Desapego
"Desapego - Onde há desapego existe a habilidade para soltar. Há também amor e a capacidade de dar aos outros a oportunidade de serem eles mesmos. Minha própria atitude não exerce influencia. Assim os outros têm a chance de se expressar facilmente e naturalmente. Quando sou desapegado também sou amoroso. Com felicidade interior assisto tudo que a vida traz para a vida de cada um. Eu consigo ver as possibilidades internas que cada um tem para se tornar autoconfiante. O verdadeiro desapego dá uma chance aos outros de crescer." Brahma Kumaris
A integridade nossa de cada dia
Relativismo sobre integridade não existe. Integridade é uma daquelas coisas que se é ou não se é.
Um coração íntegro não pode ser corrompido.
É urgente que nos compreendamos, é urgente que saibamos quem somos em toda a nossa complexidade, porque há no coração de cada um de nós, algo tão honesto e íntegro que jamais, mesmo em meio a toda confusão e a todo caos, ainda se mantém inteiro, íntegro, honesto.
É urgente que tenhamos a coragem de olhar para nós mesmos com toda a honestidade e saibamos o que realmente nos habita.
Por todas as relações, que sejam conectadas a partir deste lugar, que não oferece garantias, mas que é permeado pela verdade.
Que assim seja!
OBS: Se você terminou de ler isso e ficou se perguntando o que é ser íntegro nas suas relações, a começar por aquela que você tem com você mesmo... é urgente encontrar um terapeuta e buscar a sua verdade. Se não aconteceu ainda é porque você precisa de ajuda.
Não dá para ser íntegro se você não se conhecer. E só você pode dar este passo.
As facilidades e ferramentas estão por toda parte, mas você precisa querer, e além de querer, não desistir porque nem sempre é gostoso.
Boa sorte.
Uma viagem para contar, retiro nos Andes
A viagem que se faz para dentro de nós mesmos é uma viagem imprevisível e, invariavelmente, carrega dor e delícia. Ela pode se intensificar mil vezes se você estiver cercado pelo vazio, pelo nada, pelo silêncio.
Há muito tempo eu vinha namorando a ideia de fazer um retiro na Cordilheira dos Andes.
A minha amiga e orientadora espiritual já foi doze vezes e dessa vez me disse que já estava na hora de eu me proporcionar essa experiência. Ela é uma pessoa muito especial, que eu tenho a honra de conviver, de ouvir, e principalmente me relacionar. Ela não acredita em outra forma de expansão de consciência e desenvolvimento espiritual que não seja pela experiência direta. Eu concordo plenamente.
As palavras e o entendimento cognitivo podem ensinar, trazer conhecimento, referências, sem dúvida alguma, mas a sabedoria eu só acredito através da experiência direta, seja física ou metafísica.
Práticas na natureza selvagem são as melhores e mais fortes, para mim.
Experiências na natureza são incrivelmente intensas, isso eu posso atestar de corpo e alma, pois a natureza em mim tem um efeito um tanto difícil de explicar. Na natureza eu me restauro, me fortaleço, lembro quem eu sou, me aproprio dos meus talentos, de minha sabedoria interior e desconecto de todo o resto.
Eu tenho a sorte de ter um companheiro que embarca nas minhas missões e loucuras. Eu jamais poderia ir se ele não me apoiasse, afinal foram mais de sete mil kilometros, muita estrada, muito deserto, muita Argentina... muitos povoadinhos, estradas de terra, frio, altitude, banhos frios no frio... Porém, também tivemos muita conversa boa, risadas, música, paisagens maravilhosas, animais que nunca haviamos visto antes, mais risadas, papos sérios e caretas (várias) Puxa vida, foi a melhor viagem da minha vida. Se você quer saber se está com a pessoa certa, caia numa estrada sem fim com ela, vá para lugares onde não haja distrações, sem TV, sem celular, sem pessoas, é sua prova das provas, se o tédio não destruir sua ilusão, significa algo, algo muito bom aconteceu neste encontro.
O céu que vimos no deserto, certamente não veremos em outro lugar, aquele escuro da noite mostra mais estrelas no céu, bem mais estrelas, mais planetas, mais constelações e durante o dia o azul mais lindo que já vi.
Não havia casas, não havia pessoas, não havia antenas, eletricidade, celular, apenas a vida pulsando diante de nós, naquele escuro, naquele silêncio, naquele nada que é tudo.
Saimos de casa no dia 13 de abril e retornamos em 05 de maio com o coração pleno, com muita coisa para integrar, toda a experiência para assimilar...
Logo mais fará dois meses que voltamos e eu ainda estou integrando tudo aquilo que aconteceu lá.
Difícil contar, difícil colocar em palavras tudo que eu senti... eu estou tentando hoje, mas percebo o quanto é difícil...
Ainda me emociono muito ao lembrar.
Estivemos a 4.700 de altitude, isso altera a mente. É uma coisa que recomendo para qualquer pessoa, vá para a altura, se aventure, você terá outra percepção do seu corpo, outro entendimento sobre o funcionamento de sua mente e do quão vulneráveis são os impulsos que a movimentam.
Em alguns momentos eu não conseguia andar, outros não conseguia falar, andar e falar ao mesmo tempo então... nem pensar!
Hoje eu posso entender porque é tão comum ouvir que os religiosos vão para o monte ou para a montanha para orar, meditar, rezar. Que falam com Deus lá no alto.
Realmente nas alturas é mais fácil se conectar com o Divino que há em toda a parte. Isso não significa que somente está lá, de jeito algum, o Divino está em toda a parte. É mais fácil porque estamos mais disponíveis, porque o silêncio e a beleza da natureza são facilitadores, e principalmente porque nós mesmos estamos presentes em nós mesmos, não estamos distraídos.
Você pode chamar de Deus, de Tupã, de Grande Espírito, de Buda, de Krishna, pode chamar do que você quiser, o nome não importa. O que importa, no meu ponto de vida é que você sinta a presença Divina durante todo o tempo entre o abrir e o fechar dos olhos em todos os dias.
E, além disso, confie nesta Inteligência Superior, ela está ai, está aqui e por toda parte, ela está sempre presente.
Há muito tempo eu vinha namorando a ideia de fazer um retiro na Cordilheira dos Andes.
A minha amiga e orientadora espiritual já foi doze vezes e dessa vez me disse que já estava na hora de eu me proporcionar essa experiência. Ela é uma pessoa muito especial, que eu tenho a honra de conviver, de ouvir, e principalmente me relacionar. Ela não acredita em outra forma de expansão de consciência e desenvolvimento espiritual que não seja pela experiência direta. Eu concordo plenamente.
As palavras e o entendimento cognitivo podem ensinar, trazer conhecimento, referências, sem dúvida alguma, mas a sabedoria eu só acredito através da experiência direta, seja física ou metafísica.
Práticas na natureza selvagem são as melhores e mais fortes, para mim.
Experiências na natureza são incrivelmente intensas, isso eu posso atestar de corpo e alma, pois a natureza em mim tem um efeito um tanto difícil de explicar. Na natureza eu me restauro, me fortaleço, lembro quem eu sou, me aproprio dos meus talentos, de minha sabedoria interior e desconecto de todo o resto.
Eu tenho a sorte de ter um companheiro que embarca nas minhas missões e loucuras. Eu jamais poderia ir se ele não me apoiasse, afinal foram mais de sete mil kilometros, muita estrada, muito deserto, muita Argentina... muitos povoadinhos, estradas de terra, frio, altitude, banhos frios no frio... Porém, também tivemos muita conversa boa, risadas, música, paisagens maravilhosas, animais que nunca haviamos visto antes, mais risadas, papos sérios e caretas (várias) Puxa vida, foi a melhor viagem da minha vida. Se você quer saber se está com a pessoa certa, caia numa estrada sem fim com ela, vá para lugares onde não haja distrações, sem TV, sem celular, sem pessoas, é sua prova das provas, se o tédio não destruir sua ilusão, significa algo, algo muito bom aconteceu neste encontro.
O céu que vimos no deserto, certamente não veremos em outro lugar, aquele escuro da noite mostra mais estrelas no céu, bem mais estrelas, mais planetas, mais constelações e durante o dia o azul mais lindo que já vi.
Não havia casas, não havia pessoas, não havia antenas, eletricidade, celular, apenas a vida pulsando diante de nós, naquele escuro, naquele silêncio, naquele nada que é tudo.
Saimos de casa no dia 13 de abril e retornamos em 05 de maio com o coração pleno, com muita coisa para integrar, toda a experiência para assimilar...
Logo mais fará dois meses que voltamos e eu ainda estou integrando tudo aquilo que aconteceu lá.
Difícil contar, difícil colocar em palavras tudo que eu senti... eu estou tentando hoje, mas percebo o quanto é difícil...
Ainda me emociono muito ao lembrar.
Estivemos a 4.700 de altitude, isso altera a mente. É uma coisa que recomendo para qualquer pessoa, vá para a altura, se aventure, você terá outra percepção do seu corpo, outro entendimento sobre o funcionamento de sua mente e do quão vulneráveis são os impulsos que a movimentam.
Em alguns momentos eu não conseguia andar, outros não conseguia falar, andar e falar ao mesmo tempo então... nem pensar!
Hoje eu posso entender porque é tão comum ouvir que os religiosos vão para o monte ou para a montanha para orar, meditar, rezar. Que falam com Deus lá no alto.
Realmente nas alturas é mais fácil se conectar com o Divino que há em toda a parte. Isso não significa que somente está lá, de jeito algum, o Divino está em toda a parte. É mais fácil porque estamos mais disponíveis, porque o silêncio e a beleza da natureza são facilitadores, e principalmente porque nós mesmos estamos presentes em nós mesmos, não estamos distraídos.
Você pode chamar de Deus, de Tupã, de Grande Espírito, de Buda, de Krishna, pode chamar do que você quiser, o nome não importa. O que importa, no meu ponto de vida é que você sinta a presença Divina durante todo o tempo entre o abrir e o fechar dos olhos em todos os dias.
E, além disso, confie nesta Inteligência Superior, ela está ai, está aqui e por toda parte, ela está sempre presente.
Das relações e essas coisas...
Das relações e essas coisas...
Na dúvida, se for ferir, melhor calar.
O que sai pela boca de alguém importante ao nosso coração é matéria de seriedade, de alegria ou de aflição. Que se tenha consciência.
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Na dúvida, se for ferir, melhor calar.
O que sai pela boca de alguém importante ao nosso coração é matéria de seriedade, de alegria ou de aflição. Que se tenha consciência.
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A mentira nossa de cada dia. Que verdade você conta?
Em tempo de fake news, dia da mentira parece até um pleonasmo.
Eu vejo as midias sociais como o maior muro da mentira que já se pode ver, ali, tão exposto, toda ilusão do mundo.
Rostos felizes (?) expondo sorrisos criados a base de antidepressivos e entorpecentes, em alguns casos, ambos.
Não somos perfeitos! Estamos todos muito longe daquela perfeição plástica e esteriotipada das nossas linhas do tempo...
E eu nem acho que deveríamos expor nossas intimidades contando para todo mundo as nossas misérias, não é isso. Penso que não "vender" uma falsa vida já seria o bastante.
A coisa mais intrigante para mim é a vida que todo mundo quer ter, sem contar o milagre que o mundo quer saber.
Qual é a motivação? Para que serve isso?
Eu acho lindo quando alguém resolve publicar como fez tal coisa, porque nisso sim eu consigo ver algo de útil.
Pessoas que fazem viagens incríveis e contam para a gente como conseguiram economizar aqui e ali em trajetos ou acomodações, que compartilham experiências do tipo, "por este caminho eu fui e não funcionou então sugiro que tente outro" ou ainda, "eu fui por ali e funcionou comigo, mas eu tinha um tio naquela cidade que me emprestou o carro"
Porque falar que atravessou o mundo com a grana do carro que vendeu se naverdade, quem ajudou a bancar a viagem foi a mãe, o pai, os irmãos?
Qual o sentido em disseminar uma realidade que nunca existiu?
Eu não entendo...
Não que não existam estas pessoas, claro que existem. Eu já conheci pessoalmente algumas. Pessoas que fazem viagens incríveis porque optam por comer 4 maçãs por dia durante a viagem, sem problema algum nisso, acho sensacional. O problema para mim é a pessoa comer maça por 29 dias e no jantar de despedida, no trigesimo dia fotografar a lagosta no por do sol, como se assim tivessem sido todas as suas refeições.
A mesma lógica eu vejo na filosofia de vida "natural e simples" do hippie-chic-yogui-vegano pseudo auto sustentável, mas sustentado por algum capitalista, "escravo do sistema". A pessoa é toda trabalhada no dialética comunitária de uma sociedade alternativa e abomina estar no sistema capitalista, mas recebe de bom grado a mesada do pai, mãe, irmã, ex companheiro que vive aquela vida "insana".
Ainda não vi um contra-sistema recusar financiamento que veio da mão de um "entregue ao sistema" com a dignidade de quem recusa dinheiro que não vem abençoado por um sistema financeiro alinhado com sua filosofia de vida.
Seria bem simples. Reflita: Eu aceitaria um dinheiro que veio do tráfico?
Deveria ser igual, se no discurso da pessoa, permanecer no sistema capitalista, como um empregado CLT que tem que ficar 8 horas dentro de um escritório, for tão terrível assim.
A mentira nossa de cada dia, vem embrulhada da hipocrisia nossa de cada dia.
"Eu não concordo com este sistema, mas aceito ser sustentado por alguém de dentro dele."
A mentira nossa de cada dia normalmente contamos para nós mesmos. E muitas, eu diria até a maioria delas, contamos para nos convencer, para validar uma ilusão, para alimentar uma fantasia.
Veja, me incluo nessa. Quem nunca?
É a falta de contato comigo mesmo que me afasta das minhas verdades. É o excesso de barulho que não me permite ouvir a voz que vem de dentro. É o excesso de atividades, de distrações que não me deixam espaço para ver o que vai dentro de mim, no meu coração. É tanta coisa para fazer que não dá tempo... temos a desculpa tão perfeita quanto esfarrapada.
Outro dia me surpreendi com a separação de um casal por quem eu nutro muito afeto. Pensei comigo: "mas semana passada estavam postando declarações de amor, como assim separação agora..."
É assim mesmo que acontece, parece que vão postando para tentar se convencer e na ânsia tentam convencer aos outros, para quem sabe, os outros os convencer de que está tudo bem... mas não param para se olhar nos olhos e investigar onde foi que se perderam, onde estavam quando tudo aquilo ruiu, se ainda dá para resgatar, se vale a pena dedicar algum tempo em reconstruir algo novo...
Então hoje, só para variar, 1o de abril. Que verdade você conta?
Eu vejo as midias sociais como o maior muro da mentira que já se pode ver, ali, tão exposto, toda ilusão do mundo.
Rostos felizes (?) expondo sorrisos criados a base de antidepressivos e entorpecentes, em alguns casos, ambos.
Não somos perfeitos! Estamos todos muito longe daquela perfeição plástica e esteriotipada das nossas linhas do tempo...
E eu nem acho que deveríamos expor nossas intimidades contando para todo mundo as nossas misérias, não é isso. Penso que não "vender" uma falsa vida já seria o bastante.
A coisa mais intrigante para mim é a vida que todo mundo quer ter, sem contar o milagre que o mundo quer saber.
Qual é a motivação? Para que serve isso?
Eu acho lindo quando alguém resolve publicar como fez tal coisa, porque nisso sim eu consigo ver algo de útil.
Pessoas que fazem viagens incríveis e contam para a gente como conseguiram economizar aqui e ali em trajetos ou acomodações, que compartilham experiências do tipo, "por este caminho eu fui e não funcionou então sugiro que tente outro" ou ainda, "eu fui por ali e funcionou comigo, mas eu tinha um tio naquela cidade que me emprestou o carro"
Porque falar que atravessou o mundo com a grana do carro que vendeu se naverdade, quem ajudou a bancar a viagem foi a mãe, o pai, os irmãos?
Qual o sentido em disseminar uma realidade que nunca existiu?
Eu não entendo...
Não que não existam estas pessoas, claro que existem. Eu já conheci pessoalmente algumas. Pessoas que fazem viagens incríveis porque optam por comer 4 maçãs por dia durante a viagem, sem problema algum nisso, acho sensacional. O problema para mim é a pessoa comer maça por 29 dias e no jantar de despedida, no trigesimo dia fotografar a lagosta no por do sol, como se assim tivessem sido todas as suas refeições.
A mesma lógica eu vejo na filosofia de vida "natural e simples" do hippie-chic-yogui-vegano pseudo auto sustentável, mas sustentado por algum capitalista, "escravo do sistema". A pessoa é toda trabalhada no dialética comunitária de uma sociedade alternativa e abomina estar no sistema capitalista, mas recebe de bom grado a mesada do pai, mãe, irmã, ex companheiro que vive aquela vida "insana".
Ainda não vi um contra-sistema recusar financiamento que veio da mão de um "entregue ao sistema" com a dignidade de quem recusa dinheiro que não vem abençoado por um sistema financeiro alinhado com sua filosofia de vida.
Seria bem simples. Reflita: Eu aceitaria um dinheiro que veio do tráfico?
Deveria ser igual, se no discurso da pessoa, permanecer no sistema capitalista, como um empregado CLT que tem que ficar 8 horas dentro de um escritório, for tão terrível assim.
A mentira nossa de cada dia, vem embrulhada da hipocrisia nossa de cada dia.
"Eu não concordo com este sistema, mas aceito ser sustentado por alguém de dentro dele."
A mentira nossa de cada dia normalmente contamos para nós mesmos. E muitas, eu diria até a maioria delas, contamos para nos convencer, para validar uma ilusão, para alimentar uma fantasia.
Veja, me incluo nessa. Quem nunca?
É a falta de contato comigo mesmo que me afasta das minhas verdades. É o excesso de barulho que não me permite ouvir a voz que vem de dentro. É o excesso de atividades, de distrações que não me deixam espaço para ver o que vai dentro de mim, no meu coração. É tanta coisa para fazer que não dá tempo... temos a desculpa tão perfeita quanto esfarrapada.
Outro dia me surpreendi com a separação de um casal por quem eu nutro muito afeto. Pensei comigo: "mas semana passada estavam postando declarações de amor, como assim separação agora..."
É assim mesmo que acontece, parece que vão postando para tentar se convencer e na ânsia tentam convencer aos outros, para quem sabe, os outros os convencer de que está tudo bem... mas não param para se olhar nos olhos e investigar onde foi que se perderam, onde estavam quando tudo aquilo ruiu, se ainda dá para resgatar, se vale a pena dedicar algum tempo em reconstruir algo novo...
Então hoje, só para variar, 1o de abril. Que verdade você conta?
Meu refúgio
Todo mundo deveria ter um lugar onde pudesse ser acolhido, escutado e aceito. Um lugar onde se sentisse seguro para se investigar, se desconstruir, silenciar e se aceitar. Um pedaço de chão onde pudesse sentir a força do Divino, da Mãe Terra reverberando dentro de si. Um lugar de abraços honestos, olhares sinceros e corações abertos para onde pudesse ir. Todos nós merecemos passear por lugares de paz. No Tao Tien eu encontrei uma família, muito amor, práticas e desafios incontáveis, muita risada e sabedoria compartilhada. Tenho tanta gratidão por este lugar, por essa família, por estes guardiões e cuidadores, que uma vida não basta para agradecer
Uma reflexão sobre distorsões
A gente precisa urgentemente abrir a mente para desenvolver formas novas de se relacionar (com tudo) e perceber que copiar as “velhas” fórmulas e transvesti-las de outros nomes não as torna menos nefastas. Distorções de significados e atitudes distorcidas não se tornam nobres só porque o “novo” nome está pegando carona em causas nobres.
Precisamos ficar atentas e atentos as nossas atitudes e aos nossos vieses enrustidos e/ou inconscientes e mais do que nunca, perceber quando algo nebuloso precisa ser validado com um nome bonito para que “pareça” justificável e não somente a repetição de um padrão que não traz benefício concreto as nossas relações, nem nunca trouxe, em tempo algum.
É tempo de repersarmos se uma mentira em troca de lealdade é justificável. É tempo de refletirmos se o tal corporativismo masculino já não fez estragos suficentes a ponto de não ser desejado pela mulheres.
Já ouvi algumas vezes que as mulheres tinham alguma inveja do corporativismo masculino. Frases do tipo: Os homens são unidos e as mulheres não; Os homens são leais e as mulheres se traem; Os homens se protegem e as mulheres competem entre si; São frases fáceis de encontrar em textos que tratam da competitividade feminina.
Existe algo bem nefasto no corporativismo masculino, que tem a ver com o quanto eles são cúmplices, o quanto se protegem ao acorbertarem suas mentiras, suas pequenas escapadelas. Parece que existe mesmo um acordo velado entre eles, uma espécie de código de honra, não sei...
Eu não invejo a lealdade dos ladrões, dos piratas ou dos mentirosos. Simplesmente não quero fazer parte de mentiras, seja por uma boa causa, seja por corporativismo, seja por sororidade. Uma mentira é uma mentira mesmo que você a transvista de um nome nobre.
Tive que refletir sobre isto nesta semana. Uma mulher me pediu para mentir para o meu companheiro para poder me encontrar com ela sem que ele soubesse, foi um pedido claro, não deixou dúvidas, apesar de não deixar claro o motivo e nem qual seria o assunto exatamente. E na hora eu respondi que tudo bem. Por considerar a privacidade dela e pensar em sororidade eu confesso que não vi nenhum mal na hora, mas depois me vi refletindo em qual das duas atitudes de fato poderia corromper meu coração. Quando eu disse a ela que não diria para ele, eu realmente não tinha pensando no quanto isso seria uma falta de lealdade com ele, olhar no olho de alguém e mentir definitivamente não é uma coisa que agrada meu coração.
Foi quando estavamos frente a frente e ele me perguntou que eu me dei conta, "porque eu tenho que mentir para ele? Em nome de que?" Por que uma mentira é necessária e justificável?
Não há resposta que satisfaça meu coração. Qualquer coisa que comece com uma mentira não está certa. Talvez haja alguma justificativa na guerra, na resistência, na revolução, no mundo dos negócios, não sei dizer ao certo. O que eu sei dizer com toda a reflexão pela qual me submeti, é que se as mulheres repetirem os mesmos comportamentos dos homens este mundo não vai mudar, só vai mudar de mão, mas continuará o mesmo.
Feminismo para mim não tem nada a ver com mulheres se comportando como homens, feminismo para mim tem a ver com mulheres se comportando com quiserem, com liberdade. E tanto homens quanto mulheres não tem direito de utilizar a palavra lealdade para fazer da mentira algo aceitável ou bonito, porque não é. Bonito é a gente poder agir com transparência, com verdade e pensar em nossa atitudade baseada em honestidade, clareza e em não causar dano a qaulquer ser humano, independente do seu genero.
O meu desejo para o movimento feminista, do qual me considero parte, é que não se cometam os mesmos erros do patriarcado, que todos possam se beneficiar da liberdade, incluindo ai dizer a verdade, porque mentir para fazer algo pressupõe que ela não exista.
Precisamos ficar atentas e atentos as nossas atitudes e aos nossos vieses enrustidos e/ou inconscientes e mais do que nunca, perceber quando algo nebuloso precisa ser validado com um nome bonito para que “pareça” justificável e não somente a repetição de um padrão que não traz benefício concreto as nossas relações, nem nunca trouxe, em tempo algum.
É tempo de repersarmos se uma mentira em troca de lealdade é justificável. É tempo de refletirmos se o tal corporativismo masculino já não fez estragos suficentes a ponto de não ser desejado pela mulheres.
Já ouvi algumas vezes que as mulheres tinham alguma inveja do corporativismo masculino. Frases do tipo: Os homens são unidos e as mulheres não; Os homens são leais e as mulheres se traem; Os homens se protegem e as mulheres competem entre si; São frases fáceis de encontrar em textos que tratam da competitividade feminina.
Existe algo bem nefasto no corporativismo masculino, que tem a ver com o quanto eles são cúmplices, o quanto se protegem ao acorbertarem suas mentiras, suas pequenas escapadelas. Parece que existe mesmo um acordo velado entre eles, uma espécie de código de honra, não sei...
Eu não invejo a lealdade dos ladrões, dos piratas ou dos mentirosos. Simplesmente não quero fazer parte de mentiras, seja por uma boa causa, seja por corporativismo, seja por sororidade. Uma mentira é uma mentira mesmo que você a transvista de um nome nobre.
Tive que refletir sobre isto nesta semana. Uma mulher me pediu para mentir para o meu companheiro para poder me encontrar com ela sem que ele soubesse, foi um pedido claro, não deixou dúvidas, apesar de não deixar claro o motivo e nem qual seria o assunto exatamente. E na hora eu respondi que tudo bem. Por considerar a privacidade dela e pensar em sororidade eu confesso que não vi nenhum mal na hora, mas depois me vi refletindo em qual das duas atitudes de fato poderia corromper meu coração. Quando eu disse a ela que não diria para ele, eu realmente não tinha pensando no quanto isso seria uma falta de lealdade com ele, olhar no olho de alguém e mentir definitivamente não é uma coisa que agrada meu coração.
Foi quando estavamos frente a frente e ele me perguntou que eu me dei conta, "porque eu tenho que mentir para ele? Em nome de que?" Por que uma mentira é necessária e justificável?
Não há resposta que satisfaça meu coração. Qualquer coisa que comece com uma mentira não está certa. Talvez haja alguma justificativa na guerra, na resistência, na revolução, no mundo dos negócios, não sei dizer ao certo. O que eu sei dizer com toda a reflexão pela qual me submeti, é que se as mulheres repetirem os mesmos comportamentos dos homens este mundo não vai mudar, só vai mudar de mão, mas continuará o mesmo.
Feminismo para mim não tem nada a ver com mulheres se comportando como homens, feminismo para mim tem a ver com mulheres se comportando com quiserem, com liberdade. E tanto homens quanto mulheres não tem direito de utilizar a palavra lealdade para fazer da mentira algo aceitável ou bonito, porque não é. Bonito é a gente poder agir com transparência, com verdade e pensar em nossa atitudade baseada em honestidade, clareza e em não causar dano a qaulquer ser humano, independente do seu genero.
O meu desejo para o movimento feminista, do qual me considero parte, é que não se cometam os mesmos erros do patriarcado, que todos possam se beneficiar da liberdade, incluindo ai dizer a verdade, porque mentir para fazer algo pressupõe que ela não exista.
Parábola - Jogue a vaquinha do precipício!
Era uma vez, numa terra distante, um sábio chinês e seu discípulo. Certo dia, em suas andanças, avistaram ao longe um casebre. Ao se aproximar, notaram que, a despeito da extrema pobreza do lugar, a casinha era habitada. Naquela área desolada, sem plantações e sem árvores, viviam um homem, uma mulher, seus três filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada. Com fome e sede, o sábio e o discípulo pediram abrigo por algumas horas. Foram bem recebidos. A certa altura, enquanto se alimentava, o sábio perguntou:
“Este é um lugar muito pobre, longe de tudo. Como vocês sobrevivem?”
“O senhor vê aquela vaca? Dela tiramos todo o nosso sustento”, disse o chefe da família. Ela nos dá leite, que bebemos e também transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos o leite e o queijo por outros alimentos. É assim que vivemos.
O sábio agradeceu a hospitalidade e partiu. Nem bem fez a primeira curva da estrada, disse ao discípulo:
“Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá pra baixo.”
O discípulo não acreditou.
“Não posso fazer isso, mestre! Como pode ser tão ingrato? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se eu jogá-la no precipício, eles não terão como sobreviver. Sem a vaca, eles morrem!”
O sábio, como convém aos sábios chineses, apenas respirou fundo e repetiu a ordem:
“Vá lá e empurre a vaca no precipício.”
Indignado, porém, resignado, o discípulo voltou ao casebre e, sorrateiramente, conduziu o animal até a beira do abismo e o empurrou. A vaca, previsivelmente, estatelou-se lá embaixo.
Alguns anos se passaram e durante esse tempo o remorso nunca abandonou o discípulo. Num certo dia de primavera, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. Queria ver o que tinha acontecido com a família, ajudá-la, pedir desculpas, reparar seu erro de alguma maneira. Ao fazer a curva da estrada, não acreditou no que seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com muitas árvores, piscina, carro importado na garagem, antena parabólica. Perto da churrasqueira, estavam três adolescentes robustos, comemorando com os pais a conquista do primeiro milhão de dólares. O coração do discípulo gelou. O que teria acontecido com a família? Decerto, vencidos pela fome, foram obrigados a vender o terreno e ir embora. Nesse momento, pensou o aprendiz, devem estar mendigando em alguma cidade. Aproximou-se, então, do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá havia alguns anos.
“Claro que sei. Você está olhando para ela”, disse o caseiro, apontando as pessoas ao redor da churrasqueira.
Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e, chegando perto da piscina, reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte e altivo, a mulher mais feliz, as crianças, que haviam se tornado adolescentes saudáveis. Espantado, dirigiu-se ao homem e disse:
“Mas o que aconteceu? Eu estive aqui com meu mestre uns anos atrás e este era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar tanto de vida em tão pouco tempo?”
O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu:
“Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos nosso sustento. Era tudo o que possuíamos. Mas, um dia, ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes.
(Autor desconhecido)
Quantas vezes ficamos de vaquinha em vaquinha, dando desculpas esfarrapadas para não construir algo novo em nossa vida?
Preste atenção as suas justificativas, elas podem ser a vaquinha que você precisa jogar no precipício.
Sobre conexão e empatia
Ouvindo uma palestra do Marshall Rosenberg (Comunicação não Violenta) sobre empatia, me vieram algumas reflexões sobre reações, sobre ego, sobre defesa, sobre conexão, aos poucos vou tentar escrever sobre tudo isso.
Quando você está numa discussão, como e com o que é a sua conexão? Você já parou para perceber? Não responda rápido! Inspire profundamente antes...
Somos treinados durante toda a vida para sermos automatizados, inconscientemente, estamos programados para não nos conectarmos verdadeiramente uns com os outros. Então diante de um embate, debate ou discussã, nós buscamos a nossa defesa, ou a correção do que o outro disse, ou até validar o passado.
Não sabemos nos conectar com verdadeira empatia às necessidades da outra pessoa, ou às nossas. Não sabemos ouvir sem julgar, não sabemos dar espaço para o outro se expressar integralmente, não sabemos como ficar na zona de desconforto que a expressão desesperada do sofrimento do outro nos causa.
E, invariavelmente ao se relacinar a gente vai conviver e encarar o sofrimento daquela pessoa. É urgente desenvolver a comunicação não violenta.
De boas intenções e inabilidades são feitas as violências sutis nossas de cada dia.
Minha reflexão é sobre mim mesma, mas inclui um convite a você, para auto observação e auto análise, uma investigação profunda e honesta neste impulso "inconsciente" de se sobressair ou se defender perante uma conversa mais acalorada.
Quando você está numa discussão, como e com o que é a sua conexão? Você já parou para perceber? Não responda rápido! Inspire profundamente antes...
Somos treinados durante toda a vida para sermos automatizados, inconscientemente, estamos programados para não nos conectarmos verdadeiramente uns com os outros. Então diante de um embate, debate ou discussã, nós buscamos a nossa defesa, ou a correção do que o outro disse, ou até validar o passado.
Não sabemos nos conectar com verdadeira empatia às necessidades da outra pessoa, ou às nossas. Não sabemos ouvir sem julgar, não sabemos dar espaço para o outro se expressar integralmente, não sabemos como ficar na zona de desconforto que a expressão desesperada do sofrimento do outro nos causa.
E, invariavelmente ao se relacinar a gente vai conviver e encarar o sofrimento daquela pessoa. É urgente desenvolver a comunicação não violenta.
De boas intenções e inabilidades são feitas as violências sutis nossas de cada dia.
Minha reflexão é sobre mim mesma, mas inclui um convite a você, para auto observação e auto análise, uma investigação profunda e honesta neste impulso "inconsciente" de se sobressair ou se defender perante uma conversa mais acalorada.
“Todo ato violento é uma expressão trágica de uma necessidade não atendida” Marshall Rosemberg
No amor, tecemos juntos
O amor também é um tecer gentil e afetuoso da vida compartilhada. E é verdade aquilo que já disseram, se expressa nos detalhes.
Eu estava indo para casa e pensando em como comecei meu dia. O abraço ao acordar, o pedido da toalha que eu esqueci de pegar quando fui tomar banho, o café que me foi dado para tirar a preguiça, o bom dia e o abraço bem abraçado que recebi antes de seguir para o escritório.
Recebi tanto carinho na atenção as minhas necessidades que nem o trânsito caótico conseguiu me tirar daquele estado de plenitude em que eu me encontrava. Estava em paz, e apesar de ter que ir para o trabalho, apesar de todas as atividades que exerci naquele dia, algumas até desconfortáveis, apesar disso tudo, até a volta para aquele abraço, meu coração sustentou o sentimento, amar sendo amada.
O cuidado tão carinhoso que recebo todos os dias faz minha vida mais fácil, mais leve e mais confiante. Eu me sinto segura, sinto que posso amar sem medo, sinto que estou acompanhada, amparada. E é uma das melhores sensações para sentir.
Não significa perfeição, não significa que não há desafios, não significa que existe alguma garantia sobre o futuro.
Significa apenas que hoje aquele colo é o melhor lugar do mundo. E, diante dessa segurança surge o espaço para outros desafios como o de me conhecer mais profundamente, permite o desabrochar de outras habilidades, sobra energia para minhas buscas e aprendizados.
E nasce em mim uma imensa gratidão.
A LINHA E O LINHO - Gilberto Gil
É a sua vida que eu quero bordar na minha
Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
E a agulha do real nas mãos da fantasia
Fosse bordando ponto a ponto nosso dia-a-dia
E fosse aparecendo aos poucos nosso amor
Os nossos sentimentos loucos, nosso amor
O zig-zag do tormento, as cores da alegria
A curva generosa da compreensão
Formando a pétala da rosa da paixão sua vida o meu caminho, nosso amor
Você a linha e eu o linho, nosso amor
Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa
Reproduzidos no bordado
A casa, a estrada, a correnteza
O sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza
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Eu estava indo para casa e pensando em como comecei meu dia. O abraço ao acordar, o pedido da toalha que eu esqueci de pegar quando fui tomar banho, o café que me foi dado para tirar a preguiça, o bom dia e o abraço bem abraçado que recebi antes de seguir para o escritório.
Recebi tanto carinho na atenção as minhas necessidades que nem o trânsito caótico conseguiu me tirar daquele estado de plenitude em que eu me encontrava. Estava em paz, e apesar de ter que ir para o trabalho, apesar de todas as atividades que exerci naquele dia, algumas até desconfortáveis, apesar disso tudo, até a volta para aquele abraço, meu coração sustentou o sentimento, amar sendo amada.
O cuidado tão carinhoso que recebo todos os dias faz minha vida mais fácil, mais leve e mais confiante. Eu me sinto segura, sinto que posso amar sem medo, sinto que estou acompanhada, amparada. E é uma das melhores sensações para sentir.
Não significa perfeição, não significa que não há desafios, não significa que existe alguma garantia sobre o futuro.
Significa apenas que hoje aquele colo é o melhor lugar do mundo. E, diante dessa segurança surge o espaço para outros desafios como o de me conhecer mais profundamente, permite o desabrochar de outras habilidades, sobra energia para minhas buscas e aprendizados.
E nasce em mim uma imensa gratidão.
A LINHA E O LINHO - Gilberto Gil
É a sua vida que eu quero bordar na minha
Como se eu fosse o pano e você fosse a linha
E a agulha do real nas mãos da fantasia
Fosse bordando ponto a ponto nosso dia-a-dia
E fosse aparecendo aos poucos nosso amor
Os nossos sentimentos loucos, nosso amor
O zig-zag do tormento, as cores da alegria
A curva generosa da compreensão
Formando a pétala da rosa da paixão sua vida o meu caminho, nosso amor
Você a linha e eu o linho, nosso amor
Nossa colcha de cama, nossa toalha de mesa
Reproduzidos no bordado
A casa, a estrada, a correnteza
O sol, a ave, a árvore, o ninho da beleza
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“É preciso saber aguardar a simplicidade dos fatos” Simone de Beauvoir
Ela sempre virá. Não se desespere, não se deixe levar pela ansiedade, nem pleo desânimo.
A simplicidade dos fatos pode ser lembrada em cada vez que vã ansiedade que eu tive por coisas que revendo hoje, não significam nada.
Melhor aprender com as experiências e o passado no fim, só serve para isso. Lembrar que tudo é impermanente, transitório e que é por isso mesmo que temos que cuidar de cada momento, pois é único.
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Meus desejos para você
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"Que a sua luz brilhe e se espalhe a ponto de estimular e inspirar outras pessoas;
Que você perceba e reconheça seus talentos; e saiba valorizar o talento dos que te cercam com o entusiamo e reconhecimento também;
Que a sua criatividade e trabalho produza sua prosperidade e a conduza para outros;
Que a sabedoria essencial se manifeste a cada decisão a ser tomada;
Que a compaixão e a empatia brotem e se expandam em seu coração;
E que você tenha sempre, ao seu redor, outros seres, para compartilhar do amor e dos seus tesouros; mas principalmente que estes seres sejam generosos quando sua sombra, suas necessidades ou seu inconsciente tomarem conta das suas atitudes, porquê nenhum de nós está imune;
A vida é um sopro, vá sim atrás dos seus amigos, da sua família, das pessoas que preenchem seu coração com a própria presença; Pratique a companhia, sempre tem alguém precisando de um sorriso, uma caminhada ou uma escuta generosa, seja essa pessoa para os outros, nós não temos habilidade de saber o tamanho da dor que cada um carrega secretamente, então sejamos gentis com todos; menos conselhos e julgamentos e mais abraços, chá e “ eu vou no mercado pra você “ - é disso que estou falando, para que não haja dúvida." Paulinha Costa
Das relações e suas utilidades
Há tantas manifestações incríveis neste planeta, tantas que parece que uma vida é pouco para se ver tudo;
A força da natureza e sua criatividade parecem infinitas, magníficas e milagrosas.Nós, os seres humanos somos parte desta manifestação grandiosa, não somos exploradores autorizados.A natureza não existe para servir ao ser humano.
É a cultura interna e pessoal de tratar as relações como funcionais, servis e utilitárias que fazem do ser humano um explorador. A mesma consciência em todas as relações, sejam elas humanas ou com a natureza, o lugar onde vive, onde quer que esteja.
“Você se dá conta que a vida não está para te servir, que as pessoas não estão para te dar prazer e nem que a terra e suas lindas partes tampouco estão para te dar coisa alguma...mas isto só acontece quando você já cansou de brincar no parquinho de diversões...enquanto isso a energia distrai e a musica toca ao play.cada tempo à sua coisa ou vice versa.” Por Carla Sanches
É como um explorador, se estabelece, até tirar tudo que parecer lucrativou ou útil e abandona quando aquilo, aquela, aquele já não lhe dá lucro, utilidade ou lhe serve.
“Você ter utilidade pra alguém é uma coisa muito cansativa. Ta certo, realiza. Humanamente falando é interessante você saber fazer as coisas, mas eu acredito que a utilidade é um território muito perigoso, porque muitas vezes a gente acha que o outro gosta da gente, mas não. Ele ta interessado naquilo que a gente faz por ele. E é por isso que a velhice é esse tempo que passa a utilidade e aí fica só o seu significado como pessoa. Eu acho que é um momento que a gente purifica, né? É o momento em que a gente vai ter a oportunidade de saber quem nos ama de verdade. Porque só nos ama / só vai ficar até o fim, aquele que depois da nossa utilidade, descobrir o nosso significado. Por isso eu sempre peço a Deus, sabe? Sempre faço à Ele, a oração D’Ele. Poder envelhecer ao lado das pessoas que me amem. Aquelas pessoas que possam me proporcionar a tranquilidade, né.. De ser inútil, mas ao mesmo tempo, sem perder o valor. Quando eu viver aquela fase na vida: põe o Pe. Fábio no sol… Tira o Pe. Fábio do sol… Aí eu peço à Deus sempre a graça de ter quem me coloque ao sol, mas sobretudo, alguém que venha me tirar depois. Alguém que saiba acolher a minha inutilidade. Alguém que olhe pra mim assim, que sabe / que possa saber que eu não sirvo pra muita coisa, mas que eu continuo tendo meu valor. Porque a vida é assim, minha gente, fique esperto, viu? Se você quiser saber se o outro te ama de verdade, é só identificar se ele seria capaz de tolerar a sua inutilidade. Quer saber se você ama alguém? pergunte a si mesmo: quem nessa vida já pode ficar inútil pra você, sem que você sinta o desejo de jogá-lo fora? É assim que descobrimos o significado do amor. Só o amor nos dá condições de cuidar do outro até o fim. Por isso eu digo: feliz aquele que tem ao final da vida, a graça de ser olhado nos olhos e ouvir a fala que diz: “você não serve pra nada, mas eu não sei viver sem você”.”Pe. Fábio de Mello"
Sempre podemos escolher que papel queremos exercer neste tempo-espaço em que a vida se manisfesta através de nós.
Um explorador, apenas não seja este.
Mesmo que não possa ser um cuidador, mesmo que não possa ser um criador, mesmo tenha que aprender a ser algo diferente, só não seja um explorador, porque isso é muito primitivo e a natureza do ser humano é a evolução. A repetição é um grande limitador de nossa capacidade criativa e evolutiva.
E a exploração já fez seu papel na era primitiva desta existência terrena, é só observar a história da humanidade para se certificar disso.
Importante salientar, tudo é relação, você se relaciona
Amar é a forma mais sublime de aceitação
"Quando nós desejamos mudar alguém é porque não amamos esse que já existe. Amor nenhum sobrevive à imposição. Mas se eu te disser “defina o amor em apenas uma palavra”, qual seria?
Amar é a forma mais sublime de aceitação. Portanto, amar é aceitar. Amar é deixar uma pessoa existir como ela é, seja do jeito que for. Quem ama não necessariamente gosta de tudo em alguém. Aliás, é mais provável que odeie boa parte do que ela faz, e ainda assim continue amando. Amar é respeitar a opinião alheia e entender que cada pessoa é um indivíduo pensante, com seus gostos, preferências e manias. Quem ama aceita, inclusive os defeitos e as fraquezas. O amor é resiliente."
Por Karen Curi na Revista Bula
Graças a vida, graças ao ano.
2017 acabou e eu não escrevi meu balanço anual.
Estive mais fora da internet, pratiquei a desconexão tecnológica e ganhei mais presença na vida analógica.
Eu sempre termino o ano achando que foi o melhor ano da vida e este não foi diferente. Minha gratidão a este ano que me trouxe o amor, a força, a prosperidade como consequência do equilíbrio no consumo, nos desejos e na atenção e distinção com o que é necessário e o que é desejo.
A vida teve seus desafios, claro, nem tudo foi um mar de rosas,porém ficaram belos ensinamentos destes desafios que cumpriram bem sua missão.
Eu ainda tenho tanto para aprender, tanto que me sinto ainda engatinhando.
Ainda me afeta a ignorância na convivência. Ainda eu mesma sou assolada pela minha própria ignorância. Ainda fico pausada na incompreensão.
Continuo aberta e disponível para o mistério da vida, para o propósito e para a maturidade se manifestarem.
O amor chegou com a paz e a segurança, com a música, com a poesia, com a benção das forças da Natureza, da Criação e da Espiritualidade, um encontro necessário e repleto de alegria, de energia, de carinho.
Com isso veio também uma conexão maior com a família e a aspiração de que todo mundo sinta esta paz no coração. Paz no amor, amor na paz.
Feliz 2018 para você, sua família e para todos os seres que você ama e se conecta.
Que a sua felicidade e sua benignidade sirva de inspiração para todos os que passarem pelo seu caminho. Que a sua luz brilhe, que seus talentos aflorem e sua prosperidade se manifeste em todos os setores de sua vida. Que assim seja!
"Que você encontre a felicidade
Se liberte do sofrimento
Encontre as causas da felicidade
Se liberte das causas do sofrimento
Se purifique de todo karma
Encontre a lucidez
Possa de fato beneficiar os seres
E veja nisso a fonte de toda alegria, felicidade e energia"
Encontre as causas da felicidade
Se liberte das causas do sofrimento
Se purifique de todo karma
Encontre a lucidez
Possa de fato beneficiar os seres
E veja nisso a fonte de toda alegria, felicidade e energia"
Metabavana - Uma prática budista para beneficiarmos os seres, , nós mesmos, amigos, pessoas em dificuldade de quaisquer ordem, e especialmente para quem não temos um bom relacionamento. Pode ser repetida várias vezes em qualquer situação, não precisa estar em postura de meditação.
Do amor eu só quero proximidade
Meritocracia e amor não formam um bom par... amor não faz por merecer, amor é desinteressado. Não espere que seu amor faça ou desfaça nada... se existe muita expectativa, chame isso de desejo, de paixão, de posse, de qualquer outra coisa, menos de amor.
Do amor eu só espero proximidade...
e quando for
que vá sorrindo e deixando saudade
sem rimar amor com dor
sem essa de cara metade
romantismo tem rima pobre
confunde ouro com cobre
pega algo tão humilde
e tenta por pose de nobre
Nem toda rima combina
nem toda metáfora presta
se o amor é vivido sem festa
lamentado a cada esquina
é porque esse egão não merece
tenta,
tanto,
mas não esquece
Do amor eu só espero proximidade...
e quando for
que vá sorrindo e ensinando humildade
De Henrique Fogli
sobre estar junto
Coisa rica é isso de se estar junto.
Ando muito acompanhada, de um jeito que já nem lembrava mais como era. De um jeito que me fazia temer. De um jeito que não me via mais fazendo. De um jeito antiquado até...
Ele gosta de andar junto, gosta de fazer as coisas junto, dormir junto, comer junto, e todas essas coisas que os casais fazem juntos.
Eu estou aprendendo e curtindo cada experiência. Parece que estou namorando pela primeira vez. Deve ser resultado destas terapias e vivências para desconstrução que eu fiz aos montes...
Tem sido bom isso. Estou feliz como quem vai para um país novo, aprendendo a linguagem, descobrindo os lugares bonitos, apreciando o alimento.
Coisa bonita é essa jornada de relacionamento se darmos as mãos com confiança.
Sorte é amar alguém que ama você do jeito que você sabe entender e que ao mesmo tempo que você, quer estar junto para que juntos vocês possam desbravar a vida.
É muita sorte a minha!
Ando muito acompanhada, de um jeito que já nem lembrava mais como era. De um jeito que me fazia temer. De um jeito que não me via mais fazendo. De um jeito antiquado até...
Ele gosta de andar junto, gosta de fazer as coisas junto, dormir junto, comer junto, e todas essas coisas que os casais fazem juntos.
Eu estou aprendendo e curtindo cada experiência. Parece que estou namorando pela primeira vez. Deve ser resultado destas terapias e vivências para desconstrução que eu fiz aos montes...
Tem sido bom isso. Estou feliz como quem vai para um país novo, aprendendo a linguagem, descobrindo os lugares bonitos, apreciando o alimento.
Coisa bonita é essa jornada de relacionamento se darmos as mãos com confiança.
Sorte é amar alguém que ama você do jeito que você sabe entender e que ao mesmo tempo que você, quer estar junto para que juntos vocês possam desbravar a vida.
É muita sorte a minha!
Da liberdade
Liberdade é não se oprimir, não se permitir oprimir ou reprimir.
Observe que é permissivo. Você permite ou não permite. Sendo você mesmo ou sendo qualquer outra pessoa, a permissão é sua.
O ponto de partida é que condicionamento é uma puta falta de liberdade, mas somente cabe a cada um conhecer seus "grilhões" e observar até que ponto sua liberdade está comprometida em troca de algum conforto do seu ego, da sua individualidade controlada pelo seu corpo de dor, reativa, condicionada.
Não importa de onde ela surja, opressão, repressão, não importa as causas, não importam as bases nas quais é sustentada, nenhuma razão, nenhuma justificativa pode ser maior do que a SUA LIBERDADE.
Liberdade é se mover como quem você é;
É se expressar na sua autenticidade, na sua integridade, naquilo de mais genuíno em você, sem ter que recortar partes para não desagradar alguém.
Liberdade é amorosidade, com a gente mesmo e com os outros.
Observe. Eu ando observando...
O que em mim facilmente resiste e o que em mim se parte?
Observe que é permissivo. Você permite ou não permite. Sendo você mesmo ou sendo qualquer outra pessoa, a permissão é sua.
O ponto de partida é que condicionamento é uma puta falta de liberdade, mas somente cabe a cada um conhecer seus "grilhões" e observar até que ponto sua liberdade está comprometida em troca de algum conforto do seu ego, da sua individualidade controlada pelo seu corpo de dor, reativa, condicionada.
Não importa de onde ela surja, opressão, repressão, não importa as causas, não importam as bases nas quais é sustentada, nenhuma razão, nenhuma justificativa pode ser maior do que a SUA LIBERDADE.
Liberdade é se mover como quem você é;
É se expressar na sua autenticidade, na sua integridade, naquilo de mais genuíno em você, sem ter que recortar partes para não desagradar alguém.
Liberdade é amorosidade, com a gente mesmo e com os outros.
Observe. Eu ando observando...
O que em mim facilmente resiste e o que em mim se parte?
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