Tempo

Que eu possa ter a delicadeza que conforta.
Que eu possa sentir o relaxamento que suaviza.
Que eu possa lembrar da efemeridade da passagem sem esquecer da eternidade da alma.

Osho - O Amor É Uma Porta


“Se houver paixão no amor, o amor se tornará o inferno. Se existir apego no amor, o amor será uma prisão. Se o amor não tiver paixão ele se tornará o paraíso. Se o amor não tiver apego então o amor, em si mesmo é divino.

O amor tem ambas as possibilidades.Você pode ter paixão e apego no amor: então é como se tivesse amarrado uma pedra ao redor do pescoço do pássaro, logo ele não pode voar. Ou como se você tivesse colocado o pássaro do amor numa gaiola dourada. Por mais preciosa que a gaiola seja – ela pode ser enfeitada com diamantes e jóias – uma gaiola ainda é uma gaiola e ela destruirá a capacidade do pássaro de voar.

Quando você remove a paixão e o apego do amor, quando o seu amor é puro, inocente, informal, quando você dá amor e não pede, quando o amor é somente uma doação, quando o amor é um imperador, não um mendigo; quando você fica feliz porque alguém aceitou o seu amor e você não negocia o amor, não pede nada em troca, você está liberando o pássaro do amor para o céu aberto: está fortalecendo as asas dele. E este pássaro pode seguir na jornada para o infinito.

O amor tem feito pessoas caírem e também tem feito pessoas elevarem-se. Depende do que você tem feito com o amor. O amor é um fenômeno muito misterioso. É uma porta – de um lado está o sofrimento, do outro lado está o êxtase; de um lado está o inferno, do outro lado o paraíso; de um lado o sansara, a roda da vida e da morte, do outro lado está a liberação. O amor é uma porta.

Se você só conheceu um amor cheio de paixão e apego, então quando Jesus diz ’Deus é amor’, você não será capaz de entender. Quando Sahajo começa a cantar canções de amor você ficará muito desconfortável: “Isso não faz sentido! Eu também amei mas só recebi miséria em troca. Em nome do amor colhi somente uma coroa de espinhos, nenhuma flor nunca floresceu para mim.” O outro amor parecerá ser imaginário. O amor que se torna devoção, que se torna prece, que se torna liberação, parecerá apenas um jogo de palavras.

Você também conheceu o amor – mas quando o conheceu achou somente um amor cheio de paixão e de apego. O seu amor não era realmente amor. Ele era somente uma cortina para esconder a paixão, apego e sexo. Do lado de fora você o chamava de amor, do lado de dentro era algo mais. Qual era o seu desejo quando estava amando uma mulher ou um homem? – seu anseio era sexual e o amor era somente uma decoração exterior.

Se você procurar profundamente dentro de si mesmo verá que o seu amor é somente uma palavra, as labaredas do desejo sexual estão queimando dentro dela. Mas não é aceitável expressar aquelas chamas para alguém diretamente, é necessário diplomacia. Então diz para a mulher da qual quer gozar o corpo que você ama a sua alma. Você nem mesmo conhece a sua própria alma, como pode conhecer a alma do outro? Mas as pessoas que estão cheias de cobiça pelo corpo falam sobre a alma. O desejo delas é gozar o corpo do outro mas elas falam sobre a beleza interior.”

Osho, Showering without Clouds, Capítulo #2

Coragem

É preciso coragem para admitir que temos medo.
Coragem para olhar no fundo de nossas experiências e perceber que o medo sempre esteve presente, interferindo na entrega e no relaxamento.
Eu sinto o medo em todo meu ser. Estou olhando para ele e sentindo a paralisia que me provoca.
Não, eu não sou tão forte como gostaria de ser. Eu sou frágil, eu já me quebrei algumas vezes, sinto medo em passar por aquela dor novamente.
O coração se restabelece, mas não significa que passe ileso pela dor. Todos temos as nossas sequelas.
Dizem que o antídoto para o medo é a coragem, mas parece que o medo nunca vai embora.
A coragem, me parece, nos movimenta, nos retira da paralisia, como aquele impulso que nos faz prender o ar e saltar diante o trampolim. Você salta, mas ainda há o medo, ele salta com a gente. No percurso da experiência, por aquele momento, quando você solta o ar, o medo é esquecido para dar lugar ao salto em si, presença.
Eu não tenho muitos medos, talvez tenha sorte ou méritos, não sei, mas tenho um que me apavora, me toma, me paralisa. Eu tenho medo de amar, de entregar meu coração para esse risco incontestável que é se deixar levar pelo amor. Estou procurando a cura, se alguém souber como, por gentileza, caridade, por ser humano, compartilha aí.


Pensamentos (des) conexos

Sentido é aquilo que faz com que alguma coisa tenha valido a pena, o tempo, a atitude, a energia ou simplesmente tenha valido o momento.
***

Significado é aquilo que nos faz dar valor às coisas, pode ser referencial, condicionado, mutável, ou pode ser só aquilo que colocaram na sua mente.
***

Estamos muitas e muitos, mas somos mesmo, únicos.
***

Uma sensação é algo tão efêmero... 
Sentimento é mais consistente, mas não é eterno. O sentir é um privilégio.
***

O coração é a pele da alma.
***

Uma paisagem é algo transitório que nos afeta.
***

Reação é aquela sensação produzida pelo outro que se transforma em paisagem, não possui essência genuína.
***

O silêncio é só ausência.
***

E tudo isso é só conceito, o meu, neste momento.

Dalai Lama - Relacionamento

"Creio que quando se está procurando construir um relacionamento verdadeiramente satisfatório, a melhor forma de concretizar isso consiste em conhecer a natureza profunda da pessoa e relacionar-se com ela nesse nível, em vez de meramente com base em características superficiais. E nesse tipo de relacionamento há espaço para a verdadeira compaixão."
– Dalai Lama


Ilusão e oásis

Ainda navegamos em mares de ilusão. Neste plano de existência temos um desafio constante diante de nós, gostamos das miragens.
Gostamos de ver o que queremos ver e não a verdade, a realidade. O que os olhos não veem o coração não sente...
Passamos de uma ilusão após outra, tal qual caminhantes do deserto e seus oásis imaginários. 
Todos temos sede, mas de que?
Passamos pelo prazer das sensações e muitas vezes, não conseguimos ver outra coisa. 
A sensação é a ponta do iceberg, há tanto mais por trás...
Para cada sensação eu vejo a minha busca por mim mesma essencialmente, pela conexão (ou desconexão), pela verdade e pela consciência, mas as vezes a distração, a perdição, de mim mesma e da realidade primordial.
A vida tem me presenteado com muitos encontros verdadeiros, lições nem sempre prazerosas, algumas lágrimas professoras, mas o importante é o que fica, o que realmente ressoa em nossa essência. 
Eu procuro me perdoar, quando percebo, evito ao máximo me culpar, melhor mesmo é encontrar sua parte de responsabilidade, mas se acontece de me culpar eu me perdoo. É uma prática constante de observação de si mesmo, meditação, assimilação e depois dissolução. Parece fácil escrevendo ou lendo, mas nunca é super fácil, um tanto de dor faz parte do caminho.
Isso quando está consciente, normalmente é só o deserto e seus oásis...







Desistência

A insistência é o nosso esforço, a desistência é o prêmio. A este só se chega quando se experimentou o poder de construir, e, apesar do gosto de poder, prefere-se a desistência. A desistência tem que ser uma escolha. Desistir é a escolha mais sagrada de uma vida. Desistir é o verdadeiro instante humano. E só esta é a glória própria de minha condição.
A desistência é uma revelação.

Clarice Lispector me entende.

A Mulher que Fica


Que sorte tem a mulher cujo o homem já transcendeu ao desejo pela mulher que passa.
Que sorte tem a mulher cujo o homem escolheu se satisfazer com a mulher que fica!
A mulher que fica já foi uma que passou, mas decidiu ficar, apesar da brisa da liberdade em só passar e não voltar.
A mulher que fica abriu mão do encanto da passagem para atravessar os dias que sucedem a rotina. Porque se relacionar passa pela rotina e nem sempre são dias encantados, porque esse encanto passa.
O encanto da mulher que fica é a profundidade do interesse em conhecer o que vai além dos sorrisos e das palavras doces.
A mulher que fica quer ver o dia seguinte, quer despertar acompanhada, quer ver o sol nascer sem máscaras.
A beleza da mulher que fica está na companhia diária, no abraço acolhedor, na troca cúmplice de olhares construídos no decorrer dos dias. 
A mulher que fica pode se revelar porque quer ver o mistério do outro também revelado.
A mulher que fica despiu-se da sedução do corpo, não porque não ache importante, mas ela quer mais do que a superficialidade do desejo, ela quer desbravar a alma, quer ver o ser que habita aquele olhar que a fez ficar .
A mulher que fica não tem mais medo de ser ela mesma, por isso inspira no seu homem que ele se mostre por inteiro, admira sua fortaleza e acolhe sua fragilidade. Ela sabe quão especial é aquele ser.
A mulher que fica valoriza suas virtudes, reconhece sua dedicação e compreende suas limitações. 
E como é bem humorada a mulher que fica, sabe se divertir dos tropeços e amparar a diversidade.
A mulher que fica confia na sua intuição, na escolha que fez, no potencial que está escondido atrás daqueles lindos olhos que a fitaram quando ainda era ela a mulher que passava, mas que decidiu ficar. 

Como tem tem sorte a mulher cujo o homem já transcendeu ao desejo por todas as mulheres que passam e repousa satisfeito em seus braços. Suas raízes, antes fumaça, agora se aprofundam sólidas no coração do homem.

A MULHER QUE PASSA

Rio de Janeiro , 1938 - Vinicius de Moraes

Meu Deus, eu quero a mulher que passa.
Seu dorso frio é um campo de lírios
Tem sete cores nos seus cabelos
Sete esperanças na boca fresca!

Oh! como és linda, mulher que passas
Que me sacias e suplicias
Dentro das noites, dentro dos dias!

Teus sentimentos são poesia
Teus sofrimentos, melancolia.
Teus pelos leves são relva boa
Fresca e macia.
Teus belos braços são cisnes mansos
Longe das vozes da ventania.

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!

Como te adoro, mulher que passas
Que vens e passas, que me sacias
Dentro das noites, dentro dos dias!
Por que me faltas, se te procuro?
Por que me odeias quando te juro
Que te perdia se me encontravas
E me encontrava se te perdias?

Por que não voltas, mulher que passas?
Por que não enches a minha vida?
Por que não voltas, mulher querida
Sempre perdida, nunca encontrada?
Por que não voltas à minha vida?
Para o que sofro não ser desgraça?

Meu Deus, eu quero a mulher que passa!
Eu quero-a agora, sem mais demora
A minha amada mulher que passa!

No santo nome do teu martírio
Do teu martírio que nunca cessa
Meu Deus, eu quero, quero depressa
A minha amada mulher que passa!

Que fica e passa, que pacifica
Que é tanto pura como devassa
Que boia leve como a cortiça
E tem raízes como a fumaça.

Pelo amor a si mesmos usem camisinha - HPV e o câncer

Eu resolvi fazer esta postagem depois de perguntar para algumas pessoas se usavam camisinha ou não. Eu me surpreendi com com as respostas. As pessoas, não estão usando, sobretudo as pessoas abaixo de 40 anos. A minha geração, perto dos 40 anos, estava para perder a virgindade quando os nossos ídolos da TV e da música começaram a assumir que tinham AIDS ou morreram por decorrência da doença. Então fomos trabalhados na descoberta sexual com a sombra do medo da AIDS.
Essa geração perdia a virgindade usando preservativo, não todos claro, mas grande parte.
Hoje em dia ninguém morre de AIDS, a geração de 20 e poucos anos, não ouve falar da doença, e consequentemente está mais exposta. Conheço meninas lindas de 25 a 28 anos que nunca usaram camisinha na vida e não foi porque não tiveram vida sexual intensa. Simplesmente não gostam, não usam ou simplesmente acham que só serve para prevenir gravidez, elas tomam anticoncepcional e se acham livres de todo o mal.

A minha ginecologista, com consultório em zona abastada de São Paulo, comentou comigo que oito em cada dez mulheres que entram no consultório tem alguma doença venérea.
Assustador, na minha opinião. Doença venérea gente, simples de evitar, basta usar camisinha. As doenças vão desde HPV, clamídia, gonorreia, sífilis e ai vai...

As informações abaixo eu levantei sobre o HPV especificamente e coloco as fontes no final da postagem para que possam ler mais se assim quiserem.

Uma em cada cinco mulheres é portadora do vírus. A cada ano aparecem 137 mil novos casos no Brasil, que é líder mundial em incidência dessa doença.
Mais de 90% dos casos de câncer de útero é causado pelo HPV.
O câncer de colo de útero é o segundo tipo de câncer que mais mata no Brasil.
Mais de 70% dos homens carregam o vírus no Brasil, que é o país com mais incidência de homens infectados. Em cada dez homens, sete estão infectados. Muitos nem sabem porque a doença muitas vezes não se manifesta. As que não se manisfestam são as mais perigosas.

Se tudo isso não servir para que vocês usem camisinha, tem mais uma. A incidência de sífilis aumentou 1000%  no Brasil nos últimos anos. As outras, como a Clamídia também tem números assustadores. Todas elas tem consequências mais graves que a própria doença, principalmente nas mulheres.

Então usem camisinha, usem, simplesmente usem. Se o cara não quer usar, não transem. Não acho que existe nem pessoa e nem prazer sexual que valha a pena este risco. Por alguns segundos imagine seu médico te dizendo que você está infectado. Pense nisso!

Fontes:
http://www.incthpv.org.br/upl/fckUploads/file/Guia%20do%20HPV%20Julho%202013_2.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=_IAPPsbHqxA
https://www.youtube.com/watch?v=B9ZgSDlQfAw
http://portalarquivos.saude.gov.br/campanhas/hpv/
http://drauziovarella.com.br/mulher-2/a-seguranca-da-vacina-contra-hpv/
https://www.youtube.com/watch?v=WgGW1s180-A
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/cinco-novos-casos-de-sifilis-sao-diagnosticados-por-dia-no-instituto-emilio-ribas/
http://www.aids.gov.br/pagina/dst-no-brasil
http://www.correiodoestado.com.br/cidades/numero-de-pessoas-infectadas-com-sifilis-dispara-de-um-ano-para/243024/
http://www.dstunifal.com/2014/01/jovens-acreditam-que-anticoncepcional.html
http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2013/12/28/noticia_saudeplena,146961/na-contramao-do-mundo-brasil-amarga-aumento-no-numero-de-casos-de-hiv.shtml



Temos que aprender a sair da bolha

“Não importa qual a perturbação que a pessoa esteja manifestando, a origem dessa perturbação está numa bolha — e dentro da bolha está na fixação dela às aparências e às respostas automatizadas. É isso. É só isso que acontece. Sempre tem o momento que o sonho se desfaz. Aí nós estamos livres. Quando estamos livres descobrimos que sempre estivemos livres, que o sonho sempre esteve a um triz de se desfazer. Aquilo nunca teve consistência.”
—Lama Padma Samten

Quem sou eu?

Neste momento o medo
Receosa em habitar uma casa ruindo
Ouço o som das rachaduras
A ausência preenche o espaço
Neste momento a solidão
Não consigo me mover
Ficar é assustador
A casa perfeita está ruindo
Neste momento criança apavorada
O sal escorre solto
A dor não manifestada
Não há gritos, só o silêncio
Neste momento a dúvida
Quem sou eu?



Por que você quer mudar?

Um amigo me perguntou incrédulo. Por que você está fazendo terapia? O que você quer mudar na sua vida?
Ele me pegou de surpresa, num susto respondi. - Eu não quero mudar nada. Quero ser uma pessoa melhor, se isso trouxer alguma mudança como consequência, ok.
Depois eu fiquei pensando.
Realmente a minha vida está boa, nada que urgentemente precise se mudança.
Minha energia inquieta foi buscar ferramentas de transformação sem estar numa crise.
A gente não precisa ir até o inferno para construir seu céu.
Normalmente a gente houve as pessoas dizendo para não mexer no que está quieto, mas será mesmo?
Ah, eu não acredito nisso.
Uma consciência melhor, é o que eu quero. Eu não quero renascer das cinzas. Eu quero renascer do amor.

Nando Reis - Pra você guardei o amor

Pra você guardei o amor

Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor

Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz

Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei

Sem ter porquê
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei

Vendo em você
Explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor

Que aprendi vendo os meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo

Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

Guardei

Sem ter porquê
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei

Vendo em você
Explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor

Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Quem acolher o que ele tem e traz

Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei

Sem ter porquê
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei

Vendo em você
Explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar



Nossas caixas

Umas caixas em um canto e um mistério que sorri;
Canto esquecido,  pistas para sentir.
Numa caixa de papéis e segredos inconfessáveis;
Abraços que foram embora, amores incontáveis.
Numa caixa há pessoas que passaram para amar;
Todos foram iludidos no oásis, para não avistar o mar;
Numa caixa de lembranças um aviso para lembrar:
Não viaje neste oceano,
Você pode se embriagar.
Há uma ilha inexplorada onde ninguém nunca nem viu
Somos todos passageiros, mas tenha muita atenção
Está ilha solitária é repleta de paixão;
Lá o céu é vermelho e o medo ainda é da imensidão;
Numa caixa de emoções e muitas peles guardadas;
Nenhuma dessas veste hoje, foram congeladas;
Nessas caixas um segredo que ainda está por vir
Ainda estou aprendendo, mas já sei que quero mesmo é sentir.
Arrumando essas caixas eu vi um pouco de mim;
Já não basta mais fingir;
Já não basta mais vestir peles;
Já não basta mais armaduras;
Chegou a hora de ressurgir.

O amor e sua força

Eu já escrevi outras vezes por aqui sobre a forma que eu vejo o amor, talvez até agora esteja repetindo algo, não tenho certeza.
Eu não tenho o hábito de ficar lendo meus escritos do passado, das vezes que fiz, tive que segurar o impulso de apagar e isso não é justo com a minha história, afinal, tudo isso faz parte de uma parte de mim.
Então, nesse feriado de Tiradentes eu fiz retiro e como sempre, eu voltei com muita vontade de escrever, mas resolvi digerir aos poucos.
O amor é um tema tão comum, né? Todo mundo quer, todo mundo anseia, todo mundo sofre, todo mundo ama, será?
Ali naquele lugar mágico, cheio de lembranças de um divino cuidador e amoroso, naquele solo transformador, chegam pessoas tão sedentas de amor, corações tão machucados pela ausência dele.
É tão interessante observar a pessoa em seu primeiro dia e no último! É uma escola, uma lição para lembrar a fonte.
Ali encontramos o amor verdadeiro em sua essência, aquele que não exige troca, aquele que transborda da terra, aquele que acolhe e cuida, mas que as vezes dói de tão imenso.
Amor - como ele deveria sempre ser, independente de para onde fosse direcionado.
Misturamos nossas relações com outras coisas e pintamos de amor na ilusão de assim não precisarmos lidar com os nossos próprios conteúdos, carências, desejos e traumas.
Eu me apaixono, entro naquele estado de maravilhamento, em seguida felicidade e agonia em dois segundos?
Ah não é amor. É outra coisa ou outras coisas. Isso por si só já deveria me levar a algum estágio de consciência de mim mesma, mas não. Eu vou embarcando naquela viagem de ilusão até a desistência chegar, que no meu caso normalmente, (graças a Deus) chega logo, mas não antes de me levar até o inferno. E as vezes a desistência demora e a viagem ao inferno está só começando.
A experiência do amor verdadeiro é de bem estar. Eu fico pensando, caraca eu sei, eu sinto isso em todo meu ser, mas já me perdi demais no desejo e no apego.
O amor é tão generoso, ele jamais te levaria ao inferno. O amor é alegre, é inspirador, é companheiro, é libertador. Jamais aprisionador, opressor. limitador, possuidor. O amor é um só e é liberdade.
Olhamos para o outro e vemos uma imagem, daquilo que somos por causa dela (sera?) e nos apegamos, desejamos que aquilo nunca termine, mesmo que isso custe a realização do outro. Deixamos ir, querendo que ela deseje ficar e sofremos. E assim sofrendo, queremos que o outro perceba e volte arrependido. Onde foi parar o amor nessa hora? Envolto em todas essas emoções... Ficou lá embaixo de todas as nossas sombras e ilusões, Aquela imagem do que somos quando estamos com aquela pessoa, aquele sentimento todo, é sua imagem, ela só é um espelho, mas é sua própria imagem refletida.
Tudo é consciência. O amor não tem nada a ver com o sofrimento, no grau mais consciente ele liberta. Liberta o outro para que ele se realize, para que ele seja feliz, para que ele se transforme e cresça, para que ele experimente a vida plena. Isso é o sentimento de amor para mim.
Eu vejo isso claramente nesse momento. Toda a ideia de amor que colocaram na cabeça da gente é um erro, um caminho para o inferno.
Eu só entrego verdadeiramente o amor para o outro quando entrego a liberdade para que ele seja feliz, uma entrega verdadeira, honesta, sem condições. 
Só assim, só agora eu posso dizer que conheci o amor. 






O processo continua

Não é lá fora que as coisas devem mudar, aqui dentro, na minha visão, nos meus significados é que eu preciso mudar.
As mudanças lá fora não estão dentro do meu círculo de possível transformação... talvez por isso a sensação de impotência muitas vezes.
Houve um tempo que eu fiquei tão inconformada com forma como as pessoas elegiam um amor para se relacionar e depois queriam que eles mudassem totalmente, que acabei fugindo de toda relação onde eu percebesse que a pessoa não me aceitava como eu era.
Agora , refletindo eu percebo o quanto isso, na verdade só foi uma busca insana pela validação do meu estado de "muro alto".
Achei que esse é um bom nome para a forma como eu me isolei, tentativa infeliz de não expor minha fragilidade - "muro alto". Você se aproxima, só que nem tanto.
A nossa mente é muito ardilosa, ela cria realidades para fortalecer seus condicionamentos, para validar nossas reações, fugas, medos, inseguranças e assim nos mantem prisioneiros.
É quase como uma voz falando baixinho " tá vendo, eu te falei que isso iria acontecer"...
Talvez agora eu não tenha como saber qual foi a consequência real disso tudo, até esse momento, mas uma coisa dá para saber imediatamente, eu me tornei desconfiada, uma hipócrita desconfiada. Dessas que fala para todo mundo ser livre, gritando de dentro da prisão.
Quem está por baixo de tudo isso?
Quem sou eu de verdade?
Quais são os verdadeiros anseios da minha alma?
Qual o meu papel aqui? Como posso contribuir de algum modo por esse mundo?
Estou pedindo que o universo me ajude, preciso de coragem para enfrentar meus fantasmas.



Meu processo de reencontro

Houve um tempo que caminhar observando a humanidade era muito difícil para mim. Eu estava estudando sobre o espiritismo, sobre o mundo espiritual e a descrição daquele mundo perfeito só fez piorar a minha visão distorcida deste mundo terrestre. Eu não conseguia aceitar toda a imperfeição humana que eu via por toda a parte, inclusive em mim. Indignada, eu passava a perguntar a mim mesma e para Deus, ao Universo compulsivamente "Por que?" 
A indignação, a não aceitação e a falta de humildade e compaixão envenenaram a minha visão.
Meu olhar estava contaminado, focado nas mazelas. Longe do olhar do espírito que, o meu orgulho e a minha mente, me iludiram estar presente.
Eu fiquei doente. Estava dormindo mal, comendo mal, desenvolvi várias alergias de contato, minha bronquite da infância voltou.
Uma das médicas que me atendeu, homeopata, reconheceu a mãe dela em mim. Foi interessante a consulta.
A dra. me descreveu as emoções que causavam aquelas reações físicas e no fim falou que eram típicas dos indignados. Depois que me contou que a mãe, capricorniana como eu, foi por esse caminho e terminou a vida com muita amargura. Armadilha que eu poderia e deveria evitar, pois carrega uma série de doenças.
Olhar pessoas dormindo na rua, crianças mendigando, políticos roubando, pessoas morrendo por falta de assistência, jovens perdidos nas drogas, pessoas querendo tirar vantagem uma das outras, companheiros mentindo e enganando por alguns momentos de prazer. Tudo me fez pensar que esse mundo já era, melhor seria zerar tudo e começar de novo.
Eu me afastei de tudo, parei de ir ao centro espírita, parei de ver TV, parei de ir a baladas e bares. Resolvi dar um tempo de tudo, tirei 10 dias de férias e me recolhi.
Eu resolvi me afastar de tudo que me trazia aquela sensação de mundo fracassado, de desistência. Não percebi, naquele momento que o problema estava em mim.
Na minha ignorância eu não percebi que eu devia tratar a minha visão, ela estava distorcida completamente. 
Eu só peguei o problema e escondi embaixo do tapete, no meio da sala como disse meu terapeuta.
Estou tropeçando no resultado da minha ignorância nesse momento. Trabalhando em mim a compaixão por mim mesma, me perdoando, um processo de auto aceitação que está só nas primeiras contrações e já está doendo muito.
Estou tendo ajuda de um terapeuta maravilhoso, então acredito que a vida providenciou o cuidado necessário para que eu possa dar esse passo. Estou com medo, mas seguindo.
E como tudo acontece como tem que acontecer porque existe uma força maior cuidando da gente, eis que o universo me entrega, através dele, a mensagem perfeita. Quando a recebi chorei igual criança.

"Vai convivendo com tudo isso. Deixa essas informações se fazerem carne e irem moldando sua visão de mundo e comportamentos. A dor é o mais humano dos sentimentos. Ela nos une tanto quanto o amor. Ela nos orienta, nos direciona, nos dá a noção da finitude. É uma guia confiável. A dor é um processo dentro desse grande processo que é a vida. Acolhe ela. Mas há um momento que ela passa, é assimilada e se integra ao nosso patrimônio. Somos feitos de dores e amores. Alegrias e tristezas. Mas será que somos somente isso? Será que há algo imperecível? Algo que dure para sempre? Será que o nosso espírito está querendo nos dizer algo através das nossas dores? Do que precisamos nos dar conta? Onde está faltando um pedaço ou outro? Vamos completando nosso aprendizado a medida que caminhamos e na velocidade que nossa força de vontade e capacidade momentânea nos permitem. Aceita, acolhe, faça o que pode ser feito e acredita que uma força maior tomara conta e restaurará o que deve ser restaurado e trará o que tem de ser trago. Confia."

E dele: Sri Prem Baba

“Tenho dito que a raiz da crise que tem se manifestado nos vários setores da sociedade no mundo todo é devido ao esquecimento da dimensão espiritual da vida. A crise é um produto da nossa desconexão com o Grande Espírito. Nós perdemos a capacidade de enxergar o Espírito por trás das coisas e dos seres humanos (de nós mesmos). Não reconhecemos o Espírito porque nosso olhar está focado na matéria, principalmente na pobreza e nas mazelas do outro. E esse olhar somente alimenta a crença de que somos um pequeno eu. Esse é um encantamento, uma inconsciência coletiva.

Agora é respirar e manter o foco, não deixar o medo tomar conta.
Vou contando por aqui a aventura desse reencontro comigo mesma.


A menina do armário

Eu sou uma menina esquecida no armário, alguém roubou minhas certezas.
Não há espaço, só muito pó de um passado escondido.
De onde estou só vejo medo e mistério, pouco ar e lágrimas.
Alguém vive a minha vida colorida em um empréstimo sem retorno.
Não há mais lágrimas porque as lembranças foram embora com o tempo.
Todas as minhas fragilidades eu pintei de ouro e teci uma armadura.
Ninguém vê através do ouro, ninguém vê o que está no centro.
Ninguém vê o que está no escuro.
Meu escudo é um sorriso largo e a distração é a minha fortaleza.
Todos só podem ver as flores diante da pressa dos dias.
O amor não veio hoje. Onde foi parar o frescor dos dias seguros?
Eu sou a menina esquecida no armário.
Aquela mesma que corria corajosa e livre nos dias de sol quente.
Hoje a brisa da verdade passou e abriu uma fresta. Só você viu que eram lágrimas.
Vem brincar comigo, vem me lembrar da alegria descompromissada.
Vem me ensinar sobre a vida.
Vem bailar comigo na noite de lua.
Vem me tirar dessa armadura.
Vem falar comigo até o sol nascer
Vem se mostrar para mim.
Eu só quero nascer de novo e olhar a vida sem medo.

Um adeus que nunca termina

Ontem foi o dia dela, a minha rainha, minha avó Iracema faria aniversário se ainda estivesse nesta terra. Se ainda estivesse aqui, com certeza teríamos festa. Se ainda estivesse aqui eu correria para dar um cheiro naquele pescoço com aroma de amor de vó.
Não dá para passar por esta data ilesa, 2 de fevereiro nunca mais será o mesmo. 
Cara, a ausência que a morte trás vem acompanhada de uma dor aguda, um vazio sem precedentes e uma saudade infinita, assim ao pé da letra, sem fim.
Não dá para comparar com mais nenhuma outra dor.

A gente acha que já sofreu muito por amor, por ciúme, por traição, por tomar um fora, eu preferiria passar por tudo isso mil vezes, do que estar sentindo agora esta saudade da minha avó, porque essa, meu amigo, não tem jeito, não passa e não há o que fazer, nunca mais.

Nunca mais correr para aquele colinho, nunca mais pedir oração, nunca mais ouvir aqueles conselhos cheios de sabedoria, nunca mais rir com ela, nunca mais ouvir a gargalhada dela no meio de uma história... nunca mais. Nunca mais a simplicidade certeira quando reclamávamos da vida.
Na presença dela a vida fazia mais sentido.
Você faz falta dona Iracema!
Pô, já faz um ano?!
Que saudade vó, que saudade!

Resoluções que dão certo

Decidir pela mudança é o primeiro passo, mas depois tem que agir. É a atitude que muda tudo. Vontade sem atitude não é nada.

2014 - Um ano de muito aprendizado

Todos sabemos que as listas de fim de ano são um tanto clichês, mas isto não significa que passaremos batidos por ela, afinal, a vida é um grande clichê.
O objetivo deste blog é jogar conversa fora, é registrar pensamentos e lembranças que poderiam ser ditos numa conversa entre amigos. E até pode ser uma sugestão para o seu próximo encontro com os amigos em 2015.
Quais foram as principais lições de 2014 para você?

Então quero compartilhar aqui os conselhos que 2014 me deixou, a ordem é aleatória, não significa importância:

1 - Na dúvida, compre uma passagem. Viajar é o melhor investimento que existe. Entrar em contato com outra paisagem, cultura, pessoas diferentes podem  amenizar qualquer problema, mesmo que temporariamente. É um respiro para a alma. 
2 - Esteja no controle do seu dinheiro. Se você trabalha para ter sua grana e fazer suas coisas saiba valorizar isso. Não estou falando para ser mesquinho ou pão duro, estou falando para saber quanto vale a sua hora de trabalho e ter algum critério na hora de gastar. Você controla o dinheiro e não o dinheiro controla você. Uma relação equilibrada com o dinheiro trás alguma paz para sua vida.
3 - Saiba dizer não e saiba ceder. Significa que você deve saber dizer não quando alguém abusa de sua boa vontade, mas também significa que nem tudo que devemos fazer será um prazer. As vezes simplesmente precisa ser feito, encare numa boa quando for a sua vez.
4 - Cuide da sua saúde e bem estar como se fosse a da pessoa que você mais ama na vida. É sério, isto é amor próprio.
5 - Não procrastine. De verdade a procrastinação nos rouba a paz sem que notemos. A gente vai deixando, deixando até que de repente já é o prazo final e isto causa uma ansiedade desnecessária.
6 - Confie na sua intuição, mas vigie. A verdade sempre aparece, mas não deixe seu julgamento atrapalhar.
7 - Amigos verdadeiros são os que ficam. Existem os amigos transitórios, deixe-os ir quando for a hora, sem sofrimento, pode ser que se reencontrem em outro momento da vida, ou não, aceite que as relações podem mudar e siga em frente. Os amigos que ficam sempre são os melhores presentes da vida.
8 - Aprenda com as decepções, mas não guarde ressentimentos. Somos todos aprendizes e erramos para aprender. Perdoe-se, aceite os pedidos de desculpas e observe. Nem sempre quem se desculpa sabe no que errou com você, perdoe mesmo assim. A vida se encarrega de ensinar, não precisa ser você a apontar.
9 - Reserve tempo para estar com seus amigos, eles são a sua melhor referencia sobre si mesmo.
10 - Não perca tempo com discussões inúteis que não levam a lugar algum, normalmente são discussões de ego pra ego, alguém querendo te convencer sobre quem está certo, sobre explicações que não mudam nada. Se tiver dúvida ouça, converse, mas não estique algo que não vai dar em nada.
11 - O trabalho deve ser bom o suficiente para que você se levante pela manhã animado e não termine o dia esgotado, ou seja, trabalhe com o que você gosta, com pessoas que você respeita (no mínimo) para que aquelas 8 horas do seu dia de segunda a sexta façam algum sentido.
12 - Cultive relações saudáveis em todos os setores da sua vida. Tenha por perto pessoas que te inspirem, te desafiem e te motivem.
13 - Valorize as coisas que te enchem a alma e as pratique. A sua vida atual é a consequência de suas atitudes e escolhas, mas também pode ser a consequência de sua apatia.
14 - Seja honesto. Admita suas fraquezas, peça ajuda. Tenha honestidade de pensamentos, sentimentos e de emoções e honestidade nas palavras para comunicar com clareza o que vai dentro de si.
15 - Uma delicadeza desinteressada nunca trás arrependimento. Se houver qualquer resquício de arrependimento é porque não foi desinteressada. Só para reforçar, seja honesto.
16 - Encontre uma forma de se comunicar claramente, se for melhor escrevendo faça cartas, libere os mal entendidos das suas relações, mas não se culpe se o outro lado insistir em não entender, faça sua parte.
17 - Amar é a melhor coisa que existe. E acredite, o amor pode nos surpreender no improvável, no irracional, surgir bem diante de onde jamais poderíamos imaginar e isso é maravilhoso. Não tenha medo, mas se tiver, vá com medo mesmo, mas vá. Amar é como viajar, até quando é ruim é bom de algum jeito. Desfrute.

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Fim de ano e essas coisas

Final de ano é sempre muito parecido. Apesar do cansaço aumentar, parecer acumulado do ano todo, também desabrocha uma esperança inexplicável de que tudo vai melhorar no próximo ano.
Então pensando nessa esperança milagrosa...
“Não há maior demonstração de insanidade do que fazer a mesma coisa, da mesma forma, dia após dia, e esperar resultados diferentes. (Albert Einstein)
Este post é para lembrar que se queremos que as coisas mudem, primeiro precisamos mudar a nós mesmos.
Alguma coisa tem que ser diferente dentro de você para que alguma coisa no exterior também seja diferente. Pode ser uma forma de ver as coisas, uma atitude, uma quebra de padrão, de condicionamento, pode ser a hora que você acorda. Alguma coisa tem que mudar!

Se você por alguma razão acha que a sua vida parou enquanto a dos amigos caminhou super bem, é sinal de que você esta acreditando demais no Facebook, logo, passando tempo demais por lá. E acredite, já foi constatado por estudos que isso deixa as pessoa infelizes. Não acredita? A matéria está aqui.
O fato é que as pessoas não são aquilo que mostram na rede social, não no todo, não o tempo todo. Somos todos humanos, passamos pelas mesmas coisas em algum momento da vida.
A sia vida é você quem desenha, quanto mais cedo se der conta disso, mais rápido vai começar a desenhar o que você deseja para ela.
Quanto maior a mudança que você espera na sua vida maior será a transformação que terá de vir de você.

Então, você tem alguns dias até o dia 31 de dezembro, o dia da esperança renovada, para decidir o que você quer mudar em você para conseguir chegar naquele ponto melhor em sua vida.
Talvez fazer a carta de votos e ações possa te ajudar. Clique aqui para entender.

Uma coisa é certa, nada vai mudar se você continuar a fazer tudo como sempre fez.
Meus desejos para você:
Alem de saúde, força de vontade, disposição.
Além de prosperidade, auto controle, controle de gastos versus ganhos.
Além de paz, sensibilidade e compaixão em relação aos que estão a sua volta, menos julgamento.
Além de amor, capacidade de distribuir amor por onde passe.
Além de que realize seus desejos, que cumpra suas promessas para si mesmo.
Além de sucesso, que você saiba exatamente o que quer e onde quer chegar.
Além de sorte, percepção de si mesmo, perspicácia.
Mais abraços, mais risadas, mais alegria, mais compreensão com os limites dos outros, mais perdão.
E antes de tudo, que você possa dar a si tudo de bom que você oferece para o mundo.

Que 2015 seja incrível para todos nós!




O amor, este desconhecido

Eu estava me lembrando de um certo dia num restaurante peruano. Aquele dia era pra ser um dia normal, um almoço normal, em um restaurante normal, mas não foi. Ele queria me levar naquele restaurante há muito tempo, até tentamos ir outras vezes, mas estava sempre com uma fila gigante e acabávamos indo comer em outro lugar.
Sabe, as pessoas demonstram sentimentos de forma desconhecidas para nós mesmos. Por esta razão, eu acredito que para entendermos um gesto de amor é preciso estarmos abertos para acolher estes gestos. 
Ao me lembrar de nós dois naquele restaurante uma coisa me marcou demais, ele estava satisfeito por estarmos ali, ele me olhava com olhos sorrindo, ele estava feliz por eu ter gostado da comida, realmente feliz. E especialmente, ele não estava com pressa, deveria, mas não estava. Eu me senti amada, com aquele olhar, com aquela falta de pressa, com aquela atenção toda voltada para mim num momento tão especial na vida dele. Eu me senti amada.
Sim, a comida estava ótima, mas aquele olhar... aquilo sim estava inesquecível!
Então, esta história é só para lembrar que as vezes as demonstrações de afeto podem ser bem diferentes daquilo que idealizamos, daquilo que conhecemos e daquilo que todos os filmes, livros e as mídias sociais nos fazem acreditar. O amor se manisfesta, muitas vezes, no desconhecido.
O que realmente importa está no olhar, bem lá no fundo, onde ele reflete o que vai no coração. No entanto, para ver, para enxergar de verdade o que está lá dentro só tem um jeito, é preciso estar presente, é preciso se conectar com o momento.
A distração é muito fácil, ela nos faz passar batido por tudo, inclusive por isso.
Coisas incríveis podem acontecer quando se está presente.
Eu recomendo!
  

Só para você saber

Cada dia com você é um presente. Cada momento, um de cada vez, todos eles são mais do eu que pude imaginar. Amor por você e gratidão a vida por este encontro tão especial.
Eu sinto seu amor todas as vezes que você olha para mim. Obrigada!

Da importância de pedir desculpas

Pedir desculpas é valorizar os próprios sentimentos

por Roberto Shinyashiki


"A vida é cheia de mal-entendidos, não dá para evitá-los. O importante é não deixar que eles cresçam para que tenhamos um sono tranquilo. Na maioria das vezes, as pessoas que nos magoaram não fizeram isso por maldade, mas simplesmente por descuido"
Um dos maiores recursos para gerar felicidade é manter a vida sempre em dia. Meu amigo o consultor organizacional Ken O Donnell diz que podemos descobrir o grau de maturidade de uma pessoa de acordo com o tempo durante o qual ela consegue carregar um mal-estar em relação a alguém.
Uma pessoa que tem maturidade percebe facilmente quando alguma coisa está maculando seu coração. É como se fosse uma camisa branca em que um simples pingo de azeite é percebido a distância. Já quem não amadureceu se parece mais com uma camisa preta, que não mostra a sujeira. Quando você presta atenção em si mesmo, é fácil perceber que alguma coisa não está bem nos relacionamentos com as pessoas que ama. Ao notar que criou um mal-estar, prontifica-se a se desculpar com alguém que magoou ou questionar quem magoou você.

Já quem só se importa consigo mesmo nem sequer é capaz de imaginar que feriu o outro. Quem valoriza os próprios sentimentos tanto quanto os das outras pessoas age de forma diferente: pede desculpas, o que é uma maneira de dizer eu te amo.

Um pedido de desculpas é uma forma de dizer que você tem tamanha sintonia com o outro que é capaz de sentir que uma palavra sua feriu os sentimentos dele. Procurar um amigo para falar de algo que ele fez e que magoou você é uma forma de dizer você é importante para mim.

Isso acontece raramente porque muitas pessoas preferem deixar pra lá quando estão chateadas com alguém. Pensam que quem ama entende o comportamento do outro. O problema é que nem sempre há um coração assim tão compreensivo e, com o tempo, a situação mal resolvida acaba fazendo com que se afastem do amigo que as magoou.

A vida é cheia de mal-entendidos, não dá para evitá-los. O importante é não deixar que eles cresçam para que tenhamos um sono tranquilo. Na maioria das vezes, as pessoas que nos magoaram não fizeram isso por maldade, mas simplesmente por descuido. Conversar sobre isso mostra que você é uma pessoa especial.

Quem tem a sabedoria de manter os relacionamentos livres de incômodos também conserva a cabeça livre de pendências. Quando sabe que tem de fazer alguma coisa, vai lá e faz, parte para o tudo ou nada, pois entende que, enquanto não o fizer, estará com a cabeça ocupada com o problema.

É incrível como somos capazes de deixar que as pendências se arrastem até o último minuto. Um jovem, por exemplo, tem de fazer a inscrição para o vestibular. Sabe a data em que as inscrições começam, mas deixa para fazer a dele na semana seguinte e a preocupação de não esquecer já começa a ocupar espaço em sua mente.

Na semana seguinte, ele arruma um monte de coisas para fazer e deixa para depois. Enquanto isso, a preocupação vai aumentando e só terminará quando a pendência for resolvida.

Lembre-se: só quem mantém a mente livre de pendências e preocupações tem tempo para ser feliz e olhos para os passarinhos da vida.

Ensinamentos - Lama Padma Samten

"Um mestre já falecido dizia: “Se você culpa seu marido por seus problemas, você tem uma condenação perpétua — os próximos vão ter a mesma cara, os mesmos problemas do primeiro.” Com namoradas é assim também. Podemos simplificar todo este processo com uma palavra — carma. É um processo muito sutil, não é uma lei que nos condena. Se fosse assim, não existiria a palavra Buda. Buda não é o ser, não é uma pessoa. Buda é uma condição de libertação de todos esses impulsos." Lama Padma Samten

Antes mesmo do perdão existe a não-culpa.”
Lama Padma Samten: Antes mesmo do perdão existe a não-culpa. O perdão é um pouco perigoso no sentido de que ele aponta para alguém que está sendo perdoado. Enquanto que a culpa também aponta para alguém. Mas nós compreendemos a inexistência do sentido absoluto da identidade, aí não faz sentido apontar nem culpas, nem perdão. Nossa natureza é livre, basta refazer os votos. A culpa é um aspecto ilusório, construído, luminoso, como os aspectos todos do Samsara. Significa nós tomarmos algo particular como uma ação e identificarmos a pessoa ou a identidade a partir disso. Naturalmente a pessoa não é isso, a pessoa é uma condição de liberdade, não é uma condição de prisão.

Este vídeo é curtinho e muito explicativo 


“A igualdade é experimentada pela nossa capacidade de entender que, ao trazer benefícios aos outros seres, nós também nos beneficiamos diretamente.”
Pergunta: Não entendo bem a correspondência entre as qualidades e as 5 sabedorias. Por exemplo, para a cor verde, qual a correspondência entre a habilidade de “destruir” e a sabedoria da causalidade? Para a cor vermelha, entre “estruturar” e a sabedoria discriminativa? O Lama poderia explicitar essa correspondência para cada um dos 5 Diani Budas?
Resposta do Lama: Essa é uma boa pergunta. Diz respeito à descrição operativa. Vou começar pela cor azul, que corresponde ao Buda Akshobia, sabedoria do espelho. Quando estamos trabalhando com esta sabedoria podemos entender como que as pessoas estão operando com as suas mentes no sentido de que há uma co-emergência entre o mundo externo e o mundo interno, como elas experimentam a essência do acolhimento. É justamente entender como que as pessoas operam e poder penetrar no mundo delas como elas o experimentam, e ao mesmo tempo, também através da sabedoria da co-emergência, reconhecer a liberdade natural de que ela dispõe. Reconhecer isto é o acolhimento.
A sabedoria da cor amarela é a sabedoria da igualdade, do Buda Ratnasambhava. A igualdade é experimentada pela nossa capacidade de entender que, ao trazer benefícios aos outros seres, nós também nos beneficiamos diretamente. Está ligada a nossa capacidade de manifestarmos felicidade por beneficiar os outros seres. Beneficiar os outros seres é essencialmente sustentá-los no esforço de superarem as suas dificuldades e manifestarem suas qualidades positivas em níveis mais e mais profundos. Quando isto ocorre, estamos manifestando a sabedoria da igualdade. Esta é uma atividade sem esforço. O fato de que não precisamos fazer esforço é uma manifestação natural e não fabricada desta sabedoria da igualdade, que trata da sustentação das qualidades positivas dos outros e da proteção frente aos obstáculos. Ela vem como se fosse algo para nós mesmos, algo natural.
Temos também a sabedoria discriminativa do Buda Amitaba que está baseada nas Quatro Nobres Verdades e no Nobre Caminho de Oito Passos. Ela oferece o eixo, a estrutura para as nossas vidas e também é o fio que une nossas experiências atuais com o caminho e o resultado. Portanto, esta é a sabedoria que estrutura a nossa vida quando queremos ajudar os outros seres. É a estrutura budista que podemos oferecer após ter acolhido os seres e iniciado a sustentação de suas qualidades positivas e de sua proteção frente ao sofrimento. Através da sabedoria discriminativa, nós ajudamos as pessoas a se conectarem por si mesmas, de modo independente e lúcido, numa estrutura de caminho que dá sentido às suas vidas.
Estas três etapas parecem que resolvem a questão, porém, como acontece conosco também, quando queremos ajudar as outras pessoas, vamos encontrar obstáculos que se contrapõem à própria estrutura. Mesmo que ela reconheça a estrutura como virtuosa e desejável, surgem obstáculos que precisam ser trabalhados por uma ação decidida. Este é o sentido do destruir: compreender a causalidade, a sabedoria da causalidade, essa é a sabedoria do Buda Verde, Amogasidi. Nós entendemos que as ações e as causas que produzem estas ações podem ser positivas ou negativas de acordo com seu resultado. Logo, as ações negativas que não foram superadas através da estrutura ou que subverteram a estrutura, precisam ser destruídas como uma forma de ajuda. O Lama diz que “destruir” foi uma palavra que ele inventou para sintetizar.
Então, nós temos este ponto: nós acolhemos, sustentamos, ajudamos a estruturação e destruímos os obstáculos. Parece que não falta nada, mas falta o ponto principal. Se tudo isto é feito, mas a pessoa não encontra a realização da sua face última que é a sua face verdadeira, aí vem a sabedoria de Dharmata, cor branca, que corresponde à sabedoria daquilo que esta além de vida e morte, nome e forma, espaço e tempo, amor ou abandono, vitórias e derrotas, etc. Esse é o ponto culminante do caminho, além de fumar e não fumar

Saudade do que não tive

As vezes somos tão bons em criar nossa realidade paralela que chegamos a sentir saudade daquilo que nunca tivemos.
Como aquela paixão que nunca se realizou.
Como aquela viagem que nunca tivemos coragem de fazer.
Como aquele emprego que não buscamos.
Como aquele dia em que nos sentimos amados por alguém que nunca nos amou.
Nossa mente é poderosa e tem uma habilidade incrível em nos fazer acreditar naquilo que só existiu na nossa realidade paralela, no nosso mundo interno.
Buscamos refúgio neste paraíso de sonhos onde pintamos o céu de verde num piscar de olhos. É a nossa fantasia, nosso mundo fantástico, nossa fábrica de ilusões.
O problema é acordar, dói.
De repente uma tristeza profunda, um assombro, um grito alto para chamar atenção de toda a distração do mundo.
É a realidade fria se mostrando impetuosa.
Será que tudo foi uma ilusão que eu criei, protagonizei e dirigi?
Só o tempo ...


Do acolhimento à distância - coisas de relacionamento

Talvez uma das coisas mais difíceis nos relacionamentos seja desapegar dos melhores momentos. Os momentos em que você se sentiu tão amada que nada mais importava. O momento em que o seu amor que parecia do tamanho do mundo foi correspondido na mesma medida. Nos agarramos a estes momentos porque são a plenitude daquilo que sentimos. Desejamos desesperadamente que aqueles momentos durem para sempre e na ânsia de segurá-los cometemos erros que podem naturalmente levá-los para mais longe da realidade.
Também criamos distâncias.
O que parece um antídoto, as vezes separa tanto que não resta mais nada que possa sequer lembrar aquela plenitude momentânea. Deixamos o tempo correr, deixamos a vida seguir seu curso para que a poeira assente sem avaliar o que pode advir desta atitude.
Nem sempre podemos acolher a distância como algo natural, as vezes ela parece uma escolha muito bem arquitetada, produzida com uma intenção misteriosa. 
Ninguém é imune as consequências de algo que pareça desamor. Nada permanece intacto diante disto.
Temos que aprender a lidar com esta fragilidade.
Tudo está em transformação, tudo é metamorfose, difícil é saber se o que restou ainda é suficiente para manter viva uma relação, um amor.
Há pessoas que não sabem lidar com o acolhimento, elas preferem a distância porque é com isto que estão acostumadas. Não percebem o grande círculo em que se encontram, correndo atrás do próprio rabo como se fosse um novo grande desafio.
Desafio é quebrar padrão, desafio é trilhar um caminho diferente.
Acolher o outro, este sim é um grande desafio.

Nós tínhamos que quase morrer todos os dias

Eu estava viajando nas férias, estava na Grécia e tive uma crise fortíssima de bronquite, como nunca tive antes. Eu não conseguia respirar nem inspirar e tossia muito. Faltou-me tanto ar que eu achei que iria morrer.
Eu pensei imediatamente em minha mãe, havia saído do Brasil sem me despedir dela. Que descuido!
Pensar na morte é coisa que todo mundo evita, dá medo, melhor não pensar... Mas veja que paradoxo interessante. Pensar na morte tão pertinho de mim, ali naquele hospital grego me fez sentir a vida mais intensamente. Na verdade tinham muitas coisas que eu não estava fazendo para tornar da minha vida algo mais saudável, mais feliz.
Eu rezei baixinho "Deus, que não seja nada grave, Deus que eu melhore, Deus eu ainda não quero que acabe, tem um monte de coisas que eu ainda preciso fazer, me dá mais tempo por favor"
Parece um tanto dramático, eu sei, mas eu realmente levei um susto daqueles.
Pensei em todas aquelas coisas que eu desejei fazer para o meu bem estar e deixei para depois, pensei nas pessoas que eu me descuidei, pensei  no meu templo tão mal cuidado (meu corpo); pensei no meu coração tão negligenciado...
Cuidar de si, antes de mais nada, é cultivar pessoas e coisas que nos fazem bem, é ter atitudes saudáveis na direção de si mesmo e daqueles que nos cercam. Amar-se é querer para si aquilo que faz bem, aquilo que não agride, que não desequilibra, que não machuca, que não enfraquece.
Eu percebi que andei fazendo escolhas menos saudáveis dentre as opções que eu tive.
A minha vida não estava toda errada, até muito pelo contrário, ia até bem, mas sempre temos pontos a melhorar, seja em nós mesmos, seja em decisões que relutamos em tomar.
Eu estava fazendo a viagem dos meus sonhos, estava feliz, não queria mais voltar para a minha vida cotidiana, queria emendar uma viagem na outra e seguir viajando até não aguentar mais, se é que se chega neste ponto de não aguentar mais... eu duvido.
Quando o médico voltou com os resultados dos exames e disse que a notícia era boa, que não era pneumonia, mas uma infecção e ele iria me liberar, toda a vida vibrou dentro de mim. Meu corpo teve uma reação incrível, sem tomar nenhuma medicação eu fiquei bem, claro, foi uma reação passageira, de euforia, mas do hospital eu fui para um restaurante lindo e tomei um vinho delicioso e comi maravilhosamente, feliz.
Eu tive que tomar remédios fortíssimos por toda a viagem, mas tive que ficar doente para lembrar de toda a vida que tinha dentro de mim, esta força vibrante, esta energia que nos movimenta e nos faz seguir em frente.

Tínhamos que quase morrer todos os dias para não esquecer desta força incrível que temos dentro de nós mesmos.

Tínhamos que quase morrer todos os dias para não ferirmos aqueles que amamos por coisas tão fúteis e fugazes, para olharmos para eles todos os dias como se fosse a ultima vez, para não deixarmos o orgulho ou a vaidade falar mais alto do que amor em nosso coração;
Tínhamos que quase morrer todos os dias para vivermos o presente em toda sua plenitude, para não deixarmos que fantasmas do passado contaminassem nosso coração;
Tínhamos que quase morrer todos os dias para que a garra e a vontade de viver brilhassem dentro de nós mais forte do que todos os nossos sofrimentos e traumas;
Tínhamos que quase morrer todos os dias para ver com os olhos do coração toda a beleza que existe em cada dia de vida que nos é concedido;
Tínhamos que quase morrer todos os dias para sabermos distinguir as opções momentâneas daquelas que são essenciais para a nossa felicidade;
Tínhamos que quase morrer todos os dias para darmos o verdadeiro valor àqueles que nos amam de todo o coração e sabermos distinguir destes aqueles que não.
Tínhamos que quase morrer todos os dias para escolhermos para hoje o melhor que pudéssemos alcançar e oferecer de nós mesmos para os outros aquilo de melhor que possuímos.
Ainda me pergunto todos os dias o que compartilhei de bom com aqueles que passaram por mim hoje e espero não ter que quase morrer para desfrutar desta chance incrível que é estar vivo agora.

Para passear mais na vida e menos na rede

Um amigo me enviou links de vários tours virtuais de cidades, pontos turísticos e museus pelo mundo. Achei o Google mais incrível ainda, uauuuu. Passeios sem sair da frente da tela do computador. Viajar na ideia sem tirar o traseiro da cadeira. Uaaaauuuu.
A tecnologia me surpreende todos os dias, de verdade, eu ainda me pego de boca aberta com as descobertas e projetos em andamento.
Eu não tenho tempo para desfrutar taaantaaaa novidade.
Hoje em dia meu trabalho absorve um grande tempo na frente de um computador, quando estou de folga eu quero me movimentar, viajar, sentir o cheiro, tocar, caminhar, quero sentir a presença e a energia dos lugares.
Pode ser que um dia a tecnologia entregue tudo isto, talvez até já entregue para alguns.
Eu passo, muito obrigada.
Se a tecnologia um dia realmente quiser me servir, seria por favor, para trabalharmos menos, ganharmos mais e assim termos mais tempo para viajar, caminhar, sentir para conhecer, tocar, ver o mundo com os nossos próprios olhos, sem filtro.
Até lá, me parece que hoje em dia a gente está trabalhando muito mais por causa dela.

Aliás tem algumas ótimas exposições acontecendo agora, bora caminhar no museu!


Instituto Tomie Ohtake recebe exposição “Obsessão Infinita” da mestre em arte japonesa Yayoi Kusama  de 22 de maio à 27 de julho, de terça a domingo, das 11h às 20h. A entrada é gratuita. 
Invariavelmente o outro vê em você o que na verdade existe nele próprio e ele renega.

Sobre mentira e medo

“O medo é o primeiro mecanismo de defesa que surge quando nasce a ideia de separação. Essa ideia é uma manifestação da mentira, que pode atuar de muitas maneiras, desde a mais grosseira (aquela que você conta no dia a dia para se autoafirmar e tentar tirar vantagens das situações) até a mais sutil, que é o autoengano a respeito da sua verdadeira identidade. Mesmo as mentiras mais básicas ocorrem para solidificar a mentira mais sutil, ou seja, são uma forma de alimentar a falsa identidade.”

Sri Prem Baba