: "Isso não pode estar acontecendo."
  2. Cólera (Raiva): "Por que eu? Não é justo."
  3. Negociação: "Barganha."
  4. Depressão: "Estou tão triste. Por que se preocupar com qualquer coisa?"
  5. Aceitação: "Tudo vai acabar bem."

Nota do blog: Eu acredito que estes estágios sejam interessantes em qualquer caso de dor ou perda.
Eu já tive que matar alguém ou algum sentimento dentro de mim, existe a dor, existe o luto. 
A gente se apega em sentimentos mesmo quando não são saudáveis, é impressionante a nossa sede em sentir.
É bom saber que não somos tão diferentes assim, e todos sofremos, negamos, negociamos, depremimos para no fim, aceitar que a vida é feita de ciclos...
No fim o melhor termômetro é o seu bem estar, por mais que seja uma delícia sentir se não é bom pra você é melhor deixar ir, desapegar, desintegrar. E desintegra, porque nada sobrevive sem cultivo, a não ser a erva daninha.

Eu, como na música

Sei lá,
Se o que me deu foi dado
Sei lá,
Se o que me deu já é meu
Sei lá,
Se o que me deu foi dado ou se é seu

Vai saber,
Se o que me deu , quem sabe?
Vai saber,
Quem souber me salve
Vai saber,
O que me deu, quem sabe?


Durma medo meu

Me desculpe, não sei se posso te deixar entrar.
Aqui dentro há um universo que precisa de cuidado porque foi reconstruído com muito amor e carinho.
É como se um jardim precisasse dos cuidados do jardineiro mas ao mesmo tempo temesse que ao entrar ele pisasse em algo que não visse, mas que compunha o jardim com delicadeza.
Por que sempre tem que haver uma renúncia?
E é o medo de deixar entrar com o medo de deixar passar, um contradizendo o outro como se um duelo de espadas estivesse constantemente acontecendo no meu peito.
Medo de recomeçar, de parar, de se arrepender depois, medo, medo.

Carnaval, debate entre homens e mulheres, reflexões e pensamentos absurdos

É tanta coisa na minha cabeça depois destes cinco dias que não sei por onde começar nem onde vai dar este post.
Estávamos numa casa 3 mulheres e 7 caras, alguns já conhecidos outros se conhecendo ali, a vida é muito dinâmica, ufa!
Deu pra ver de tudo. Uma casa com dez pessoas é quase como zoológico, espécies diferentes, aparentemente parecidas, mas diferentes, porém se olhar bem profundamente tem aspectos bem iguais.
Muitas vezes o que tem no outro e te incomoda é um reflexo daquilo que você tem, mas que fica por baixo do pano, coisas que seu inconsciente guarda para não ser tratado.
Deve haver um tanto mais de coragem para revirar o que se tem por dentro.
As vezes o que se vê em seus amigos  em 5 dias juntos é mais do que se viu em anos de amizade e nem sempre são coisas admiráveis, aliás normalmente não são.
Ser humano é isso ai tudo junto, não há como separar a luz das trevas que habitam em todos nós, uma existe porque a outra está lá.
E vamos caminhando sem olhar muito pra aquilo que vimos, melhor mesmo é mirar no sorriso e lembrar do abraço ou daquela mão estendida no dia que você tropeçou. Deixemos cada um cuidando de seus próprios demônios.
Debatemos amizade entre homem e mulher, e confesso que fiquei acalorada com a discussão, não pelas idéias do interlocutor, mas pela forma como se comunicou, deixa pra lá, este tema é extenso demais pra um resuminho rápido.
Eu respeitei meus limites, estava doente e mesmo vendo todo mundo beber eu me contive até onde decidi ir. Me orgulhei de mim mesma.
Aliás falando em limites e decidir ir, me veio a mente outra coisa.
Eu fico estarrecida com a forma com que as pessoas não te enxergam. Será excesso de ego uma pessoa ver as suas reações como a si própria e não como você está vivenciando?
Ninguém olha pra você de verdade, olha pro seu próprio reflexo no espelho e acha que é você. Ego, orgulho, não sei, só sei que isso é triste.
Eu pedi uma roda de viola porque eu queria cantar mesmo rouca e cantando mal, porque eu adoro cantar e adoro violão e porque a vida é curta demais pra você deixar de fazer as coisas por receio de ser um mico. Eu paguei o mico com todo prazer, foi uma delícia!
Eu ouvi uma música feita para outra Paulinha, que me ofereceram e eu aceitei com todo carinho. Depois tiveram outras musiquinhas pra mim que eu adorei igualmente.
Meus amigos são o máximo!
No debate sobre o que é o amor ... ai Jesus, que difícil! Sobre sexo, ai ai ai...
Só para resumir o que eu pensei sobre ficar com uma pessoa atrás da outra.
Eu não sou um pedaço de carne, eu sou um ser humano, uma pessoa, um universo antes de qualquer coisa, pois na minha concepção antes de ser mulher eu sou uma alma e o sexo é a última coisa que é determinada quando estamos para vir para esta Terra.
Eu lamento muitíssimo pelas mocinhas que se deixam entregar assim tão superficialmente numa noite de folia, porque perde a especialidade, perde a dignidade em troca de que? Eu não sei.
 Sinceramente, eu acho que sou especial demais para dividir minha intimidade com qualquer um, de qualquer jeito.
E na medida que vejo o mundo feminino caminhando cada vez mais para isso, para sermos modelos masculinos de mulher, caçadoras, devoradoras, fáceis, mais eu penso que não quero isso pra mim, nem pra uma filha, então eu ando na marcha ré só pra contrariar.
Porque sexo é uma delícia, mas amor é fundamental!

Certeza do momento

Há momentos repletos de certeza momentânea, certezas que não duram mais do que algumas horas e nem por isso deixam de ser certezas. São as certezas do momento.
Como aquela vontade incrível de beijar uma boca, como se isso fosse a sua última chance.
No fim das contas certeza eterna não existe mesmo!
Hoje eu tenho certezas que amanhã podem não existir. E no lugar dessas, ter outras, parecidas, mas diferentes.
O segredo é saber qual a certeza do dia e tentar, de algum modo, conquistá-la.
Feliz daquele que consegue saciar um desejo certeiro no dia! Ah que feliz ele é...

Foi preciso muita coragem para desafiar os astros






Sina Nossa 
De Fernando Anitelli
Mia Senhora,
És de lua e beleza,
És um pranto do avesso,
És um anjo in verso,
Em presença e peso,
Atrevo-me e atravesso
Pra perto do peito teu
Teu sagrado e tua besteira,
Teu cuidado e tua maneira de discordar da
dor,
De descobrir abrigo entre tanto amor,
Entretanto a dúvida,
A musica que casou,
Um certo surto que não veio
Há uma alma em mim,
Há uma calma que não condiz
Com a nossa pressa
Com o resto que nos resta
Lamentavelmente eu sou assim
Um tanto disperso
As vezes desapareço
Pois depois recomeço
Mas antes me esqueço
Nossa sina é se ensinar
A sina nossa é.
Mia senhora diz
Bons ventos para nós
Para assim sempre
Soprar sobre nós

Os astros me revelam - Meu momento

Eu estava me perguntando qual a razão desta sensação de uma hora para outra. Sensação de que eu eu fiz tudo errado, sensação de tédio, de insatisfação. Quando eu li meus trânsito astrológico, não achei as minhas respostas, mas fez sentido. Se o universo quer que eu pare e reflita sobre as coisas que andei fazendo ou deixando de fazer, não há como fugir.
Estou pesando minhas atitudes para, quem sabe, dar um rumo diferente a este barco, agora ancorado ...
Deixe me ir preciso andar para pensar! Colocar a cabeça no lugar, meditar, organizar.
03/02 às 11h25 a 19/04 às 4h13
Momento de reavaliar as próprias ações
Marte na casa 12
Este é um momento de recolhimento de forças, Paula. De algum modo, nos últimos meses você passou por um período de muita atividade e de exaltação de sua força vital. Os dias que se seguirão, entre 03/02 às 11h25 e 19/04 às 4h13, pedem que você agora dê uma pausa ao seu ritmo de atividades e faça uma avaliação das coisas que você conquistou ou deixou de conquistar. Onde você acertou? O que pode ser repetido? O que você poderá evitar numa próxima vez? Todas estas questões tornam-se pertinentes neste momento de introjeção da qualidade marciana.

Neste momento, Paula, é possível também que você venha a sentir uma certa insatisfação em relação à vida: pode haver tédio, ou uma sensação de que as coisas simplesmente deram uma parada. Mas as coisas são assim mesmo, são cíclicas, e todos nós precisamos compreender que a vida - e nossa própria alma - nos exige reconhecer e aceitar as fases de reflexão. Isso não significa que as coisas não estarão acontecendo! É um sentimento interno, na verdade, uma sensação de tédio que independe do fato das coisas estarem ou não fluindo.

Tome cuidado com atos auto-sabotadores, que costumam ser comuns nesta fase, Paula. Cabe aqui se observar direito e verificar até que ponto você não está cometendo atos - ou deixando de fazer algo - que lhe levem a problemas. Todos nós possuímos um lado sombrio que "cava problemas", por assim dizer, que fica "procurando cabelo em ovo", como se diz no jargão popular. Inclusive não é incomum, neste período, que você termine se envolvendo com gente que parece, mas não é lá muito amiga. Cuidado com inimigos ocultos, com gente que tenta lhe sabotar por trás. A questão aqui não é desenvolver paranóia, mas simplesmente ter um pouco mais de atenção, e compreender que se você atrai para a sua vida alguém assim, é porque algo dentro de você precisa aprender uma lição.
Em todo caso, de uma forma ou de outra, evites becos e ruas escuras. Você pode estar mais vulnerável a situações de assalto. Se você tiver prudência, não terá o que temer. A idéia aqui é exatamente a de ficar alerta a fim de evitar coisas quenão precisam acontecer.
06/02 (hoje) às 8h15 a 08/02 às 9h59
Sol na casa 7, lua na casa 4
O período que vai de 06/02 (hoje) às 8h15 a 08/02 às 9h59 é marcado pela Lua, que entra em fase minguante, formando um ângulo tenso com o Sol. O conflito aqui é traduzido como um choque entre suas necessidades reais de introspecção neste momento, explicitadas pela Lua na Casa 4, versus um desejo emocional de agradar o outro, de atender às necessidades do ser amado. O conflito aqui poderia ser traduzido da seguinte forma: o que você quer neste momento, no fundo de sua alma, tem a ver com o que sua(s) pessoa(s) querida(s) também querem? Este é o tipo de trânsito planetário em que você pode receber cobranças dos outros, que talvez não entendam bem esta sua temporária necessidade de recolhimento. De todo modo, seria interessante você esperar o final deste trânsito lunar para poder resolver suas questões afetivas, pois a fase astral atual tem uma carga de forte contradição!

O que você quer afinal?

Todos os dias eu reforço meu pensamento sobre o quero. Eu confesso que vacilo, muitas vezes me pego perguntando: Mas afinal o que é que você quer?
Coisa difícil esta de saber o que se quer, ter que escolher, renunciar ...
E acabo sentindo rapidamente que eu queria tudo, é bem rapidinho, para ninguém ouvir. Eu queria tudo e não ter que renunciar a nada.
A razão me cala, e peço somente uma coisa, eu quero ser feliz, quero amor, um amor imenso, sem tamanho de tão grande.
Eu quero um amor que não seja renúncia, mas que seja aconchegante, confortável e leve porque a caminhada é dura, e eu não preciso de mais peso para carregar nesta trilha.
Coisa difícil esta de saber o que se quer...

Pensamentos alheios que fazem sentido para mim hoje

"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo. " (Clarice Lispector)


As nossas condutas tão putas não valem a pena
Que pena, eh, que pena
As nossas condutas confusas nos tiram de cena, ah…
Que pena, eh, que pena (O Teatro Mágico)

Desejo

Moram desejos em mim que correm calados;
Que espreitam a minha solitude;
Que gritam para serem descobertos;
Moram desejos em mim que são quentes e velozes;
Que eu posso alcançar; apaziguar; abafar
Mas quero?

Abraço grátis - Porque um abraço sempre vale a pena!

É difícil definir onde e quando começou essa campanha de compartilhar abraços entre pessoas comuns, sem o interesse de companhia diária, dinheiro, promoção, política ou sexo.
O objetivo do Movimento Free Hugs, Abrazos Gratis ou Abraços Grátis é fazer com que as pessoas abraçadas se sintam melhores, pois o ato do abraço diminui a pressão sanguínea, o batimento cardíaco e o nível de hormônios ligados ao estresse.
Segundo o site Free Hugs Movement, o registro mais antigo desse tipo de manifestação coletiva aconteceu em 1986, quando o Reverendo Kevin Zaborney criou em sua igreja o National Hugging Day (Dia Nacional do Abraço), celebrado todo ano, no dia 21 de janeiro. Posteriormente, esse movimento passou a ser praticado em outras instituições como ONGs, hospitais, escolas dos EUA, Canadá, Inglaterra, Austrália, Alemanha e Rússia.
Em 2001, Jason Hunter deu início ao Movimento Free Hugs (Abraços Grátis), após perder sua mãe. Um dia que começou em completa tristeza terminou em grande alegria porque eu percebi que minha mãe tinha feito exatamente o que Deus solicitou dela – disse ele sobre o acontecido, no site da sua campanha. Ela adorava abraçar as pessoas, independente da raça ou sexo, e fazer com que soubessem o quanto eram importantes. Que mundo maravilhoso poderíamos ter se nós fossemos conhecidos como pessoas que têm um sorriso e uma palavra amável para todos – diz Jason Hunter no site da campanha Free Hugs liderada por ele. Jason quis dar continuidade à missão de sua mãe e saiu pelas ruas da praia ao sul de Miami com o cartaz escrito Free Hugs (Abraços Grátis).
No entanto, as manifestações citadas acima incentivavam o ato do abraço somente entre pessoas conhecidas e nenhum dos dois conseguiu transformar a sua campanha em um movimento de massa não institucionalizado. Até que...
Em 2004, o principal protagonista da história, que estava vivendo em Londres, voltou a sua cidade natal, Sydney, na Austrália. Não havia ninguém para recebê-lo no aeroporto porque sua família estava passando por problemas internos: seus pais estavam se divorciando, sua avó estava muito doente e sua namorada tinha acabado de romper o relacionamento deles. Parado lá no terminal de embarque / desembarque, vendo outros passageiros encontrarem seus amigos e família esperando por eles, com os braços abertos e sorriso no rosto, abraços e risos juntos... eu queria que alguém estivesse lá esperando por mim... feliz em me ver, sorrir para mim, esperar por mim – disse Juan Mann em entrevista no programa de TV Oprah Winfrey Show.
Para se animar, Juan Mann (apelido criado para manter a privacidade dele) foi a uma festa onde uma desconhecida o presenteou com um abraço. Senti-me como um rei, foi o melhor que já me aconteceu – disse Juan Mann ao descrever o momento em entrevista à revista Who. Seis meses após a festa, ele fez um cartaz com as palavras Free Hugs e levou a um shopping do centro de Sydney, oferecendo seu abraço a todos que passavam.
Eu peguei um papelão e uma canetinha e fiz um cartaz. Eu encontrei um local de passagem para pedestres ocupados na cidade e levantei o cartaz com as palavras Abraços Grátis dos dois lados [frente e verso]. E por 15 minutos as pessoas realmente passavam direto por mim. A primeira pessoa que parou me deu um tapinha no ombro e me contou como seu cachorro tinha morrido naquela manhã, como aquela manhã fazia um ano que sua única filha havia morrido em um acidente de carro... como o que ela precisava agora, quando ela se sentiu a pessoa mais solitária do mundo, era um abraço. Eu abaixei em um joelho, levamos nossos braços um em volta do outro e quando nós nos despedimos, ela estava sorrindo – disse ele.
Juan Mann transformou isso em um ritual e toda semana carregava o cartaz até o shopping Pitt Mall Street, em Sydney. Assim, ele conheceu Shimon Moore, um músico, líder da banda Sick Puppies, que filmou o jovem oferecendo seu abraço com cartazes e sendo interrompido freqüentemente pela Polícia Australiana.
Em setembro de 2006, a avó de Juan Mann não conseguiu mais resistir à doença e veio a falecer. Shimon Moore, pensando em animá-lo, editou as imagens do vídeo, mesclou-as com sua música e deu de presente para Juan Mann, assim como fez o upload de seu registro para o Youtube.
Graças à força viral desse meio de comunicação, o movimento Free Hugs se tornou conhecido em todo o mundo. O vídeo já teve mais de 10 milhões de visualizações e milhares de comentários.
Inicialmente, algumas pessoas desconfiaram da motivação de Juan Mann, porém, em um mês, muitos jovens estavam imitando o seu gesto em outros países e a ação se tornou um movimento social com sites de apoio em várias línguas. Os sites contam, em seus fóruns, histórias de famílias que foram restauradas e pessoas que se sentiram melhor psicologicamente depois de ganharem alguns abraços inocentes ou que alegraram, com esse gesto, outras pessoas que estavam tristes.
Após algum tempo, a Polícia Australiana começou a proibir o movimento. A condição para que a campanha continuasse era a de que Juan Mann pagasse uma espécie de seguro de $25 milhões em que ele assumiria a responsabilidade pelo que acontecesse com as outras pessoas enquanto participavam do movimento. Juan Mann e seus companheiros fizeram um abaixo assinado para tentar convencer as autoridades a permitir que a campanha continuasse sem o pagamento do seguro. A petição alcançou 10 mil assinaturas e, assim, ele conseguiu a permissão para continuar oferecendo abraços grátis.
Sobre suas motivações, os abraçadores explicam:
Todo mundo tem problemas e certamente o meu não pode ser comparado com o dos outros. Mas ver alguém que antes estava carrancudo, sorrir pelo menos por um momento, sempre vale a pena. (Juan Mann)

Não importa qual é o seu trabalho, talvez o trabalho mais importante que podemos fazer é ajudar a encorajar os outros, especialmente pelas nossas ações. (Jason Hunter)

Informações: http://www.abracosgratis.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2&Itemid=8



Minha observação: Um abraço fala mais por si do que muitas palavras. Um abraço no silêncio carinhoso da amizade aquece o coração e alivia as dores de qualquer pessoa. Isso é amor e funciona. Experimente!

Ainda sobre o medo ...

Recebi esta reflexão em um e-mail de uma amiga... achei incrível a sincronicidade!


O medo leva a gente a um nível emocional que na maioria das vezes não faz sentido e é surreal. FEAR (medo em inglês) no dicionário significa False EvidenceAppearing Real (Falsa Evidência que Aparenta ser Real)


Boa coisa para refletir.

A coragem e o medo

Hoje eu pensei em coragem e medo e fiquei com vontade de escrever sobre o tema.
Eu não sou uma pessoa livre do medo, definitivamente não sou, mas tenho coragem.
Ter coragem não significa não ter medo. Ter coragem é entender o medo, aprender com ele para enfrentá-lo.
Ter coragem é uma benção. Quem tem coragem sabe que vai doer mas não se imobiliza por causa disso, segue em frente, vive.
Eu tenho muitos medos e toda vez que eu venço um, logo aparecem outros para me desafiar. Alguns eu tenho vontade de provar, outros eu deixo para a próxima porque ainda não estão maduros, não cumpriram sua missão e faz necessária a sua presença para aprendizado, cuidado ou sobrevivência.
O medo que paralisa é uma ilusão, uma desculpa que arranjamos para não seguir com alguma coisa, seja por dor, trauma, ou ainda por preguiça. É mais fácil dizer que se tem medo.
Tem só um medo que não deixo de ter nunca. O de encontrar pelo meu caminho gente que não sabe o que quer, nem o que faz, nem o que sente, nem o que fere quem está por perto. Desses eu tenho medo, mas é o medo que mantém longe, então acho que é o medo mais saudável que existe, aquele que preserva e cuida.


Minha nova paixão, o surf

Depois de ficar em pé na prancha, depois de deslizar pela onda, depois de falar com a prancha como se ela fosse uma amiga e pedir licença para brincar com as tranças de Netuno ... eu quero mais!
Eu quero aquela sensação de desligamento com a terra e sintonia com o mar me percorrendo a alma novamente.
Eu apanhei bastante das ondas, engoli alguns goles de água salgada, escorreguei e subi novamente, mas quero tudo de novo!

Eu quero ser surfista, quero esquecer do mundo dançando com as ondas e se no final da dança eu tiver  engolido água salgada, tomado uns caldos e escorregado um pouco, ainda assim terá valido a pena.
Aquela sensação é mágica!
E eu não posso esquecer de agradecer àquele que me introduziu, me encorajou (eu estava morrendo de medo) e me incentivou quando eu cai na primeira tentativa com a mesma empolgação que sorriu e bateu palmas quando eu, finalmente, consegui ficar dois segundos em pé na pranha, rssss;
Thanks my dear, you are the best!
You make it easier when life gets hard.
I keep you with me in my heart. Thank you so much, for this and for all.


O remédio certo, na hora certa

A gente sabe, mas esquece. Não existe nada mais eficaz contra a carência do que o cuidado, o carinho,  o nosso próprio.
Eu estive duplamente enrascada estes dias, estava de TPM e tomando uma medicação que tinha como efeito colateral alterar o estado do sistema nervoso central (insônia, alterações de humor, irritabilidade) resumindo, a minha TPM virou um gigante.
Ontem eu já estava melhor, aquela angústia que me perseguiu estes dias deu uma trégua e eu pude perceber o que me deixa feliz. (eu parei de tomar o remédio)
Eu ouvi as músicas que gosto, acendi um incenso, enchi a banheira de água bem quentinha, sais de banho perfumados, acendi umas velas, apaguei a luz e me entreguei aquela sensação de bem estar, de cuidado e carinho comigo mesma.
No turbilhão da minha semana de inferno não parei para pensar que isso era o que eu precisava, o cuidado e carinho que eu teria com qualquer amigo meu,  para mim mesma.
Hoje eu acordei me sentindo especial, feliz e querida. Afinal, isso não deixou de existir por uma semana, eu é que não parei para olhar diante das minhas alucinações. Estes dias que passaram cinzas foram dias que eu escolhi ser triste, sem motivo, eu simplesmente via mais prazer em estar naquela onda e não queria ver mais nada em volta.
Interessante como nós mesmos armamos as nossas armadilhas. O remédio estava na minha mão o tempo todo e eu não percebia.
As nossas angústias começam e terminam em nós, não há cura em ninguém além de nós mesmos.
É por isso que tanta gente fica frustrada por ai. Eles procuram a cura de suas angústias no parceiro, que, coitado, nem sabe o tamanho do problema que está entrando, injusto né? E nunca funciona.
Eu quero me desculpar com os meus amigos por esta ultima semana, eles até tentaram, mas não estava com eles o alívio do meu estado.
Obrigada meus queridos e mil desculpas.

Inspirada pela TPM

Eu tenho uma TPM monstro, mas este mês ela está TPM sensível.
Estou assim assim, como quem quer um colo e não quer pedir, quer dormir e não tem sono, quer amar e não tem quem.
Nestes dias que tudo está a flor da pele eu queria mesmo é me trancar em casa e não sair até passar.
Eu tenho a maior dificuldade em caminhar no mundo estando tão frágil e isso me assusta, na verdade me aterroriza.
Se eu me quebrar agora? O que vai ser? Não tem ninguém...
Não posso reclamar dos meus amigos, tenho alguns e bons, mas concerto de coração só mesmo o amor para fazer.
E nestas horas em que alma grita é que você percebe o quanto faz falta alguém que te escute no silencio escondido desse grito.
Para fugir desse sentir eu penso nas possibilidades que poderiam surgir para alegrar meu coração encolhido, olho a minha volta e não vejo nenhum desejo, procuro pela brisa que já acariciou minha alma e ela simplesmente não está lá, foi se juntar ao vento para dar a volta no mundo como toda brisa.
Estamos todos em estado de olhar parado, pedindo um amor para aquecer o coração e fazer a alma sorrir.

Pensamentos da madrugada

Divagando pela noite sem poder dormir, é como se o pensar estivesse correndo para fugir. Eu não quero mais pensar em tantas coisas...



Muitas vezes nos tornamos escravos de nossas fraquezas e sem perceber tiranizamos a pessoa que amamos por causa delas.
No fundo somos um monte de lixo emocional acumulado!
Eu queria voltar a ser criança e virar adulto de repente para que a vida não tivesse tempo de alterar a confiança, a inocência e a pureza que um dia já moraram em mim.

Estou ouvindo um morcego embaixo da minha janela, e pensando que estou como ele, mas não posso dormir durante o dia e nem voar para bem longe esta noite, acho que o invejei só por hoje.
Não consigo dormir de tanto pensar em coisas, fiz minhas orações, por tudo, por todos e nada de sono. Peguei um  livro li um capitulo e ensaiei um bocejo; Achei que dessa vez iria abraçar o sono, me enganei, ao apagar a luz e fechar os olhos fui desperta pelo meu coração batendo tanto que não me deixava dormir.

"Alguns não conseguem afrouxar suas próprias cadeias e, não obstante, conseguem libertar seus amigos.
Você tem que estar preparado para se queimar em sua própria chama: como se renovar sem primeiro se tornar cinzas?" (Assim falou Zaratustra)

Por hoje é isso, vou ler um pouco e gritar aos anjos para estar com eles e talvez, quem sabe, aprender um pouco sobre ser melhor!

Exercício de contato real

Estive pensando neste fim de semana, que eu estou gastando muito tempo no mundo virtual, não que eu não goste, muito pelo contrário, gosto até demais. Mas acontece que eu não tenho tanto tempo livre assim e estou deixando de fazer outras para ficar plugada.
Percebi que muitas pessoas consideram contato virtual como contato real, o que eu discordo com algumas ressalvas.
Eu tenho uma irmã no Japão, membros de minha família em outras cidades, minha irmã de alma mora no Canadá, enfim, para estas pessoas o contato virtual é a única forma de mantermos contato, de sabermos uma da vida da outra vendo as fotos no orkut, facebook e conversando pelo messenger, esta é a ressalva.
Não se justifica, pessoas que moram na mesma cidade, que gostam de estar juntas, que tem coisas para falar uma para outra, conversarem pelo messenger, DM no twitter, depoimento no orkut, etc.
E isso acontece de montão,  em Iguape que tem 30.000 habitantes contando a área rural e praias, algumas pessoas só se falam em messenger e orkut. O mais interessante é que lá tem uma praça onde todo mundo se esbarra, o centro comercial inteiroé menor do que a Praça da Sé, ou seja, se você quiser conversar com alguém, fique tranqüilo, você vai encontrar essa pessoa em menos de vinte minutos de passeio pela pracinha, mais cedo ou mais tarde.
Aqui em São Paulo as distâncias são maiores, mas nada que um fim de semana não encurte, quando alguém quer encontrar uma pessoa, ela se move para isso.
Embora o exercício seja para mim, os meus amigos acabam se exercitando por tabela. Eu não avisei ninguém,  se acharem esquisito meu "sumiço" terão que me telefonar.
Eu sou do papo, do contato, do olho no olhar, do toque, eu gosto de conversar com a pessoa inteira, essa novidade cibernética nasceu depois de mim, eu me adaptei, mas não me apaixonei, eu gosto mesmo é de uma conversa ao vivo, mas aceito um telefonema, não sou tão radical assim!
Depois de um fim de semana bem agitado, onde encontrei muita gente querida, decidi dar um tempo da vida virtual, nada muito drástico, vai começar por esta semana.
A regra do exercício é simples. Por uma semana eu não vou interagir com ninguém pelo computador. Interação pessoal, claro, afinal se eu fizer isso no trabalho serei demitida no dia seguinte.
Estão totalmente fora desta semana e-mail pessoal e todas as redes sociais que eu participo.
O que eu quero com isso? Movimento, mudança de padrão, comunicação mais real, do que jeito que eu gosto mesmo!
E se alguém não entender? E se acharem que você foi sequestrada? Just call me.
Eu tive um fim de semana delicioso, estive com pessoas tão legais, especiais, queridas, eu fui ao parque, subi em árvore, me equilibrei no trapézio, quase aprendi a andar de patins (eu quero), ri muito, falei verdades, ouvi algumas, fui ao cinema, quase morri engasgada com uma pipoca, senti o abraço mais sincero deste mundo em volta de mim. Isso é vida real, isso é sentir, isso é felicidade.
O bom da vida é sempre ter opções para escolher o que pode vir. Felizmente eu posso escolher neste momento a minha pausa, mas acredito que tenha uma porção de pessoas que não podem mais, porque abandonaram de tal forma a vida real que não conseguem mais sair de trás do teclado.
E, talvez nem lembrem mais o que é este abraço cheio de carinho, daqueles assim que a gente dá e recebe de olhos fechados para sentir mais gostoso.

Desencontros conectados

Lucio estava em seu quarto lendo e num instante um detalhe do livro o fez pensar em Renata, sorriu lembrando do seu abraço, do seu sorriso, do jeito que ela arrumava o cabelo quando ficava encabulada. Ficou com saudade, pensou em telefonar, olhou pro telefone, respirou fundo, achou melhor não. Ao se virar para pegar um copo d’ água viu a foto da sua namorada, Patrícia, no aparador e baixou o olhar confuso.
No hospital, Renata tomava o café quando Gabriel se aproximou para cumprimentá-la, tocou seu rosto para arrumar uma mecha de seu cabelo que caira, trocaram olhares e ela, sem graça arrumou o cabelo, disse que precisava ir.
Solange estava no seu ateliê até a tarde, não queria ir para casa, qualquer tempo ocioso a fazia pensar em Pedro, que não pensava nela nunca, pois já fazia mais de duas semanas que não se falavam. Ele costumava dar estes sumiços desde que se conheceram. No começo ela achava que era coisa de quem não queria se envolver com ninguém com o tempo percebeu que na verdade, ele não queria se envolver com ela, viraram amantes ocasionais. Ela estava carente, por isso pensou nele, mas também sentia saudade e ficou triste com a falta de sentimentos dele.
Enquanto isso estavam no motel há três horas, Pedro e Patrícia, ele apaixonado por ela e ela quebrando a rotina do namoro de anos com Lucio.

Amor combina com sofrimento?

Ela chegou em casa como um passarinho procurando o refúgio de seu ninho.
Estava abatida, triste, confusa, já não sabia mais quem era a pessoa que a olhava no espelho, não era ela certamente, um zumbi era mais provável.
Seus dias se dividiam em dias que desejava com todas as suas forças nunca tê-lo conhecido e dias em que a única coisa que precisava para viver, mais do que o ar que respirava, era um telefonema, um e-mail, um torpedo, o MSN piscando em laranja aquele nome tão conhecido, um sinal de vida qualquer.
“Uma mulher não deveria passar por isso já tendo tantas provações em sua vida!”
Estava doendo àquela ausência, doendo como se tivessem arrancando pedacinhos dela sem anestesia, todos os dias e bem devagar para doer mais doído.
Havia dias em que pensava: “Isso vai passar, eu nunca fui assim, nunca fiquei sofrendo por causa de homem, sempre dei a volta por cima, vai passar.” Respirava fundo e seguia o dia relativamente bem até ouvir aquela música, que nem era uma música deles, nem nada, só uma música que falava de amor, de romance, de dor, ou qualquer outra coisa que a remetesse aos dois, aos dias juntos, a emoção.
Ela estava se sentindo enlouquecendo, pensava nele, respirava seu cheiro, queria que ele estivesse ali onde esteve tão próximo, tão apaixonado, tão querido. Por que? Isso ela não sabia e este era seu tormento, não sabia por que ele se foi, porque acabou, porque ele não se arrependeu, porque não voltou atrás.
Quando ele telefonava o mundo parava num sorriso para logo depois desabar em lágrimas. Conversas amenas em tom de amizade a deixavam mais triste do que não saber onde, com quem e como ele estava. Perceber que ele estava bem enquanto ela arrastava correntes a empurrava cada vez mais para aquele vazio gelado que sentia.
Estava enlouquecendo definitivamente. Mesmo depois de alguns meses longe dele, não conseguiu deixar de acreditar naquela sensação de que ele era o homem da sua vida. Eram os fatos tentando convencer suas sensações e sentimentos de que ele não era.
Ela tentava se convencer, mas não conseguia.
“Ele foi embora, se gostasse de você estaria ao seu lado.” Parecia tão simples, então porque ainda acreditava que era ele o seu amor predestinado?
Tudo a sua volta fazia lembrar-se dele e pior do que isso, aquela lembrança era sua companhia agora, era tudo que tinha. E ela estava apegada naquele sentimento.
Muitas vezes pensava que isso iria passar e tinha um medo terrível de deixar de amá-lo quando ele resolvesse voltar.
A possibilidade de nunca mais estarem juntos alimentava sua angústia diária, fazendo com que ela agarrasse a única coisa que tinha, o sofrimento por não estar com ele.

Este texto é o mais próximo que consegui chegar tentando descrever o que ouvi de alguém que está sofrendo por amor, foi o que me inspirou. Eu ouvi de uma pessoa que falava com lágrimas nos olhos e voz embargada pelo choro. Ela realmente está machucada, sensível e sofrendo.
Eu não sei se consegui descrever aqui o sofrimento e a dor que senti nas palavras dela ao vivo, é muito difícil pra mim, só quem já passou é que sabe como é.
Eu acredito que este é o grande tormento de quem espera, decidir se desiste de vez ou continua com esperança.
Eu sinceramente admiro gente que ama assim, tão devotamente outra pessoa. Admiro e respeito, alguém que tem essa força de sentir é proporcionalmente igual na intensidade do amor que dedica a alguém.
A minha idéia sobre o amor é que é diferente e distante de sofrimento, para mim o amor é um presente da vida para alegrar nossa caminhada.
Talvez eu esteja errada, talvez eu nunca tenha amado de verdade, talvez eu nunca tenha encontrado “aquela pessoa”, a tampa, a metade, a alma gêmea, ou sei lá mais o que, ou quem sabe, eu esteja super certa em não trazer mais dor para um mundo que já sofre tanto por razões mais realistas e inevitáveis do que esta.
Quem sabe? Se alguém souber, por favor, me diga!

Mini conto

E só ela sabia que aquilo que os separava era na verdade o que os mantinha tão unidos.
Quando ele quis que ficassem juntos de verdade, ela não conseguiu ficar feliz, nem animada, nem triste, nem confusa, ela ficou estática.
E como se o tempo parasse de seguir, ela lembrou do dia que constatou que o unico cuidado que ela tinha que ter era o de não permitir que o compromisso fizesse com que eles se perdessem um do outro. Ela estava no aeroporto indo para o Tibet para uma viagem de 2 meses a trabalho.
Ele não foi leva-la, não se despediu. Na noite anterior foi como se fosse uma noite qualquer, depois de se amarem, ela foi para casa arrumar as malas, como se fosse encontrá-lo no dia seguinte.
E ali no aeroporto esperando a hora de embarcar, ela sorriu ao pensar que este era o jeito dele dizer, sem ter que dizer, quando você voltar estarei aqui, no mesmo lugar, mas não prometo nada.
E o seu único cuidado era não deixar que ele prometesse o que não poderia cumprir e perderem-se por isso.

Pensamentos desconexos 2, atualização

Eu parei de fumar, mas pego um traguinho de vez em quando.
Eu ainda gosto de vinho, continuo meio índia e preciso emagrecer, mas adoro comer.
Preciso incluir a Daniela K., minha melhor amiga da infância, ela guardava meu diário, tão bem que um dia a mãe dela leu e ficou estarrecida. Bela guardiã, depois disso percebi que segredo mesmo nem diário pode saber. Eu encontrei a Dani pelo orkut, agradeço por isso. Morro de saudade dela.
Eu tenho uma casa bagunçada, e a Cleusa está quase desistindo de mim, (socorro) não faça isso, pleaaaase.
Eu não tenho mais plantas em casa, mas gosto de colocar umas flores para alegrar, minhas fotos já alegram tudo diariamente.
Minha TPM anda parecida com uma onda, vai e voooolta, mas estou tratando antes que os amigos me internem definitivamente.
Não gosto de dizer onde estou, com quem e pra onde vou, isso me irrita.
Eu gosto de adolescentes, desde que bem longe de mim.
Ainda gosto de pimenta e detesto ter que dormir, talvez por isso esteja cansada.
Hoje eu não teria cachorro nem que fosse de pelúcia. Já me bastam os amigos cachorros, uiiii.
A música me deixa feliz.
Eu gosto de cantar para fazer alguém feliz, nem que seja quando eu paro de cantar, o que eu compreendo.
Hoje eu vi pessoas que amo muito e fiquei feliz.
Percebi em mim a rejeição por bajulação, mesmo quando é feita para mim.
Na minha família só tem doido, eu, naturalmente não tenho como ser normal, genética não se discute.
Eu tenho amigos loucos, doentes e fantasiados. Amo todos, são acessórios obrigatórios neste caminhar que é a vida.
Eu tenho desejos que não ouso contar nem para mim mesma.
Não aprendi a tocar violão e o meu ainda está com um amigo me esperando, espero eu.
Eu adoro vento, e na praia, pra variar, vento, chuva e mar, só uma vez por ano.
Eu continuo apaixonada por calcinhas, adorando sorvete e odiando TV.
Minhas amigas são sortidas, variadas, algumas avariadas também, mas todas muito amadas.
Muitas vezes eu acho que nasci no planeta errado e continuo pedindo que a minha nave volte para me buscar.

Bob Marley sabia das coisas!

"A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá-la." 
"A vida é para quem topa qualquer parada. Não para quem pára em qualquer topada."
"Vocês riem de mim por eu ser diferente, e eu rio de vocês por serem todos iguais."
"Preocupe-se mais com a sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é,e a sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, é problema deles."
"Os homens pensam que possuem uma mente, mas é a mente que os possui
Há pessoas que amam o poder, e outras que tem o poder de amar."

"Eu olho para dentro de mim, e não me importo com o que as pessoas fazem ou dizem eu me preocupo só com as coisas certas."
"Sou louco porque vivo em um mundo que não merece minha lucidez."

Estamos é com carência de passear de mãos dadas

Não sei quem escreveu, certamente não foi o Jabor, mas até que gostei das idéias dele, seja lá quem for...

O que temos visto por ai ???
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micro e transparentes.
Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plásticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???
Chegam sozinhas e saem sozinhas...
Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos...
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.
E não é só sexo não!
Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida?
Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama ... sexo de academia . . .
Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos, sem se preocuparem com as posições cabalísticas...
Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega?
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção...
Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós...
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!"
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza"...
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos...
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...
Pra chegar a escrever essas bobagens? (mais que verdadeiras) É preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, famílias preconceituosas...
Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...
Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado...
"Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...
Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...
Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem a ver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida...
E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois....
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza?
Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se é pequeno demais, pra quê pensar nele?"
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...
O que realmente não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in...
Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda na TV, e também na playboy e nos banheiros. Eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos. Gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.
Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"...
Por que ter medo de dizer isso, por que ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo"?
Então, não se importe com a opinião dos outros. Seja feliz!
Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!

Será que é um texto do Arnaldo Jabor mesmo?

Eu recebo vários e-mails com textinhos legais mas de autoria duvidosa, já que vem em nome de gente como Arnaldo Jabor e não retransmito.
Recebi um nos últimos tempos bem legal com autoria de Arnaldo Jabor no Jornal  O dia e resolvi buscar nos jornais onde ele é colunista, ele nunca escreveu o tal texto, nem em O Dia. Como compensação encontrei este abaixo que é de sua coluna no jornal O Tempo, onde ele mesmo fala destes textos e repudia estes e-mails que o colocam como autor.
Eu não publico com o nome do autor se não me certifico que realmente seja dele, não envio e-mail corrente de pedido de socorro, rim ou sangue se não me certifico de que é verdadeiro, não envio promoções do tipo preencha isso e ganhe um laptop porque é tão óbvio que é pura besteira que me assusto vendo gente inteligente enviando isso para a sua lista e entregando meu email de bandeja para spamers. Eu gostaria que todo mundo fizesse o mesmo, assim evitaríamos a proliferação de trotes e de textos propositalmente intitulados por alguém já renomado para distribuição garantida.
Minha sugestão é, na dúvida, retire a autoria, envie o texto como autor desconhecido, garanto que o Mario Prata, Arnaldo Jabor e tantos outros ficariam agradecidos.





Blogs, twitter, Orkut e outros buracos

Não estou no "twitter", não sei o que é o "twitter", jamais entrarei nesse terreno baldio e, incrivelmente, tenho 26 mil "seguidores" no "twitter". Quem me pôs lá? Quem foi o canalha que usou meu nome? Jamais saberei. Vivemos no poço escuro da web. Ou buscamos a exposição total para ser "celebridade" ou usamos esse anonimato irresponsável com o nome dos outros. Tem gente que fala para mim: "Faz um blog, faz um blog!" Logo eu, que já sou um blog vivo, tagarelando na TV, rádio e jornais... Jamais farei um blog, esse nome que parece um coaxar de sapo boi. Quero o passado. Quero o lápis na orelha do quitandeiro, quero o gato do armazém dormindo sobre o saco de batatas, quero o telefone preto, de disco, que não dá linha, em vez dos gemidinhos dos celulares incessantes.
Comunicar o quê? Ninguém tem nada a dizer. Olho as opiniões, as discussões "on line" e só vejo besteira, frases de 140 caracteres para nada dizer. Vivemos a grande invasão dos lugares-comuns, dos uivos de medíocres ecoando asnices para ocultar sua solidão deprimente.
O que espanta é a velocidade da luz para a lentidão dos pensamentos, uma movimentação "em rede" para raciocínios lineares. A boa e velha burrice continua intocada, agora disfarçada pelo charme da rapidez. Antigamente, os burros eram humildes; se esgueiravam pelos cantos, ouvindo, amargurados, os inteligentes deitando falação. Agora não; é a revolução dos idiotas "on line".
Quero sossego, mas querem me expandir, esticar meus braços em tentáculos digitais, meus olhos no "Google" ("goggles" - olhos arregalados) em órbitas giratórias, querem que eu seja ubíquo, quando desejo caminhar na condição de pobre bicho bípede; não quero tudo saber, ao contrário, quero esquecer; sinto que estão criando desejos que não tenho, fomes que perdi. Estamos virando aparelhos; os homens andam como robôs, falam como microfones, ouvem como celulares, não sabemos se estamos com tesão ou se criam o tesão em nós. O Brasil está tonto, perdido entre tecnologias novas cercadas de miséria e estupidez por todos os lados. A tecnociência nos enfiou uma lógica produtiva de fábricas vivas, chips, pílulas para tudo, enquanto a barbárie mais vagabunda corre solta no país, balas perdidas, jaquetas e tênis roubados, com a falsa esquerda sendo pautada pela mais sinistra direita que já tivemos, com o Jucá e o Calheiros botando o Chávez no Mercosul para "talibanizar" de vez a América Latina. Temos de ‘funcionar’ - não de viver. Somos carros, somos celulares, somos circuitos sem pausa. Assistimos a chacinas diárias do tráfico entre chips e "websites".
O leitor perguntará: "Por que esse ódio todo, bom Jabor?" Claro que acho a revolução digital a coisa mais importante dos séculos. Mas estou com raiva por causa dos textos apócrifos que continuam enfiando na internet com meu nome.
Já reclamei aqui desses textos, mas tenho de me repetir. Todo dia surge uma nova besteira, com dezenas de emails me elogiando pelo que eu "não" fiz. Vou indo pela rua e três senhoras me abordam: "Teu artigo na internet é genial! Principalmente quando você escreve: ‘As mulheres são tão cheirosinhas; elas fazem biquinho e deitam no teu ombro...’ "Não fui eu...", respondo. Elas não ouvem e continuam: "Modéstia sua! Finalmente alguém diz a verdade sobre as mulheres! Mandei isso para mil amigas! Adoraram aquela parte: ‘Tenho horror à mulher perfeitinha. Acho ótimo celulite...’" Repito que não é meu, mas elas (em geral barangas) replicam: "Ah... É teu melhor texto..." - e vão embora, rebolando, felizes.
Sei que a internet democratiza, dando acesso a todos para se expressar. Mas a democracia também libera a idiotia. Deviam inventar um "antispam" para bobagens.
Vejam mais o que "eu" escrevi: "As mulheres de hoje lutam para ser magrinhas. Elas têm horror de qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba!..." Luto dia e noite contra cacófatos e jamais escreveria "cós acaba!" Mas, para todos os efeitos, fui eu. Na internet, eu sou amado como uma besta quadrada, um forte asno... (dirão meus inimigos: "Finalmente, ele se encontrou...")
Vejam as banalidades que me atribuem:
"Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!"
Ou: "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!"
Ainda sobre a mulher: "São escravas aparentemente alforriadas numa grande senzala sem grades".
Há um texto bem gay sobre os gaúchos, há mais de um ano. Fui "eu", a mula virtual, quem escreveu tudo isso. E não adianta desmentir.
Esta semana, descobri mais. Há um texto rolando (e sendo elogiado) sobre "ninguém ama uma pessoa pelas qualidades que ela tem" ou outro em que louvo a estupidez, chamado "Seja Idiota!"...
Mas o pior são artigos escritos por inimigos covardes para me sujar.
Há um texto de extrema direita, boçal, xingando os brasileiros, onde há coisas como: "Brasileiro é babaca. Elege para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari. Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira. Brasileiro é vagabundo por excelência. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de R$ 90 mensais para não fazer nada não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo. Noventa por cento de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como ‘aviãozinho’ do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora... O brasileiro merece! É igual a mulher de malandro - gosta de apanhar..."
E o pior é que muita gente me cumprimenta pela "coragem" de ter escrito essa sordidez.
Ou seja: admiram-me pelo que eu teria de pior; sou amado pelo que não escrevi.
Na internet, eu sou machista, gay, idiota, corno e fascista.
É bonito isso?


Publicado em: 03/11/2009
http://www.otempo.com.br/otempo/colunas/?IdColunaEdicao=10007

Pensamento desconexo

É mais fácil culpar o vento pelo caminho errado do que pensar se está remando para o lado certo.
Se você não sabe onde quer chegar provavelmente chegará onde não desejou.

É, e o amor tem dessas coisas...

Vendo uma amiga namorando pelo computador me lembrei da época que eu mesma namorava por telefone, isso faz tanto tempo que nem parece que foi nesta vida.
É interessante a forma que vemos tudo tão mais fácil quando estamos apaixonados.
A sangue frio eu digo, não faria isso comigo, embora já tenha feito neste tempo remoto da minha adolescência, mas eu consigo entender perfeitamente.
Eu já passei horas no telefone, falando nem sei o que, mas ouvindo a voz do outro lado que me deixava feliz, que me dizia coisas doces e apaixonadas, que me fazia rir e até chorar de emoção ou de saudade. É eu realmente entendo a minha amiga.
Ela religiosamente tem um encontro marcado com o homem de sua vida que está a milhares de kilometros distante, e os dois sorriem um para o outro quando a câmera é acionada, eles ficam tão felizes de se verem mesmo que assim por uma câmera, que é impossível não se admirar, é o amor, a tecnologia como unica forma viável de aplacar a saudade que um sente do outro.
É, e o amor tem dessas coisas...
Como ela costuma dizer, nem ela própria se imaginava nesta situação  anos atrás antes de o conhecer.
Eu fico feliz por vê-la tão apaixonada por um homem que visivelmente a ama, logo mais irão se casar e ele pensa em largar tudo lá por causa dela e ela pensa em largar tudo aqui por causa dele.
É, e o amor tem dessas coisas...

Desejos (Victor Hugo) - Faço desses os meus desejos para você


Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga “Isso é meu”,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.

Cinema, eu adoro! 342 filmes de 2009 em 7 minutos

2009 se foi, bem vindo 2010

2009 foi um ano de conhecimento, foi bom.
Ontem enquanto eu dirigia até a casa do meu amigo para jantarmos a ceia da virada, me sentia feliz. Foi um ano realmente bom.
Eu não fiz muitas coisas que me propus, mas fiz outras que nem pensei em fazer.
Em 2009 parei de fumar, escalei o muro para espiar fora do meu jardim tão tranqüilo e descobri que posso sair e voltar sempre que quiser, não preciso escolher um ou outro, posso transitar pelos dois mundos.
Percebi que ao percorrermos uma trilha seja ela para onde for, o caminho deve ser desfrutado, pois muitas vezes o que tiver no fim não é tão bonito quanto a caminhada.
Em 2009 conheci pessoas especiais, umas ficam, outras partem sem data para retorno. Também reconheci pessoas que já passaram pela minha vida, umas se tornaram dispensáveis e outras tão importantes quanto o ar que eu respiro.
Eu estive perto de muitas coisas que vistas de perto não me seduziram e eu deixei passar. Também passei perto de coisas que queria pra mim, mas que não poderia bancar.
Descobri sentimentos novos em pessoas antigas..
Eu também me decepcionei em 2009, com as pessoas que se deixaram levar por sentimentos mesquinhos, por falta de palavra, por falta de honra e honestidade. O ser humano é um mistério, contraditório e imprevisível, muitas vezes.
Fez muito calor em 2009 e eu sofro especialmente com isso, porque sinto muito calor e me sinto quente o tempo todo.
Em 2009 me refresquei com cerveja gelada, água de coco, água, muita água, ventilador, pouca roupa, muitas vezes roupa nenhuma, sorvete e sorvete, beijos  e beijos.
Neste ano vi pessoas boas fazendo coisas não tão legais e percebi que o ser humano é claro e o escuro atuando o tempo todo. O segredo é não estar na linha de tiro, mas é tão difícil! Para isso eu teria que ser muda e não ser tão direta.
Em 2009 eu encontrei a paixão de uma forma tão diferente, uma nova forma de se apaixonar, por coisas e pessoas que não caberiam na forma convencional mesmo. Eu fiquei satisfeita por me apaixonar este ano, fiquei feliz que tenha sido assim e por esta pessoa, foi como uma onda, exatamente como uma onda.
Este ano estive mais próxima dos meus amigos que eu amo demais! Dividi com eles meus momentos malucos, minha TPM, meus pileques e muitas, mas muitas risadas e conversas inesquecíveis.
E eu sou muito grata por eles em minha vida, são como flores em meu jardim.
Em 2010 eu quero muitas repetições, mas quero também coisas novas. Emagrecer, ganhar mais e trabalhar menos, então um emprego novo, quero saúde, quero ver menos o lado negro do ser humano, quero um amor pra recomeçar e continuar amando mesmo quando parecer difícil.
Eu quero construir algo que me orgulhe daqui 5 anos.
Em 2010 eu quero estar sempre com aqueles que são como ar que eu respiro, minha inspiração, minha nutrição, meu chão.
Feliz 2010 para todos, eu sinto que será um ano maravilhoso!